Por Fabiana Bellentani

No post anterior, comentei que algo a ser bem considerado é o preço da escola e esse custo não envolve apenas a mensalidade, mas uma série de pagamentos extras que a instituição apresenta de tempos em tempos.

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Mas quanto custa efetivamente um berçário ou escolinha?

Parte das informações abaixo, eu encontrei no site BabyCenter (que eu adoro), na época em que estávamos buscando a escolinha da Carolina. Aliás, tudo que pesquiso para algo específico, deixo arquivado com carinho para dividir com vocês ou consultar novamente depois, caso necessário.

Agora que a Carol já está há quase dois anos na escola, consigo adicionar minha experiência ao que tinha colhido anteriormente.

Lembrando que, para se ter uma ideia exata de quanto se gasta com a escola, precisamos considerar o ano inteiro e não apenas um mês. Assim, se desejar comparar com os gastos com a babá, some tudo e depois divida por 12, para se ter uma média mensal.

  • Mensalidade: algumas escolas cobram 12 mensalidades, outras 13, outras, ainda, te dão a opção de escolher outras formas de pagamento. Isso porque existe um valor de anuidade que é dividido. Na escolinha da Carol, por exemplo, temos, inclusive, a opção de pagar o ano todo à vista com um determinado desconto. Independentemente da forma de pagamento escolhida, verifique, se a criança sair da escola, como será feito o reembolso proporcional. Além disso, nos meses de férias, mesmo sem aula, a mensalidade é devida.
  • Taxa de matrícula ou reserva de vaga: a maioria das escolas cobra uma taxa de matrícula que equivale ao valor de uma mensalidade. E esse gasto se repete todo ano e não só quando a criança entra na escola. Trata-se da matrícula para o ano letivo seguinte.
  • Material escolar: neste item, entendo que cabe uma divisão entre itens de higiene e material escolar propriamente dito. Algumas escolas disponibilizam tudo para as crianças, fraldas, lenços umedecidos, escova de dente, etc. Outras pedem que essas coisas sejam levadas de cada, o que eu particularmente prefiro, para que a criança use os mesmos produtos com os quais está acostumada. As instituições que forneceram os itens de higiene cobram uma taxa por essa facilitação.

Quando a criança passa para os grupos da educação infantil, algumas escolas possuem um material escolar pré-definido para as atividades diárias e também cobram uma taxa de material por isso. Na escolinha da Carolina é assim. A cada semestre pagamos uma taxa de material escolar.

  • Uniforme: no berçário normalmente não é pedido, mas a partir do primeiro ano do ensino infantil é obrigatório. E por uniforme entende-se camisetas de mangas curta e longa, agasalhos (flanelados e mais leves), calças (flaneladas e mais leves), saias e/ou shorts e em quantidade suficiente para permitir trocas diárias.

Além disso, criança cresce muito rápido e logo perde tudo, além das manchas com tinta, terra, cola, etc… Ou seja, no mínimo, a cada ano, esse “kit” uniforme terá que ser refeito.

A compra do uniforme normalmente deve ser feita com um fornecedor específico (o que produz as peças com o logo da escola) e o preço tende a ser um pouco mais caro que uma peça de roupa normal.

