Por Fabiana Bellentani

Quando engravidei da Carol, ainda não tinha o blog, então nunca relatei como tinha sido meu primeiro, segundo e terceiro trimestres.

Agora, com o Felipe, não só consigo contar sobre a gestação dele, como também comparar com a da Carolina.

Primeiro_trimestre_gravidez_Felipe

Enjoos

Quando descobri a gravidez do Felipe já estava com 6 semanas. Até então eu estava bem. Quer dizer, já tinha tido uma dor de cabeça muito forte e alguns enjoos esporádicos, mas como foram concomitantes ao mal estar da dor, ainda não os relacionava à gravidez.

Na 7ª semana comi um cachorro quente que preparamos em casa e, de lá pra cá, a coisa desandou. Na noite do “fatídico” hot-dog, tive vômito e diarreia. Depois disso, fiquei até a 16ª semana com enjoos diários. Passava a manhã bem, próximo à hora do almoço tinha dor de estômago, almoçava sem problemas, salivava durante a digestão e, em seguida, vinha o enjoo que se estendia até o final do dia. Escovar o dente ou passar fio dental era um martírio. Tinha que respirar fundo para passar a escova no fundo da boca, para não estimular o vômito.

E aí todo mundo me perguntava: “E na da Carol, também foi assim?”. Não, não foi. Eu tinha, sim, enjoos, mas eram poucos. Nunca cheguei a vomitar. Agora, em compensação, vomitei tudo que podia e não podia. A parte boa, pelo menos, é que, após um tempo, o vômito passou a vir sempre depois da digestão já ter sido feita, então, quando saía alguma coisa era só água, nada de comida. Risco zero de ficar com fraqueza ou desnutrida.

Paladar

Meu paladar mudou bastante também. Eu sempre adorei comida bem temperada, com bastante cebola e alho. Desde o primeiro trimestre, no entanto, se como, fico com uma sensação ruim de mal estar estomacal. E café também saiu da lista. Tomo de manhã, misturado no leite, mas, além disso, não desce nem o descafeinado. E fruta passou a ser minha preferência em relação ao doce. Na gravidez da Carol foi a mesma coisa. Acho que por isso, inclusive, que ela gosta das mesmas frutas que eu. Comi muito na gestação dela e estou repetindo a dose na do Felipe!

Dor no abdômen

Além dos enjoos, também senti um incômodo dolorido na parte baixa do abdômen. Minha médica explicou que meus músculos já têm o “histórico” de uma gravidez e, por isso, estão se “abrindo” mais rápido agora. A dor é perfeitamente normal, mas está diretamente associada ao esforço físico. Quando ando mais, ou faço mais esforço, dói mais. Mas já aprendi a me conter e saber até onde posso ir. Na gravidez da Carol também tive essa dor, mas bem pro final, quando a barriga já estava grandona.

Barriga

Bom, por falar em barriga. Agora ela apareceu mais cedo. Na gravidez da Carol, lembro de ter viajado com aproximadamente 5 meses e ainda com minhas roupas normais. Se eu não dissesse nada, ninguém sabia que tinha um bebê ali dentro.

Dessa vez, a barriga já estava inchada com 12 semanas. Tirei minhas roupas de grávida do armário assim que percebi que os vestidos ficavam com a calcinha marcada na cintura e que as calças estavam ficando com o botão de cima aberto.

Seios

Lógico que, junto com a barriga, os seios também cresceram! Eu nunca tive peitos avantajados, mas, neste primeiro trimestre acho que já aumentaram 1/3 do que eram. Ainda estou usando minha numeração costumeira de sutiã, mas acredito que mais um pouco terei que passar para um número maior.

Na gravidez da Carol, depois de um tempo, passei a usar top de ginástica e, quando meus ombros começaram a doer por causa da pressão, fui direto para os sutiãs que depois usaria na amamentação.

Sono

Em termos de sono, com a Carol foi demais. Por enquanto, com o Felipe, até que estou bem. Acho que tive tanta coisa para fazer neste primeiro trimestre que não tive tempo de ter sono… É claro que, no final do dia, estou sempre acabada e consequentemente, durmo melhor, mas me seguro bem nas “horas de expediente” (rs!).

