Por Fabiana Bellentani

20160113_Gravidez_do_Felipe_minha_fase_de_tentante

Foi em agosto de 2016 quando decidimos efetivamente ter um segundo filho. Naquele mês, já estávamos com viagem internacional marcada para novembro e minha primeira preocupação foi: “Mas se tentarmos desde já, será que poderei viajar? E seu eu engravidar logo no primeiro mês como foi da Carol? Na data da viagem estarei com 3 meses. Será que tem algum problema?”.

Primeira coisa que fiz foi marcar consulta com a obstetra para tirar todas as dúvidas possíveis. Tivemos sinal verde, comecei a tomar o ácido fólico, mas restava saber se nós queríamos tentar imediatamente ou esperar novembro passar. E seu ficasse mal, enjoasse, etc.?

Bom, conversamos rapidamente sobre o assunto, olhamos um para a cara do outro e dissemos: “Não faz diferença!”. Como ninguém sabe se vai engravidar no primeiro mês ou depois de um ano, resolvemos arriscar.

Lembro exatamente da data em que efetivamente começamos a “praticar” a gravidez do Felipe. Dia 26 de agosto. Como eu sei? Porque, lógico, fui fazer a conta para ver quando seria meu período fértil e o dia 26 era o último daquele mês.

Tentamos, mas não foi dessa vez. Também seria muita sorte conseguir logo de primeira, no último dia possível de uma pessoa que tem a menstruação variando entre 28 e 30 dias!

Chegou setembro e continuamos com nossas tentativas. Lá fui eu de novo verificar os dias mais propícios para engravidar. Tínhamos uns cinco, seis dias, sendo certo, que, dessa vez, nossa dedicação não foi lá das melhores… Foi um mês muito corrido, com muito trabalho, o cansaço foi maior e tomou conta. Como diz meu marido: “Gente, temos 11 anos de casados!” rs!

E lá se passou mais um mês, sem gravidez…

Devo confessar que, mesmo com as poucas chances de resultado positivo, nos dois casos fiquei um pouco ansiosa em saber se tinha dado certo ou não. Tanto em agosto, como em setembro, comprei o teste de farmácia e, sempre depois que fazia o bendito do xixi no palitinho, minha menstruação descia…

E aí chegou outubro, mês anterior à viagem. Meu período fértil seria de 18 a 23, além de eu ter que considerar uma variação de dois dias antes e dois depois por causa da irregularidade do ciclo. Dessa vez, nosso empenho foi intenso, dia sim, dia não, como “manda o script”. A diferença, neste caso, é que eu estava completamente despreocupada. Se desse certo, ótimo, caso contrário, tudo bem também. Estaríamos em viagem, queria curtir os passeios, me divertir, aproveitar as férias.

Voltei à obstetra e expliquei que, se estivesse grávida, só saberia no meio da viagem. Íamos para Orlando, queria saber se poderia me divertir nas montanhas-russas, nas atrações de impacto. Ela disse que sim, afinal, seria uma gestação muito, mas muito inicial, que não haveria risco. Se a gravidez já estivesse avançada, com 2, 3 meses, então, haveria restrições.

E lá fui eu, feliz da vida, viajar com a família e eis que em novembro descobri a gravidez do Felipe! Tive alguns sintomas prévios à viagem, mas conto tudo depois.

Minha fase de tentante foi realmente curta. Minha cunhada, inclusive, brinca que parecemos coelhos: “decidimos engravidar e “bam”, depois de dias o assunto está resolvido”. Foi assim com a Carol e quase a mesma coisa com o Felipe. O mais importante é que aconteceu quando eu estava mais tranquila, mais desencanada, no melhor momento possível!

Por Fabiana Bellentani

Com tantos brinquedos espalhados pela casa (acúmulo dos presentes de Natal somados aos recebidos ao longo do ano por aniversário e outras comemorações), este é um ótimo momento para sabermos que, sim, o tipo de brinquedo como os quais nossos filhos brincam importa, e muito, e que quanto mais simples eles forem, melhor!

20160112_Como_o_tipo_de_brinquedo_afeta_a_fala_das_crianças

Um recente artigo publicado pela JAMA Pediatrics (que é um periódico mensal publicado pela Associação Médica Americana) divulgou que crianças que brincam com brinquedos eletrônicos – qualquer coisa que produza luz, músicas e palavras – demonstram menor qualidade e quantidade de fala se comparadas com crianças que se divertem com livros ou brinquedos mais tradicionais, sem bateria, como blocos, quebra-cabeças e outros.

Os pesquisadores explicam que não são os brinquedos em si que são bons ou ruins, mas que o problema é o efeito que eles têm na interação pais e filhos.

Para conduzir os estudos, os pesquisadores usaram equipamentos de áudio para monitorar 26 diferentes interações entre pais e filhos entre 10 e 16 meses de idade. Os brinquedos eletrônicos incluíram laptops para bebês, celulares para bebês e uma fazendinha com emissão de sons. Dentre os brinquedos tradicionais estavam quebra-cabeças de madeira, brinquedos de encaixe de peças e blocos de borracha. E os livros incluíram cinco livros cartonados com animais de fazenda, formas e cores.

