Por Fabiana Bellentani

Por nove meses crescemos junto com nosso bebê. São nove meses de acompanhamento, de cuidado com o que comemos e bebemos, de consultas médicas, lendo todos os livros disponíveis no mercado sobre como cuidar de um filho. E, de repente, a vida, da forma como conhecíamos, não é mais a mesma.

É claro que todo nosso empenho pré-natal nos deixa preparadas para tudo (ou, pelo menos, nos fez pensar que estamos preparadas para tudo), mas e quanto ao nosso corpo? Coisas crescem, coisas caem e a gente se pergunta: Meu Deus, não vai voltar ao normal? E olha que nem estou dizendo que as mudanças são para sempre porque a maioria delas não é. Eu mesma, hoje, estou mais magra do que estava antes de engravidar. Mas, por um tempo, nosso corpo fica muito diferente do que estávamos acostumadas e isso não significa que não devemos amá-lo com suas novas formas.

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Muitas mamães carregam seus bebês no colo juntamente com algumas estrias na barriga e bumbum. Novas marcas que antes não existiam. E os seios? Cheios de leite, grandes e voluptuosos, para alegria dos novos papais (não há um que não comente! rs!), mas também doloridos, por vezes empedrados, com bicos rachados, vazando na roupa e pingando no chão. Sem esquecer da barriga, dos surtos de choro ocasionais e da queda dos cabelos… Malditos hormônios! A culpa de quase tudo é deles!

Esse período pós-parto pode ser estranho para muitas de nós, principalmente para quem já tem mais de trinta e as coisas parecem não voltar ao normal com tanta facilidade. O que fazer, então, em relação à nossa nova versão de nós mesmas?

Primeira coisa: não sejamos tão exigentes! Se levamos nove meses para ganhar aqueles quilinhos a mais da gestação, não dá para esperar que vamos perder tudo da noite para o dia, certo? A gente sempre se compara com imagens que vemos na mídia, mas “péra lá”, precisamos ser realistas, respeitar nosso tipo físico e ter expectativas plausíveis.

Portanto, sejamos paciente! Se aquela amiga voltou ao peso anterior em poucas semanas, nosso corpo pode não funcionar da mesma forma. E não acredite em fotos de famosas, usando micro-biquínis cinco minutos depois do parto. Sem qualquer preconceito ou menosprezo, mas celebridades têm vidas e cotidianos diferentes da maioria de nós.

Mexa-se, faça o que for permitido ser feito, no tempo certo, mas, acima de tudo, seja grata pelo seu filho! Nunca se esqueça que o seu corpo fez algo incrível! Você deveria estar orgulhosa de si mesma. Então, vamos lá: olhe-se no espelho e se reveja. Você treinou seu corpo por nove meses e realizou um feito maravilhoso que deixou seu corpo exausto. Dê a si mesma tempo para se recuperar.

As estrias são marcas de amor, um preço muito baixo para se pagar pelo que se ganha em troca. Seu bebê não precisa que você seja sexy ou magra para ser uma boa mãe. E ser uma boa mãe certamente te fará sexy aos olhos do seu marido.

Tenha pensamentos positivos e cuide de si mesma. Cuidar de você é tão importante quanto cuidar do bebê. Devemos estar bem e nos sentir bem para que nosso bebê esteja bem também. Tente reservar uma hora na semana para aquele “tempo só seu”. Peça para o marido ou outra pessoa cuidar do bebê. Não é fácil. Eu mesma demorei muito para me permitir fazer algo só para mim, mas vale a pena.

E não deixe seu marido sem saber ou entender o que está sentido em relação à suas novas formas. Tenha um canal aberto de comunicação, ele certamente te dará todo apoio que precisa, nem que você tenha que dizer exatamente sua necessidade: amor, aceitação e suporte.

Aceite-se com toda sua nova beleza!

Relação de profissionais deste post

Fotografia: Carmen Fernandes (SP)

Por Fabiana Bellentani

Nunca achei que escolher um livro infantil exigisse uma atenção maior do que a que dispensamos para um livro para nós, adultos, mas na última reunião de escola da Carol, as professoras chamaram atenção para alguns pontos importantes, ignorados por alguns pais.