Xixi

Se eu ganhasse R$ 1,00 para cada vez que vou ao banheiro, estaria rica! rs! Minha frequência de idas ao banheiro aumentou consideravelmente, tanto de dia, como de noite. Não passa uma madrugada sem que acorde para fazer xixi…

Na gravidez da Carol, a frequência urinária aumentou também da metade da gestação para a frente.

O mais gostoso!

Mas sabe qual a parte mais gostosa desse primeiro trimestre? Ter a participação da Carol no processo! Ela já assumiu o papel de irmã mais velha e cuida e conversa com o Felipe já na posição de protetora. Conta histórias, explica as coisas, oferece comida, pergunta se quer brincar, etc. Estou amando essa interação!

Por Fabiana Bellentani

20160113_Gravidez_do_Felipe_minha_fase_de_tentante

Foi em agosto de 2016 quando decidimos efetivamente ter um segundo filho. Naquele mês, já estávamos com viagem internacional marcada para novembro e minha primeira preocupação foi: “Mas se tentarmos desde já, será que poderei viajar? E seu eu engravidar logo no primeiro mês como foi da Carol? Na data da viagem estarei com 3 meses. Será que tem algum problema?”.

Primeira coisa que fiz foi marcar consulta com a obstetra para tirar todas as dúvidas possíveis. Tivemos sinal verde, comecei a tomar o ácido fólico, mas restava saber se nós queríamos tentar imediatamente ou esperar novembro passar. E seu ficasse mal, enjoasse, etc.?

Bom, conversamos rapidamente sobre o assunto, olhamos um para a cara do outro e dissemos: “Não faz diferença!”. Como ninguém sabe se vai engravidar no primeiro mês ou depois de um ano, resolvemos arriscar.

Lembro exatamente da data em que efetivamente começamos a “praticar” a gravidez do Felipe. Dia 26 de agosto. Como eu sei? Porque, lógico, fui fazer a conta para ver quando seria meu período fértil e o dia 26 era o último daquele mês.

Tentamos, mas não foi dessa vez. Também seria muita sorte conseguir logo de primeira, no último dia possível de uma pessoa que tem a menstruação variando entre 28 e 30 dias!

Chegou setembro e continuamos com nossas tentativas. Lá fui eu de novo verificar os dias mais propícios para engravidar. Tínhamos uns cinco, seis dias, sendo certo, que, dessa vez, nossa dedicação não foi lá das melhores… Foi um mês muito corrido, com muito trabalho, o cansaço foi maior e tomou conta. Como diz meu marido: “Gente, temos 11 anos de casados!” rs!

E lá se passou mais um mês, sem gravidez…

Devo confessar que, mesmo com as poucas chances de resultado positivo, nos dois casos fiquei um pouco ansiosa em saber se tinha dado certo ou não. Tanto em agosto, como em setembro, comprei o teste de farmácia e, sempre depois que fazia o bendito do xixi no palitinho, minha menstruação descia…

E aí chegou outubro, mês anterior à viagem. Meu período fértil seria de 18 a 23, além de eu ter que considerar uma variação de dois dias antes e dois depois por causa da irregularidade do ciclo. Dessa vez, nosso empenho foi intenso, dia sim, dia não, como “manda o script”. A diferença, neste caso, é que eu estava completamente despreocupada. Se desse certo, ótimo, caso contrário, tudo bem também. Estaríamos em viagem, queria curtir os passeios, me divertir, aproveitar as férias.

Voltei à obstetra e expliquei que, se estivesse grávida, só saberia no meio da viagem. Íamos para Orlando, queria saber se poderia me divertir nas montanhas-russas, nas atrações de impacto. Ela disse que sim, afinal, seria uma gestação muito, mas muito inicial, que não haveria risco. Se a gravidez já estivesse avançada, com 2, 3 meses, então, haveria restrições.

E lá fui eu, feliz da vida, viajar com a família e eis que em novembro descobri a gravidez do Felipe! Tive alguns sintomas prévios à viagem, mas conto tudo depois.

Minha fase de tentante foi realmente curta. Minha cunhada, inclusive, brinca que parecemos coelhos: “decidimos engravidar e “bam”, depois de dias o assunto está resolvido”. Foi assim com a Carol e quase a mesma coisa com o Felipe. O mais importante é que aconteceu quando eu estava mais tranquila, mais desencanada, no melhor momento possível!

