Por Fabiana Bellentani

Nunca nos importamos muito com o fato a Carol usar chupeta, afinal, sempre consideramos normal o uso por crianças pequenas. Mas quando chegou nos 2 anos e meio, não só a “pepeta” não saia da boca, como percebemos que a Carol começou a desenvolver uma abertura entre os dentes da frente que não era normal. De imediato consultamos a pediatra e a dentista e ambas nos orientaram a manter a chupeta só até os 3 anos. Depois disso, tchau!

A caixa da fadinha

Mas como faríamos para a Carolina perder o vínculo com algo que gostava tanto? A dependência era tão grande que apelidamos as chupetas de “itens” para que pudéssemos falar no assunto, sem que a palavra chamasse atenção.

A primeira coisa que tentamos foi incutir na cabeça da Carol a ideia de que chupeta era coisa de bebezinho e que crianças “grandes” já não a usavam mais. O mesmo trabalho era feito pela escolinha, que tomava de exemplo os bebês do berçário e os alunos dos grupos maiores.

Passou um tempo e percebemos que só falar não estava adiantando. Resolvemos, então, adaptar a mágica da fadinha do dente para a chupeta e criamos a “caixa da fadinha”. Foi o jeito que encontramos de dar vida ao personagem, de tornar a mágica real, em algo que a Carol pudesse realmente ver acontecer.

A caixa da fadinha era uma antiga caixa vermelha onde a Carol poderia deixar a chupeta para que a fadinha levasse durante o dia e devolvesse de noite, junto com um presentinho que seria uma recompensa por ela ter ficado sem o “item” o dia todo (achamos melhor não radicalizar o processo, permitindo que ela tivesse a “pepeta” para dormir).

Assim, todo dia de manhã, ela deixava a chupeta na caixa, que era levada misteriosamente pela “fadinha” logo em seguida. De noite, um pouco antes de dormir, a “fadinha” a escondia no quarto novamente. “Eu acho que ouvi a fadinha chegando!”, dizíamos um pouco antes da busca pela caixinha vermelha. Isso gerava uma empolgação na Carol, que se divertia com a “caça noturna”, além da satisfação de encontrar sempre um brinquedinho esperando por ela.

Identificação

Junto com o esquema da fadinha, me coloquei no lugar da Carolina e criei uma “história de infância para mim”. Contava que quando era pequena, eu também adorava chupar a chupeta, mas a vovó Estrelinha (minha mãe já falecida) já tinha me avisado que eu não poderia mais usar, até que eu dei a chupeta de vez para a fadinha. Eu usava na minha história as mesmas falas que a Carol dizia para tentar me convencer de que não podia largar o “item”. Essa identificação entre nós deu tão certo que ela me pedia para contar a história da chupeta com a vovó Estrelinha todos os dias de manhã.

É lógico que no começo não foi fácil. Por algumas vezes, nos primeiros dias, principalmente na hora da soneca, ela queria porque queria a chupeta de qualquer jeito… Mas, a partir do momento em que começamos o processo, não recuamos, senão não teria sentido. Nessas ocasiões, dizíamos que a chupeta estava com a fadinha e que não tínhamos como pegar.

Depois de alguns dias, sucesso! A chupeta já não fazia mais parte da sua rotina diária! Mas e de noite? Para ser sincera, era eu quem estava adiando esta etapa porque imaginava que teria que acordar de madrugada várias vezes para acalmar a Carolina, que mesmo dormindo caçava a chupeta pelo berço para volta-la à boca.

E de noite?

Com quase um mês para completar três anos, deu a louca no marido que decidiu que era hora de extirpar a chupeta da vida da Carolina. Só que percebemos que, na medida em que radicalizávamos o discurso, o efeito era inverso: ao invés de querer largar, ela passava querer a “pepeta” cada vez mais.

Comecei, então, a dizer que em algum momento a fadinha levaria a chupeta embora para sempre e deixaria um presentão em troca. E todo dia de manhã, perguntava à Carolina se seria aquele dia em que a fadinha pegaria o “item”. Por umas duas semanas, ela me disse que não: “Acho que é amanhã, mamãe, não hoje!”. Até que, numa quinta-feira, dia 12 de janeiro, 6 dias antes de completar 3 anos, quando fiz a pergunta, ela me respondeu: “É hoje!”. Mais do que depressa, peguei a caixinha vermelha e, juntas, colocamos a chupeta dentro. Descemos as escadas e deixamos a caixinha no jardim. Nesse dia, ela estava sempre por perto e não consegui esconder a caixa de imediato. Achei que, nesse meio tempo, ela fosse desistir e pegar a chupeta de volta, mas não, ela só ia até o jardim para ver se a “fadinha” já tinha passado.

Quando chegou a hora de dormir, deixamos no quarto um brinquedo que sabíamos que ela queria muito. Ela ficou tão contente que sequer perguntou da “pepeta”. Naquela noite, fui deitar já preparada para acordar de madrugada. Para nossa surpresa, porém, ela dormiu a noite toda e tem sido assim desde então!

Hoje, quando penso em SUA decisão de permitir que a “fadinha” levasse a chupeta embora, percebo o quanto foi importante respeitar o seu momento. Nós tínhamos, sim, a urgência de tirar a chupeta da Carolina, mas apenas demos uma “forcinha”. Ela largou quando se sentiu pronta!

Por Fabiana Bellentani

Concluindo a festinha de 3 anos da Carolina, quero mostrar como preparei as lembrancinhas.

Lembrancinhas para os adultos

Lembrancinhas, para mim, têm que ser úteis ou comestíveis, para não acabarem num canto ou no lixo depois de um tempo.

