14 jun 2016

Babá ou escolinha: depoimento e considerações de uma mãe que optou pela escola

Por Fabiana Bellentani

Eu normalmente coloco minha experiência para exemplificar e complementar um assunto, mas, dessa vez, achei que seria interessante ter o depoimento de outra mães sobre o tema “babá x escolinha”.

A Marina é mãe do Fernando, que optou pela escola quando o Nandinho tinha 6 meses. Ela chegou a tentar a babá, mas alguns fatores e sentimentos a fizeram mudar de ideia. Amanhã, outra mamãe que decidiu pela babá compartilhará conosco sua história!

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“Quando o meu filho estava com 4 meses e meio, comecei a pensar se seria melhor deixá-lo em casa, com uma babá, ou em um berçário, quando terminasse a licença maternidade que, no meu caso, foi de 6 meses. Eu sempre achei que o berçário seria a melhor opção, mas depois que ele nasceu e passando o dia inteiro juntos, fiquei angustiada de pensar em deixá-lo, tão pequeno, em um outro lugar, com vários outros bebês, outros adultos e longe de suas coisinhas. Além disso, ouvia muito dizer que ele ia ficar doente toda hora.

Então, ter uma babá passou a ser uma opção. Assim, entrei em contato com amigos e parentes para saber se alguém teria uma indicação, pois isso era super importante para mim. Não me imaginava contratando uma pessoa desconhecida, através de uma agência, pois, embora eu saiba que existem ótimas profissionais em agências muito respeitadas, a indicação para mim era essencial. De qualquer forma, também fui visitar as escolas próximas de casa. Então, em um mês, eu e meu marido visitamos nove escolinhas que dispunham de berçário e entrevistamos oito candidatas.

Dentre as escolinhas, algumas eram péssimas, com pouca iluminação, ventilação, sem estrutura. Teve até uma, de nome bem conhecido, em que o trocador ficava literalmente ao lado da pia da cozinha!

Mas as candidatas também não estavam atendendo às nossas necessidades: algumas não tinham experiência com bebês na idade do meu (5/6 meses), outras não poderiam cumprir o horário que nós precisávamos, outras moravam muito longe, enfim, a licença estava acabando e nós não sabíamos o que fazer.

A última candidata que entrevistamos foi a que mais atendeu às nossas necessidades e então resolvemos fazer um teste. Tinha boas referências, experiência, e eu conversei com as pessoas para quem ela tinha trabalhado.

Ela começou numa segunda-feira, mas não deu certo. Questionava tudo o que a orientávamos e fazia o tempo todo comparações com as outras casas em que trabalhou. No dia seguinte a dispensamos.

Nesse momento, então, percebemos que, para o nosso perfil, a escolinha seria mesmo a melhor opção.

Voltamos a duas escolas que mais tínhamos gostado e acabamos decidindo pela que era mais perto de casa e para qual já tínhamos indicação, pois o filho de uma amiga a frequentava desde os 4 meses.

Hoje ele está com 1 ano e 9 meses e há um ano na escola. Estamos muito satisfeitos com a opção. A escolinha é muito limpa, as professoras são muito carinhosas, todos os dias tem atividades específicas para a idade dele e a alimentação é toda balanceada, muito saudável.

Nos primeiros dias, é claro que ficamos com o coração apertado, mas depois, vendo a felicidade dele ao chegar na escola e o processo de evolução e socialização, não temos dúvida de que, para o nosso caso, foi a escolha certa.

Lembro que me diziam que ele ia ficar toda hora doente, por conta do contato com outras crianças. Nesse um ano, ele ficou doente duas vezes: um mês depois de ter entrado e depois quando estava com 1 ano de idade. Mas nada grave.

Em resumo, a escolinha foi perfeita para as nossas necessidades sendo que, dentre vários benefícios, podemos citar os mais importantes: há várias professoras na mesma sala, então se uma delas faltar as outras suprirão a ausência; as professoras ou já são pedagogas ou estão estudando pedagogia, o que nos dá segurança quanto às atividades desenvolvidas; todos os dias há atividades diversificadas; o processo de socialização é incrível; o cardápio alimentar é elaborado por uma nutricionista e as refeições são feitas por cozinheiras experientes.

Naturalmente, cada família tem a sua realidade, algumas pessoas podem, inclusive, contar com familiares, ou seja, não há certo e errado, mas no nosso caso foi a opção mais apropriada.”

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