  • Alimentação: algumas escolinhas oferecem a alimentação inclusa na mensalidade, outras cobram um valor extra pela alimentação, o que inclui refeição e lanche. Outras, ainda, deixam a opção em aberto, mas já avisam que, se o lanche for levado de casa, deverá seguir o padrão da escola, para evitar que uma criança cobice o lanchinho da outra. Se for mandar de casa, considere nos seus gastos o custo desses produtos.
  • Transporte: se a escolinha ou berçário forem perto de casa e você conseguir ir a pé, perfeito! Se precisar de algum transporte para levar a criança à escola, como carro, ônibus, táxi ou ônibus escolar, veja o custo com combustível, estacionamento, passagem de ônibus e a mensalidade cobrada pelo prestador de serviço.
  • Taxa extra por permanência na escola: algumas escolas cobram uma taxa extra por ficarem com a criança depois do horário contratado. Na escolinha da Carol, esse valor é de R$ 12,00 por hora (valor para 2016). Se morar numa cidade com muito trânsito e achar que vai correr esse risco, calcule cerca de três atrasos por mês.
  • Curso de férias: escolas têm períodos de férias, como sabemos. E para esse período, algumas instituições oferecem um curso de férias com opção para papais e mamães que não têm como ficar com a criança em casa. Esse valor é extra ao da mensalidade.
  • Outra substituição para férias, emendas de feriado e períodos que a escola não cobre ou quando a criança fica doente: se o curso de férias não é opção, se a escola fecha em emendas de feriados ou se a criança fica doente sem poder ir para a escola, você precisará de uma alternativa para esses dias: eventualmente contratar uma folguista ou deixar com alguém que possa cuidar do seu filho nesse período. O custo dessa pessoa deve ser considerado também. E lembre-se que as crianças tendem a ficar bastante doentinhas na fase inicial escolar.
  • Custo com os cuidados da criança que fica meio-período: o mesmo raciocínio deve ser aplicado para crianças que ficam meio-período no berçário ou escolinha. O gasto com quem cuidará do seu filho durante o tempo em que ele não está na escola deve ser computado.
  • Excursões e festinhas: quando oferecidas, as escolas cobram pelas excursões e festinhas, como comemorações do Dia das Mães, Dia dos Pais, festa junina, Páscoa, Carnaval etc.
  • Presentes: gastos com festinhas de amiguinhos não considero como custo escolar, mas presentes para os professores, sim. Já provisione para Dia dos Professores, Páscoa e Natal. Não é obrigação, a maioria dos pais não dá, mas quem faz questão, pode considerar o valor. Eu normalmente dou no Dia dos Professores e quanto menor a criança, mais professores ela terá.

Amanhã concluo o assunto com alguns comentários para o período de adaptação. ; )

Por Fabiana Bellentani

A semana passada comecei uma série de posts sobre pontos importantes a serem considerados durante o processo de escolha do berçário e/ou escolinha ideal para recepcionar e cuidar de nossos filhos na fase de bebê e da educação infantil.

Como comentei, existe um planejamento prévio essencial para alinharmos nossas expectativas em relação à escola ou berçário, bem como coisas a serem observadas e questionadas durante as visitas às instituições escolares.

Por fim, acho que algumas considerações finais são essenciais, principalmente porque podem influenciar futuramente no aspecto psicológico da criança.

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Visita da criança

Levar a criança para visitar a escolinha que pode ser sua preferida é uma boa ideia para ver como ela reage ao ambiente, se existe um primeiro contato receptivo dos profissionais e se a criança parece simpatizar com o local.

Nós levamos a Carol à escola em que ela está hoje no dia em que fizemos a visita e foi ótimo. Ela ficou bem e se mostrou bastante curiosa com tudo.

Respeite o estilo da família

A escola tem que estar alinhada com o estilo da sua família e do seu filho. Buscar uma instituição religiosa não resolve se essa não for a sua cultura. Assim como também não funciona uma escola mais liberal se essa proposta educacional não for o que você espera para a criança.

Indo além

A escola é parte essencial da vida infantil e, portanto, deve ir além do básico. É também através da escolinha que a criança aprende valores e tem seu desenvolvimento estimulado, tanto cognitivo, como físico e mental, desde a fase de bebê. Escolher uma escolinha que preze por esses pontos é fundamental!

Comunidade escolar

A questão da comunidade escolar é, para mim, de super importância, algo que pensamos muito, principalmente agora que estamos já em busca de um colégio para a Carol iniciar sua próxima fase de ensino.

Considere o padrão de vida dos alunos e famílias da escola. Para que seu filho se sinta sempre parte do grupo, tenha os mesmos assuntos, frequente os mesmos lugares que seus amiguinhos, é essencial que a escola esteja ajustada ao seu padrão financeiro. E isso não significa apenas conseguir pagar a mensalidade; ao contrário, vai muito além: significa acompanhar os hábitos daquela comunidade.

Preço

Como mencionei acima, escolher uma escola que seja possível custear é importantíssimo. E custo não envolve apenas a mensalidade, mas todos os “extras” que a escola apresenta periodicamente.

Além disso, escola ou berçário caros não significam, obrigatoriamente, instituições de boa qualidade. A avaliação do projeto pedagógico, de escolas públicas, inclusive, será um grande diferencial.

