6 jun 2016

Batizado da Carolina | Eu queria, mas o pai não. Como chegamos a um consenso?

Por Fabiana Bellentani

A Carol foi batizada ano passado (2015), no dia 10 de outubro, depois de dias de debates familiares que foram desde a decisão de batizá-la ou não, ter padrinhos ou não, até número de convidados e tipo de comemoração que faríamos após a celebração.

E como acredito que esses (ou parte desses) dilemas não acontecem só na minha casa, quero dividir com vocês tim-tim por tim-tim como foi todo processo decisório e de planejamento do batizado.

Hoje começo do começo (rs!), ou seja, por tudo que ponderamos e discutimos antes de decidirmos pelo batismo.

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Normalmente bebês são batizados com menos de 1 ano; na maioria das vezes, com menos até de 6 meses, mas a Carol foi com 1 ano e quase 9 meses.

E por que demoramos tanto?

Porque não tínhamos um consenso quanto ao assunto. Na verdade, acho que empurrei a questão o máximo que pude, porque sabia que eu e meu marido teríamos opiniões muito diferentes. Sabia que a decisão de batizá-la ou não envolveria convicções pessoais e familiares, com eventual potencial de discussão entre nós.

Eu venho de família católica, fui batizada, fiz primeira comunhão, crisma, fiz questão de casar na Igreja e, apesar de não ser praticante, acredito em Deus e rezo sempre que o cansaço me permite, para agradecer e pedir proteção. Batizar a Carolina sempre foi importante para mim, pois significava seguir com ela os mesmos passos que foram tomados comigo.

O Eric, meu marido, também vem de família católica, também foi batizado, não é praticante, mas acredita em algo superior, em fazer o bem. Ao contrário de mim, para ele, o batismo não era necessário em função da liberdade de escolha de religião (o que, na minha opinião, ela continua tendo, mesmo sendo batizada).

Paralelamente, se batizássemos, meu desejo era fazer uma pequena celebração com família e amigos próximos, o que, para o Eric, era totalmente dispensável. Eu achava que o gasto seria por um motivo nobre.

Além disso, questionávamos a necessidade de padrinhos, apesar de termos nossos irmãos que assumiriam (como assumiram) muito bem os papéis. Não queríamos que os padrinhos nos fossem impostos, uma obrigação, pois a essência do sacramento não exige esses “personagens”. O batismo é conceitualmente um sacramento de iniciação e as figuras da madrinha e do padrinho foram criadas ao longo do tempo, passando por diversos significados, chegando atualmente à função de auxiliar a criança na educação religiosa.

E as famílias, o que achavam? Bom, nem uma, nem outra opinou em nada, até porque julgamos certo fazer aquilo que consideramos adequados para nós. Mas é claro que havia um certo questionamento “de quando a Carolina seria batizada”. De qualquer forma, o que decidíssemos seria respeitado pelos dois lados.

Diante de tantas variáveis, ponderamos muito, conversamos muito, até brigar, brigamos… E no final das contas, decidimos que faríamos o batizado, mas seria uma cerimônia pequena, íntima, apenas com familiares. E olha que temos uns 4, 5 amigos muito, mas muito próximos que são considerados família, mas nem esses entraram na lista. Foi a forma que encontramos de satisfazer a mim e ao Eric: celebramos o sacramento, porque era importante para mim, mas sem transformar a comemoração em algo grandioso, pois não era esse o intuito.

Tivemos a presença apenas dos avós, tios e bisavó. Meu irmão e cunhada foram padrinho e madrinha, pois sentimos que ambos faziam questão e são pessoas com os mesmos valores que os nossos.

Depois, comemoramos com um almoço no clube que frequentamos, o que rendeu um ensaio fotográfico lindo!

E querem saber um segredo? Quando tudo terminou, o marido se arrependeu de não ter chamado mais gente!

Relação de profissionais deste post

Fotografia: Carmen Fernandes (SP)

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