O que observaram é que brinquedos eletrônicos dão pouca abertura para os pais se comunicarem com seus filhos, pois o brinquedo toma conta da interação por si só. Como resultado, as crianças ficam menos propensas a vocalizarem respostas. Livros, por outro lado, obviamente estimulam a vocalização e aumentam a quantidade de palavras vocalizadas tanto pelos adultos, como pela criança, na medida em que ela tem o exemplo da fala dos pais na contação da história. Os brinquedos tradicionais estão num meio termo, estimulando mais o diálogo que os brinquedos eletrônicos, mas não tanto como os livros.

Diante disso, gente, vamos aproveitar ao máximo o tempo que temos com nossas crianças, realmente interagindo e brincando! Especialmente para pais que trabalham foram, para quem o tempo para brincar e interagir com os pequenos é limitado, essencial usarmos as ferramentas certas!

Por Fabiana Bellentani

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Sim, estamos grávidos do nosso segundo filho! É um menino e se chamará Felipe!

Eu e meu marido sempre fomos muito, mas muito discretos quanto à decisão de ter filhos. Antes de termos a Carolina, nosso discurso era de que não queríamos. E, no começo, não queríamos mesmo. Ficamos 9 anos casados até que resolvemos engravidar. E aí mantivemos segredo de todos, incluindo família.

A Carol nasceu e quando nos perguntavam se teríamos o segundo, nossa resposta era: “Não, chega, um está ótimo!”.

3 anos se passaram e cá estamos nós, grávidos de novo! E por que decidimos ter o segundo? Muito simples: porque ter irmão é uma das melhores coisas da vida!

Os seis primeiros meses de 2016 foram bastante estressantes. A Carol entrou na fase dos “terríveis dois anos” e, como cuidamos dela diretamente (já contei sobre nossa rotina antes), o cansaço mental de ter uma criança manhosa e chorona 24 horas por dia atrapalhou nosso relacionamento. Passamos a brigar com mais frequência, perder a paciência com mais frequência e a divergir opiniões com mais frequência. Eu tinha iniciado o ano com a vontade de ser mãe novamente, mas meu desejo ficou em segundo plano diante do tanto que nosso casamento estava sendo afetado pelo stress familiar. Nessa fase, ter um segundo filho estava fora de cogitação!

Procuramos ajuda (sim, fizemos terapia) e vimos que não nos faltava amor, que éramos um casal muito unido, mas que  precisávamos encarar aquele momento de uma forma diferente. Foi o que fizemos e voltamos a ser o casal de antes.

Aí em agosto, resolvemos efetivamente conversar sobre ter ou não um segundo filho. O assunto já tinha surgido antes, mas em momentos não muito adequados para se tomar a decisão, se é que me entendem… Tinha que ser algo consciente e não por impulso, precisávamos saber se realmente queríamos assumir a responsabilidade.

Sentamos e fizemos a famosa ponderação de prós e contras. É caro ter filho? Sim, é caro, mas sabemos que temos condições (graças a Deus) de prover o necessário para uma segunda criança.

E o trabalho? Nossa, não é fácil, principalmente nos primeiros meses. Ficar sem dormir, cuidar de alimentação, restrições de passeios, etc., passaríamos por tudo de novo. Hoje, com a Carol mais independente, temos boa parte da liberdade que tínhamos de quando éramos só eu e ele. É óbvio que os horários não são os mesmos, nossas escolhas ponderam outras coisa, nosso dia-a-dia é outro, mas já é uma rotina com criança. Além do mais, não podíamos deixar que essa dedicação inicial minasse tudo de bom que um filho nos trás: o amor sincero, as descobertas, o beijo despretensioso a inocência da infância, tudo muito gostoso de vivenciar!

E quanto ao nosso relacionamento? Bom, esse era o principal ponto. Mas vimos que não nos falta companheirismo e que somos capazes de superar as dificuldades que a maternidade/paternidade nos apresenta. Somos fortes, trabalhamos juntos! Aprendemos a relevar mais, a entender mais e a dar menos ou mais importância para as coisas.

Tá, mas e aí? Bom, acho que o que fechou com chave de ouro nossa decisão foi a consciência de que TER IRMÃO É ÓTIMO! Tanto eu, como o Eric temos irmãos (somos um casal nas duas famílias) e ambos são nossos amigos sinceros, pessoas com quem dividimos nossas conquistas, segredos e frustrações. São pessoas com quem podemos contar de olhos fechados, pois são nossos companheiros de coração! Temos memórias e histórias ótimas com nossos caçulas: brincadeiras, brigas, aprendizados, viagens, acontecimentos que fazem parte de nós! [Que besteira: estou chorando escrevendo isso! Devem ser os hormônios…] Amamos nossos irmãos e ficamos felizes em proporcionar à Carol tudo de bom que essa experiência nos trouxe e trás. O Felipe já é tão amado por ela que tenho certeza que serão super companheiros!