15 jun 2016

Babá ou escolinha: depoimento e considerações de uma mãe que optou pela babá

Por Fabiana Bellentani

Como sabem, essa semana é dedicada ao tema “babá x escolinha”. Na segunda, apresentei as vantagens e desvantagens de cada uma das opções do ponto de vista médica e ontem tivemos as considerações de uma mamãe que optou pela escolinha quando o filho estava com 6 meses.

Hoje, então, é a vez da Renata contar sua experiência, de compartilhar conosco as razões que a fizeram escolher pela babá com seus dois filhos: o Henrique, hoje com 9 anos, e a Rafaella, com 10 meses. Nos dois casos, as crianças só foram para a escola com 2 anos e, até então, ficaram em casa sob os cuidados de uma babá e os olhos atentos da mãe.

Quando perguntei por que havia optado pela babá, vejam o que a Renata respondeu:

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“Sempre fui a favor de amamentação e, para minha alegria, tive muito leite. Não queria abrir mão disso, então tentei moldar minha rotina a partir das mamadas – ter o bebê em casa facilita MUITO o aleitamento materno. Meu trabalho permite uma certa flexibilidade quanto aos horários e local, então aproveitei o máximo disso!

Outro motivo foi doença. Ouvimos várias histórias de bebês que ficam muito doentes quando entram na escolinha. Isso realmente pesou na minha decisão. Nos dois anos que o Henrique ficou em casa não ficou doente nenhuma vez…. depois que entrou para a escolinha, teve alguns resfriados de vez em quando, mas sempre leves.

Também ponderei o fato dele ser indefeso e ter pouca mobilidade… Quis colocá-lo na escola com mais idade para conseguir “se defender” ou mudar de atividade/brinquedo caso quisesse, que não fosse TÃO dependente de um adulto… sabemos que nem sempre a professora estará à disposição deles.

Uma coisa importante é combinar com a babá – antes da contratação – a jornada de trabalho. Como já tínhamos outra funcionária das 8h00 às 17h00, que cuida da casa, achamos mais interessante contratar a babá das 13h00 às 21h00, sendo que uma vez por semana ela dormiria em casa. Uma amiga do trabalho me deu essa dica, que acho que foi a mais valiosa entre todas…. a “noite do casal”. Nesse dia, meu marido e eu saíaamos para um cinema, teatro ou apenas jantar fora na lanchonete da esquina. Isso ajudou muito o nosso relacionamento nesse período tão delicado, tanto que fazemos isso até hoje! Além disso, foi ótimo para eu poder ter um tempinho para conversar com ele sobre outros assuntos além de bebê!

Para ter uma certa interação com outras crianças, ia todos os dias de manhã para o parque com o Henrique. Lá conhecemos outras crianças e criamos um grupo de mães e pais bem legal… até aula de musicalização infantil fizemos!

Uma coisa tenho que admitir: é complicado administrar duas funcionárias dentro de casa! Questões como divisão de tarefas, salário, horários, e até ciúmes, entre outros, sempre aparecem e temos que ter muito jogo de cintura para resolver. Sempre falo que temos que definir e combinar tudo ANTES de contratar a babá, senão o trabalho vai ser muito maior.

Tive agora, depois de 8 anos, um segundo filho, a Rafaella. Decidimos novamente pela opção de babá das 13h00 às 21h00, pois, além das vantagens descritas acima, consigo ter tempo para o Henrique à noite. Pego ele na escola às 19h00, jantamos todos juntos, faço a lição com ele e encaminho o banho. O meu marido ajuda muito, mas por conta do trabalho, chega em casa tarde e algumas vezes dorme fora de São Paulo, então não posso contar com ele sempre.”

Relação de profissionais deste post

Fotografia: Tainan Basile (SP)

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