Dos 25 convidados, apenas 6 eram crianças. Por isso, era essencial que tivéssemos lembrancinhas que agradassem também aos adultos. Para eles, dediquei cookies de limão siciliano da Principessa Biscoitos. A Bruna Lucchesi, dona da marca, é uma fofa. Ela trabalha com receitas de família, super tradicionais. Muito atenciosa, me ajudou a avaliar a quantidade em função do tamanho das caixinhas, sugeriu tamanhos de saquinhos diferentes, fita, etc. Só tenho a agradecer! E os biscoitos são simplesmente D E L I C I O S O S!

Os cookies foram colocados em saquinhos e fechados com um adesivo transparente. No fundo da caixa, fiz uma “almofada” de papel kraft e os saquinhos foram acondicionados cuidadosamente sobre ela.

As caixinhas foram em azul marinho da Craft Embalagens. Por serem de papelão rígido, podem ser reutilizadas depois para guardar cartões ou jóias, ou até para presentear outra pessoa. Na parte externa, receberam um tag agradecendo a presença e a mesma fita amarela kraft que usei nos convites.

Todas foram colocadas na parte de baixo do carrinho chá que recebeu o bolo.

Lembrancinhas para as crianças

Para as crianças, pensei em algo que atendesse a todas as idades. Quando a diferença entre elas é muito grande, ou fazemos lembrancinhas personalizadas, como fiz no aniversário de 1 ano da Carol, ou pensamos em algo que atenda a todas.

Encomendei sacolas ecológicas com a identidade visual da festinha na Belas Cores e, dentro de cada uma, coloquei uma lousinha, com uma caixa de giz e apagador e gizes coloridos.

Todas as sacolas foram colocadas dentro de uma cesta de ferro, num cantinho da sala, para serem entregues na saída.

Se quiser ver sobre o save the date, convite e lembrete virtual, clique aqui. Se quer conhecer um pouco mais da decoração, clique aqui. E sobre os comes e bebes, aqui. O que acharam? Quero muito saber! 😉

Relação de profissionais deste post

Caixa de papelão: Craft Embalagens (SP)

Cookies: Principessa Biscoitos (SP)

Fita kraft: Rizzo Embalagens (SP)

Sacolas ecológicas: Belas Cores (SP)

Lousas, gizes e caixas com apagadores: Kalunga (BR)

Arte: Mariana Valente (SP) e 2gents (SP)

Por Fabiana Bellentani

A festinha da Carolina de 3 anos foi num sábado às 17:00, em casa. Eu não tinha muito espaço para apenas serviço volante, então optei por deixar a maioria das comidas à disposição dos convidados sobre a mesa da sala de jantar, com poucas opções servidas por garçom.

O que ficou exposto funcionou como um buffet de antepastos e comidinhas rápidas, como tortas, sanduíches e frios. E, na sequencia, foram servidos, em cumbuquinhas, saladinha verde e massa. Quem nos forneceu todas essas delícias foi o La Grâce Experience e a Padaria Fazenda dos Pães.

Além da mesa dos adultos, havia uma pequena e baixa para as crianças, à altura delas, com petiscos que gostam: desde cenourinha baby a nuggets assado. Uma suqueira com garrafinhas de vidro personalizadas, copos e canudos descartáveis ficaram à mão dos pais para darem aos pequenos.

Servimos água, refrigerante e suco, que também ficaram à disposição dos convidados em pontos estratégicos da casa, e, de alcóolicos, cerveja e espumante.

O cardápio da festinha ficou assim:

Na mesa, servimos couscous marroquinho com frutas secas, torta de frango com requeijão, quiche lorraine, mini sanduiches (um com peito de peru, mozarela de búfala, tomate seco e rúcula no pão ciabata e outro com salpicão de frango, queijo prato e salada no pão francês), sushi de pão com presunto cozido, queijo prato e patê quatro queijos, cesta de pães, frios e queijos diversos acompanhados por chutney de manga e geleia de frutas vermelhas, tomate cereja, mozarela de búfala e pepino em conserva.

Em serviço volante, oferecemos trouxinhas de frango com catupiry, batata baby recheada com cream cheese e farofinha de bacon e cheeseburguinho com ketchup e mostarda, além de saladinha verde com molho (alface americana, alface roxa, rúcula, tomate cereja e castanhas) com molho de mostarda, vinagre balsâmico e mel suave, e ravióli de mozarela de búfala com manjericão ao molho de tomate fresco.

Para as crianças, havia pipoca, cheeseburguinho, batatinha frita, cenourinha baby e nuggets.

Para docinhos, escolhi apenas brigadeiro em três sabores diferentes: chocolate belga, limão siciliano e churros. O bolo foi de chocolate (a Carol pediu) decorado apenas com glacê. Não quis nenhuma decoração mais elaborada, pois estou na fase dos bolos simples com flores. rs!

Todas as comidinhas e bebidas foram identificadas com plaquinhas desenvolvidas com a mesma tipografia do restante da papelaria.

Ah! E todas os utensílios de serviço, pratos, talheres, copos e taças, rechauds, travessas, etc, foram da Ritz Festas, que eu uso sempre.

Se quiser ver sobre o save the date, convite e lembrete virtual, clique aqui. Se quer conhecer um pouco mais da decoração, clique aqui. Amanhã mostro as lembrancinhas dos adultos e das crianças! 😉

Relação de profissionais deste post

Arte: Mariana Valente (SP) e 2gents (SP)

Gráfica: Aro Print (SP)

Fotografia: Alexandre Augusto (SP)

Sanduíches: Padaria Fazenda dos Pães (SP)

Utensílios de serviço: Ritz Festas (SP)

Buffet: La Grâce Experience (SP)

Bolo: Ivete Bolos (SP)

Docinhos: Maria José (SP) | 55 11 3782.0330 ou 55 11 98788.9165