Por Fabiana Bellentani

20170109_nosso_segundo_filho

Sim, estamos grávidos do nosso segundo filho! É um menino e se chamará Felipe!

Eu e meu marido sempre fomos muito, mas muito discretos quanto à decisão de ter filhos. Antes de termos a Carolina, nosso discurso era de que não queríamos. E, no começo, não queríamos mesmo. Ficamos 9 anos casados até que resolvemos engravidar. E aí mantivemos segredo de todos, incluindo família.

A Carol nasceu e quando nos perguntavam se teríamos o segundo, nossa resposta era: “Não, chega, um está ótimo!”.

3 anos se passaram e cá estamos nós, grávidos de novo! E por que decidimos ter o segundo? Muito simples: porque ter irmão é uma das melhores coisas da vida!

Os seis primeiros meses de 2016 foram bastante estressantes. A Carol entrou na fase dos “terríveis dois anos” e, como cuidamos dela diretamente (já contei sobre nossa rotina antes), o cansaço mental de ter uma criança manhosa e chorona 24 horas por dia atrapalhou nosso relacionamento. Passamos a brigar com mais frequência, perder a paciência com mais frequência e a divergir opiniões com mais frequência. Eu tinha iniciado o ano com a vontade de ser mãe novamente, mas meu desejo ficou em segundo plano diante do tanto que nosso casamento estava sendo afetado pelo stress familiar. Nessa fase, ter um segundo filho estava fora de cogitação!

Procuramos ajuda (sim, fizemos terapia) e vimos que não nos faltava amor, que éramos um casal muito unido, mas que  precisávamos encarar aquele momento de uma forma diferente. Foi o que fizemos e voltamos a ser o casal de antes.

Aí em agosto, resolvemos efetivamente conversar sobre ter ou não um segundo filho. O assunto já tinha surgido antes, mas em momentos não muito adequados para se tomar a decisão, se é que me entendem… Tinha que ser algo consciente e não por impulso, precisávamos saber se realmente queríamos assumir a responsabilidade.

Sentamos e fizemos a famosa ponderação de prós e contras. É caro ter filho? Sim, é caro, mas sabemos que temos condições (graças a Deus) de prover o necessário para uma segunda criança.

E o trabalho? Nossa, não é fácil, principalmente nos primeiros meses. Ficar sem dormir, cuidar de alimentação, restrições de passeios, etc., passaríamos por tudo de novo. Hoje, com a Carol mais independente, temos boa parte da liberdade que tínhamos de quando éramos só eu e ele. É óbvio que os horários não são os mesmos, nossas escolhas ponderam outras coisa, nosso dia-a-dia é outro, mas já é uma rotina com criança. Além do mais, não podíamos deixar que essa dedicação inicial minasse tudo de bom que um filho nos trás: o amor sincero, as descobertas, o beijo despretensioso a inocência da infância, tudo muito gostoso de vivenciar!

E quanto ao nosso relacionamento? Bom, esse era o principal ponto. Mas vimos que não nos falta companheirismo e que somos capazes de superar as dificuldades que a maternidade/paternidade nos apresenta. Somos fortes, trabalhamos juntos! Aprendemos a relevar mais, a entender mais e a dar menos ou mais importância para as coisas.

Tá, mas e aí? Bom, acho que o que fechou com chave de ouro nossa decisão foi a consciência de que TER IRMÃO É ÓTIMO! Tanto eu, como o Eric temos irmãos (somos um casal nas duas famílias) e ambos são nossos amigos sinceros, pessoas com quem dividimos nossas conquistas, segredos e frustrações. São pessoas com quem podemos contar de olhos fechados, pois são nossos companheiros de coração! Temos memórias e histórias ótimas com nossos caçulas: brincadeiras, brigas, aprendizados, viagens, acontecimentos que fazem parte de nós! [Que besteira: estou chorando escrevendo isso! Devem ser os hormônios…] Amamos nossos irmãos e ficamos felizes em proporcionar à Carol tudo de bom que essa experiência nos trouxe e trás. O Felipe já é tão amado por ela que tenho certeza que serão super companheiros!