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Portanto, por mais óbvios que possam ser, acho legal trazer essas dicas aqui no blog também.

  • Veja a sugestão de idade. Existem livros para todas as faixas etárias e alguns sem idade recomendada. Os leitores não são iguais e sua idade cronológica é apenas uma das variáveis. Mistura a sugestão da editora com o conhecimento e interesse da criança que vai receber o livro.
  • O livro deve ser de qualidade, bem impresso, com boa encadernação. Livro para crianças muito pequenas deve ter páginas grossas, para que não rasguem ou desmontem. A impressão deve estar alinhada, sem borrados. A ilustração é uma linguagem tão válida quanto o texto. E cuidado com os estereótipos: sol com rosto feliz ou a típica casinha triangular. Para crianças em fase de alfabetização, a fonte deve estar em caixa alta.
  • Textos com estrutura de repetição, para os menores, costumam ser muito apreciados. Eles são fáceis de memorizar e permitem a identificação das palavras repetidas, o que ajuda na alfabetização.
  • Veja quem assina. Um verdadeiros escritor de livros para crianças garante o que escreve.
  • Veja qual a editora do livro. Verifique cidade, ano de publicação e nome do tradutor, se for o caso.

Última dica de hoje: Envolva a criança na pesquisa do livro. Nós fazemos isso com a Carol e ela adora encontrar nas prateleiras da livraria o livro que mais lhe chamou atenção.

Além disso, busque assessoria, se for preciso. O Leiturinha é um clube do livro infantil que entrega um ou dois exemplares por mês em sua casa. Dá uma olhadinha lá também (Isso não é publipost, ok? É só uma indicação mesmo!) ; )

Por Fabiana Bellentani

O quanto antes, desde bebê!

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Muitos pais acham que pelo fato da criança ser muito pequena, ela não se interessa por livros. Mas o que acontece é exatamente o contrário: desde pequenininhas as crianças se interessam pelas cores, formas e figuras dos livros. Abra um livro bem colorido na frente de um bebê de 1 ano e ele imediatamente baterá palminhas e colocará as mãos sobre as imagens.

Aliás, esse toque da criança no livro é super importante para que ela se acostume e sinta à vontade em folheá-lo. A Carol simplesmente ama os livrinhos que oferecem texturas, formas e sons diferentes. O que ela lê quase todas as noites é um que reproduz o som de alguns instrumentos musicais, incluindo o de uma bateria, que é o instrumento que “o papai toca”.

Na verdade, se pararmos para pensar, mesmo sem saber acabamos introduzindo as historinhas na vida do bebê desde cedo: as canções de ninar são um tipo de história. Narrativas sobre outras crianças, animais ou a natureza também.

Nessa fase, até uns 2 anos, 2 anos e meio, por incrível que pareça, as crianças adoram saber sobre sua vida, como nasceram ou fatos que aconteceram com elas ou com pessoas da sua família. A Carolina, por exemplo, sabe contar que “estava na barriga da mamãe, daí o papai levou um susto, a mamãe correu pro hospital e eu nasci”. Ela gesticula, mexe as mãozinhas e se orgulha quando interagimos e a parabenizamos por saber “descrever” seu nascimento.

Conforme cresce, a criança passa a escolher o que quer ouvir, ou a parte da narrativa que mais lhe agrada. Ela acrescenta detalhes, personagens ou até lembra de fatos que o contador sequer percebeu. Essas histórias reais são fundamentais para que o pequeno estabeleça a sua identidade e compreenda melhor as relações familiares.

Mais tarde, as crianças passam a se interessar por histórias inventadas e pelas dos livros, como os contos de fadas, poemas, etc.

E depois que a criança já sabe ler? Daí a gente não conta mais? 

Não! É importante contar histórias mesmo os pequenos que já sabem ler, pois o prazer em ouví-las continua. Quando crianças maiores ouvem histórias, elas imaginam, pensam e aprimoram sua capacidade de criação.

Estamos, hoje, muito acostumados à televisão, computadores, celulares e tablets. Mal damos atenção a pequenos gestos e hábitos que nos proporcionam momentos de qualidade com nossos filhos. E se você pensa que precisa passar horas com um livro na mão está enganada(o). Bastam 20 minutinhos por dia para mudar o mundo da criança!