17 jan 2017

6 conselhos de amiga para uma grávida de primeira viagem

Por Fabiana Bellentani

Acho que não escolhi momento melhor para escrever esse post que agora que estou grávida do Felipe, nosso segundo filho. Tenho a experiência de 3 anos da Carolina e naturalmente minha visão para o que vem pela frente é muito diferente de antes.

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Se hoje eu pudesse sentar diante de cada gravidinha de primeira viagem, de amiga para amiga eu diria o seguinte:

1. Cadastre-se em algum site informativo confiável que possa te passar informações semanais sobre sua gestação, como o Babycenter, por exemplo. A ideia não é ter orientações médicas, afinal você tem seu obstetra para isso, mas simplesmente conhecer melhor o crescimento do seu bebê.

2. Seja mãe! Procure entender o que será preciso de enxoval, o que precisará saber para cuidar de seu bebê, etc. Pesquise, converse com outras mães, veja para que serve cada coisa, o que será útil para vocês. Envolva o papai neste processo e não delegue esse trabalho a ninguém. Sempre teremos pessoas à disposição, prontas a ajudar, mas quem conhece suas necessidades e quem cuidará de seu bebê são vocês.

3. Leia o que acha que tem que ler, faça os cursos que considerar necessários, mas confie nos seus instintos e seja coerente. Faça aquilo que seu coração de mãe se sente em paz fazendo, sem preconceitos e julgamentos. No fundo, no fundo, é a prática, o dia-a-dia que construirá seu perfil de mãe e rotina não um determinado livro ou curso.

4. Saiba lidar com comentários e palpites. É natural do ser humano achar que entende bem de algo que domina e, claro, todas as mães e pais acabam dominando a arte de maternar/paternar, certo? Daí vêm os porquês de você não fazer isso ou aquilo de um determinado jeito ou de outro… Mas seja firme em seus conceitos e forma de criação. Nem sempre é fácil, mas as decisões de sua família devem ser respeitadas, independentemente de serem contrárias aos que os outros pensam. Nossa realidade é outra, nosso geração é mais independente, os conceitos médicos são inovadores e nosso jeito de criar é certamente diferente dos de outras gerações e famílias. Mostre que você sabe o que está fazendo e o que é melhor para o seu filho.

5. Não crie expectativas em seu relação ao seu bebê, não faça comparações. Não ache que seu bebê dormirá a noite toda depois de seis meses, que não terá cólicas, que pegará sozinho no sono ou que funcionará como um reloginho com mamadas a cada três horas. Nem todos são assim. Aliás, diria que poucos são. A maioria vai acordar todas as noites por mais de um ano, terá crises noturnas que te deixarão louca e precisará de um colinho para dormir. Cada bebê se desenvolve de um jeito e tem suas próprias necessidades. Aprenda com ele e, repito, faça aquilo que seu coração de mãe se sente em paz fazendo!

6. O começo da maternidade é muito cansativo, mas vale a pena cada segundo! Muita coisa muda: rotina, sono, dedicação, vida de casal, tudo! Não se importe se chorar, se se questionar, se tiver vontade de sair correndo ao mesmo tempo em que quiser segurar e proteger seu pequeno. Loucura? Total! Mas aos poucos as coisas entram nos eixos. Tenha paciência e deixe que seu novo cotidiano te mostre como as coisas funcionarão bem. Na medida do possível, respeitando suas necessidades pessoais, as de seu bebê e marido, tente se organizar da melhor maneira possível. Saiba que tudo é uma fase (ouvi essa frase muitas vezes, rezando para que a tal “fase” durasse dois ou três dias…) que vai passar. Mas lembre-se que, com ela, passam as coisas ruins e também as boas. Portanto, aproveite cada momento. Depois de alguns meses, você só terá boas lembranças e vai querer partir para o segundo! ; )

Relação de profissionais deste post

Fotografia: Carmen Fernandes (SP)

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