No próximo post explico detalhadamente quanto custa uma escolinha, ok? ; )

Por Fabiana Bellentani

Comentei no primeiro post da série que, no meu entendimento, o processo de escolha da escolinha ou berçário ideal envolve quatro “etapas” de conhecimento: algumas considerações prévias, aquilo que precisamos observer durante nossos contatos e visitas, tudo que devemos perguntar à coordenação da escola e algumas considerações finais.

Hoje é dia de falar sobre o considero essencial questionar à escola para termos uma decisão bem embasada.

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Horários

Em casas em que papai e mamãe trabalham o dia todo fora, a primeira preocupação é saber quais as opções de tempo de permanência da criança no berçário ou escolinha, o horário de funcionamento da instituição e o que acontece se houver algum atraso para pegar o bebê.

Cada escola funciona de um jeito. Algumas não aceitam atrasos, outras cobram alguma taxa para ficar com a criança por um período adicional e outras têm uma tolerância maior.

A Carolina, por exemplo, fica até o último horário de saída da escolinha e já aconteceu uma duas ou três vezes de atrasarmos na hora de pegá-la. Lógico que ligamos e avisamos, mas não tivemos nenhum problema.

Formação e preparo da equipe

Procure saber qual a formação das professoras e assistentes, se têm experiência, etc. Atualmente, a maioria das escolas tem as professoras com graduação e pós-graduação em pedagogia e as assistentes em processo de formação.

Proposta pedagógica

Existem quatro linhas pedagógicas aplicadas pelas escolas em geral: a tradicional, a construtivista, a Waldorf e a montessoriana. Cada uma possui uma proposta de ensino própria, que, na minha opinião, tem suas vantagens e desvantagens.

Atualmente, a maioria das escolas propõe uma linha que mescla um pouco de cada método de ensino. Mas mesmo assim, sempre existe uma que é predominante.

Questione e informe-se para saber se a proposta da escola está de acordo com o que vocês querem para seu filho. Mesmo que ele sendo um bebê agora, daqui a pouco ele já estará desenvolvendo seu intelecto e a linha seguida pela escola interferirá, inclusive, na época em que seu filho começará a ser alfabetizado.

Atividades da escola

Pergunte quais atividades a escola realiza durante o dia, se existem recreações em áreas externas, se as turmas (de mesma faixa etária e faixas etárias diferentes) têm contato entre si, se existe um cronograma pré-estabelecido de recreação para estímulo, etc.

Rotina

No quesito rotina, o importante é saber se a que você aplica em casa será seguida pela escola ou se a escola aplicará a rotina deles, com horários pré-estabelecidos para as crianças dormirem, etc.

É lógico que não é possível, por exemplo, ter horário diferente de alimentação por criança. Mas, para o soninho, é. No berçário é mais comum as escolinhas serem flexíveis quanto à rotina, mas quando a criança vai para os grupos da educação infantil, normalmente a instituição fixa um padrão.

Na escolinha da Carol, por exemplo, noto que as crianças que ficam período integral acabam seguindo a rotina de sonecas estabelecida pela escola. Mas, neste caso, não vejo tanto prejuízo, pois a criança provavelmente passa o dia todo na instituição.

Quem fica meio-período, como a Carol, não dá muito para seguir a padronização escolar. A Carol acorda mais tarde e quando chega na escola, seus amiguinhos de classe estão acordando da soneca pós-almoço. Ela não vai dormir nesse horário porque ainda não deu tempo de ter sono. Mas, se às 17h00, ela quiser, a escola a coloca para descansar na salinha de sono, juntamente com outras crianças que também têm seu relógio biológico ajustado de outra forma.

Datas comemorativas

Algumas escolas não comemoram Dia dos Pais e Dia das Mães. Se seu sonho, no entanto, é participar dessas celebrações, analisem direitinho o quanto esse quesito é importante para sua família.

Canal de comunicação entre pais e escola

Pergunte como vocês serão informados sobre o que acontece com seu filho diária e periodicamente. Existe uma agenda para anotações quanto à alimentação, sono, evacuação, etc? E as reuniões escolares são com que frequência? São coletivas e/ou individuais? Se houver alguma dúvida, reclamação ou sugestão, qual canal deve ser utilizado?

Semana que vem vou comentar sobre as considerações finais, que, para mim, são tão importantes quanto as que falamos hoje. São aspectos que, se não observados pelos pais no momento da escolha da escola, poderão, posteriormente, influenciar o lado psicológico da criança.