Por Fabiana Bellentani

A semana passada comecei uma série de posts sobre pontos importantes a serem considerados durante o processo de escolha do berçário e/ou escolinha ideal para recepcionar e cuidar de nossos filhos na fase de bebê e da educação infantil.

Como comentei, existe um planejamento prévio essencial para alinharmos nossas expectativas em relação à escola ou berçário, bem como coisas a serem observadas e questionadas durante as visitas às instituições escolares.

Por fim, acho que algumas considerações finais são essenciais, principalmente porque podem influenciar futuramente no aspecto psicológico da criança.

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Visita da criança

Levar a criança para visitar a escolinha que pode ser sua preferida é uma boa ideia para ver como ela reage ao ambiente, se existe um primeiro contato receptivo dos profissionais e se a criança parece simpatizar com o local.

Nós levamos a Carol à escola em que ela está hoje no dia em que fizemos a visita e foi ótimo. Ela ficou bem e se mostrou bastante curiosa com tudo.

Respeite o estilo da família

A escola tem que estar alinhada com o estilo da sua família e do seu filho. Buscar uma instituição religiosa não resolve se essa não for a sua cultura. Assim como também não funciona uma escola mais liberal se essa proposta educacional não for o que você espera para a criança.

Indo além

A escola é parte essencial da vida infantil e, portanto, deve ir além do básico. É também através da escolinha que a criança aprende valores e tem seu desenvolvimento estimulado, tanto cognitivo, como físico e mental, desde a fase de bebê. Escolher uma escolinha que preze por esses pontos é fundamental!

Comunidade escolar

A questão da comunidade escolar é, para mim, de super importância, algo que pensamos muito, principalmente agora que estamos já em busca de um colégio para a Carol iniciar sua próxima fase de ensino.

Considere o padrão de vida dos alunos e famílias da escola. Para que seu filho se sinta sempre parte do grupo, tenha os mesmos assuntos, frequente os mesmos lugares que seus amiguinhos, é essencial que a escola esteja ajustada ao seu padrão financeiro. E isso não significa apenas conseguir pagar a mensalidade; ao contrário, vai muito além: significa acompanhar os hábitos daquela comunidade.

Preço

Como mencionei acima, escolher uma escola que seja possível custear é importantíssimo. E custo não envolve apenas a mensalidade, mas todos os “extras” que a escola apresenta periodicamente.

Além disso, escola ou berçário caros não significam, obrigatoriamente, instituições de boa qualidade. A avaliação do projeto pedagógico, de escolas públicas, inclusive, será um grande diferencial.

No próximo post explico detalhadamente quanto custa uma escolinha, ok? ; )

Por Fabiana Bellentani

Comentei no primeiro post da série que, no meu entendimento, o processo de escolha da escolinha ou berçário ideal envolve quatro “etapas” de conhecimento: algumas considerações prévias, aquilo que precisamos observer durante nossos contatos e visitas, tudo que devemos perguntar à coordenação da escola e algumas considerações finais.

Hoje é dia de falar sobre o considero essencial questionar à escola para termos uma decisão bem embasada.

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Horários

Em casas em que papai e mamãe trabalham o dia todo fora, a primeira preocupação é saber quais as opções de tempo de permanência da criança no berçário ou escolinha, o horário de funcionamento da instituição e o que acontece se houver algum atraso para pegar o bebê.

Cada escola funciona de um jeito. Algumas não aceitam atrasos, outras cobram alguma taxa para ficar com a criança por um período adicional e outras têm uma tolerância maior.

A Carolina, por exemplo, fica até o último horário de saída da escolinha e já aconteceu uma duas ou três vezes de atrasarmos na hora de pegá-la. Lógico que ligamos e avisamos, mas não tivemos nenhum problema.

Formação e preparo da equipe

Procure saber qual a formação das professoras e assistentes, se têm experiência, etc. Atualmente, a maioria das escolas tem as professoras com graduação e pós-graduação em pedagogia e as assistentes em processo de formação.

Proposta pedagógica

Existem quatro linhas pedagógicas aplicadas pelas escolas em geral: a tradicional, a construtivista, a Waldorf e a montessoriana. Cada uma possui uma proposta de ensino própria, que, na minha opinião, tem suas vantagens e desvantagens.

Atualmente, a maioria das escolas propõe uma linha que mescla um pouco de cada método de ensino. Mas mesmo assim, sempre existe uma que é predominante.

Questione e informe-se para saber se a proposta da escola está de acordo com o que vocês querem para seu filho. Mesmo que ele sendo um bebê agora, daqui a pouco ele já estará desenvolvendo seu intelecto e a linha seguida pela escola interferirá, inclusive, na época em que seu filho começará a ser alfabetizado.

Atividades da escola

Pergunte quais atividades a escola realiza durante o dia, se existem recreações em áreas externas, se as turmas (de mesma faixa etária e faixas etárias diferentes) têm contato entre si, se existe um cronograma pré-estabelecido de recreação para estímulo, etc.

Rotina

No quesito rotina, o importante é saber se a que você aplica em casa será seguida pela escola ou se a escola aplicará a rotina deles, com horários pré-estabelecidos para as crianças dormirem, etc.

É lógico que não é possível, por exemplo, ter horário diferente de alimentação por criança. Mas, para o soninho, é. No berçário é mais comum as escolinhas serem flexíveis quanto à rotina, mas quando a criança vai para os grupos da educação infantil, normalmente a instituição fixa um padrão.

Na escolinha da Carol, por exemplo, noto que as crianças que ficam período integral acabam seguindo a rotina de sonecas estabelecida pela escola. Mas, neste caso, não vejo tanto prejuízo, pois a criança provavelmente passa o dia todo na instituição.

Quem fica meio-período, como a Carol, não dá muito para seguir a padronização escolar. A Carol acorda mais tarde e quando chega na escola, seus amiguinhos de classe estão acordando da soneca pós-almoço. Ela não vai dormir nesse horário porque ainda não deu tempo de ter sono. Mas, se às 17h00, ela quiser, a escola a coloca para descansar na salinha de sono, juntamente com outras crianças que também têm seu relógio biológico ajustado de outra forma.

Datas comemorativas

Algumas escolas não comemoram Dia dos Pais e Dia das Mães. Se seu sonho, no entanto, é participar dessas celebrações, analisem direitinho o quanto esse quesito é importante para sua família.

Canal de comunicação entre pais e escola

Pergunte como vocês serão informados sobre o que acontece com seu filho diária e periodicamente. Existe uma agenda para anotações quanto à alimentação, sono, evacuação, etc? E as reuniões escolares são com que frequência? São coletivas e/ou individuais? Se houver alguma dúvida, reclamação ou sugestão, qual canal deve ser utilizado?

Semana que vem vou comentar sobre as considerações finais, que, para mim, são tão importantes quanto as que falamos hoje. São aspectos que, se não observados pelos pais no momento da escolha da escola, poderão, posteriormente, influenciar o lado psicológico da criança.

Por Fabiana Bellentani

Ontem tive a oportunidade de dividir com vocês o que entendo como sendo a primeira etapa do processo de busca pela escolinha/berçário ideal para nossos filhos: a fase prévia à procura, o que esperar, indicações e pesquisas.

Hoje conto tudo que observei enquanto visitava as escolas e berçários que receberia a Carolina nos próximos 3 anos de sua vida. Veja se concordam e, se tiverem alguma dica adicional, deixem nos comentários para ajudar outras mamães e papais!

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Atendimento

Algo que comecei a prestar atenção nos contatos que fazia com as escolas era o atendimento que recebia por telefone: se a pessoa era atenciosa, se tinha paciência para esclarecer dúvidas, até se sabia falar corretamente eu prestava atenção. A primeira impressão não é a que fica? Pois bem: o contato telefônico é o que vai dar a primeira impressão aos pais. Cheguei a descartar umas duas escolas apenas pela forma como fui atendida por telefone. Entendo que esse primeiro passo já mostra um pouco da organização do local e preocupação com a qualidade dos profissionais que nele trabalham.

Espaço físico e segurança

Observe o espaço físico para analisar área e segurança. Tudo deve ser adequado à idade das crianças.

Muitas escolas acabam utilizando o espaço de uma casa antiga como instalação de berçário e grupos de crianças de 1 a 3 anos. Isso não é essencialmente um problema, desde que alguns cuidados sejam tomados, principalmente com tomadas e janelas.

O escolinha em que a Carolina está teve seu prédio construído para ser escola. Isso significa que nenhuma tomada está abaixo de 1,5m de altura do chão, o pé direito é bem alto, as janelas são elevadas e enormes para permitir uma boa ventilação, as escadas possuem grades que impedem que as crianças avancem e as rampas têm corrimão em altura condizente com o tamanho dos pequenos.

Outros pontos a serem observados:

  • Se o portão da escola está sempre fechado e se há algum responsável por controlar entrada e saída
  • Se existem salas que ficam em andar superior e como é o acesso. Uma das escolinhas que visitamos, adaptou uma edícula de uma casa grande como sala para grupos maiores. A escada, no entanto, era bem estreita e íngreme. Não gostamos.
  • Se há piscina
  • Se a escola está bem conservada
  • Se existem câmeras de acesso remoto para os pais. Não é item essencial, mas foi algo que usamos muito na época em que a Carol estava no berçário. Confesso que fuxicávamos por curiosidade, para ver o que ela estava fazendo, e não por dúvida em saber se estava sendo bem tratada. Aliás, se houver essa dúvida, opte por outra instituição, claro!

Limpeza e organização

Veja se a escola é limpa e organizada: as salas, cozinha, banheiros e berçários. Na área dos bebês, veja como os objetos de cada criança ficam armazenados, se exigem etiqueta de identificação, se ficam separados, etc.

Na época do berçário, a Carol tinha seu próprio berço (não eram berços rotativos) identificado com a fotinho dela na cabeceira. O fraldário também possui nichos com o nome de cada um, onde ficam todos os itens de higiene do bebê. Nada era trocado ou emprestado.

Veja se a cozinha é limpa, arejada e de fácil acesso aos pais, caso haja interesse em visitar. Veja se existe cheiro de comida ou outro aroma (como de inseticida, por exemplo) pelo ar.

Em termos de organização, observe se não existem brinquedos ou outros objetos espalhados pelo chão e corredores da escola.

Tamanho das turmas

Não sei se o Ministério da Educação determina um número máximo de crianças por turma, mas sei que determina um número mínimo de cuidador para um determinado número de crianças. Por exemplo, nos berçários deve haver uma berçarista para cada 3 bebês. Esse número diminui quando a criança passa para o primeiro grupo da educação infantil. Deve ser de 1 professora para cada 4 crianças.

Existe atualmente meio que uma “padronização” para se ter até 12 crianças por turma. Neste caso, analise se o tamanho das salas é compatível com essa quantidade.

Comportamento das crianças e das professoras e assistentes

Ao visitar as escolinhas, observe se as crianças parecem felizes e contentes. Veja se brincam com tranquilidade, se o ambiente é amistoso. Veja como as professoras e assistentes lidam com as crianças ao brincarem ou chamarem atenção de alguém, se trabalham com um sorriso no rosto ou de cara fechada.

Amanhã passo uma lista do que deve ser perguntado à coordenação e/ou direção da escola, como método de ensino, comunicação entre pai e escola, etc. ; )