Por Fabiana Bellentani

Como comentei no primeiro post da série, o carrinho de bebê que compramos para a Carolina foi o B-Agile 3 / B-Safe 35 Travel System da Britax. Na época, a marca ainda não era comercializada no Brasil (hoje já encontramos um ou outro produto em algumas lojas especializadas de bebê), mas já era e continua sendo muito conhecida na américa do norte, com vários prêmios de qualidade e segurança.

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Optamos por esse modelo por vários motivos.

A primeira análise que fizemos foi: queríamos um ou dois carrinhos?

Bom, na verdade, antes de começar minhas pesquisas, nem imaginava que algumas pessoas compravam dois tipos diferentes de carrinhos. Para ser sincera, nem sabia que existiam tantos detalhes… Para mim, carrinho era carrinho e pronto. E aí, nas conversas com minhas amigas, comecei a perceber que poucas haviam usado um carrinho maior quando seus bebês eram menores, e um guarda-chuva depois que a criança já estava mais velha. Normalmente esse carrinho maior era o tal “trambolho”, que as mães acabavam deixando de lado de tanta dificuldade que tinham para levá-lo nos passeios.

Diante disso, então, definimos que não queríamos um carrinho que pudesse se tornar um estorvo com o passar do tempo. Decidimos que teríamos um único produto que pudesse ser usado desde o nascimento da Carolina até ela ter uns 3 anos de idade.

Além disso, vimos que os carrinhos tipo guarda-chuva, apesar de serem mais compactos, não são tão confortáveis para as sonecas. Cansei de ver crianças mais velhas dormindo apertadas, encolhidas, sem espaço, então o descartamos.

“Ah, mas e para viagem, não facilita?”

Olha, nós adoramos viajar! Fizemos até agora três viagens mais longas com a Carolina e não tivemos problema em nenhuma delas. Até porque nosso carrinho tem um fechamento super prático, conseguimos carregar com uma única mão, se necessário, e sempre foi despachado sem nenhuma dificuldade.

“Mas e aqueles que ficam do tamanho de uma mala de mão? Aí você não precisa esperar que te entreguem o carrinho na porta para descer!”

Também nunca passamos por isso. Adultos com crianças são os primeiros a embarcarem e os últimos a descerem da aeronave. Sempre levamos o carrinho da Carolina até a porta, onde o entregamos fechado e travado aos comissários. Ao final do voo, ele sempre esteve lá, aguardando por nós. Até o momento, não achamos que essa vantagem fosse um diferencial absurdo a ponto de prevalecer sobre o conforto.

Focados, então, nos carrinhos tradicionais, surgiu a segunda pergunta: compraríamos um travel system ou bebê-conforto e carrinho independentes?

Eu particularmente acho a vantagem do travel system maravilhosa, algo que nos ajudou muito: a possibilidade de se acoplar o bebê-conforto no próprio carrinho, sem ter que tirar a criança de um lugar para passar para o outro, principalmente quando ela está dormindo.

Passamos a buscar as opções que o mercado disponibilizava e, como fizemos o enxoval nos Estados Unidos, chegamos, dentre outras marcas, à Britax, super recomendada, uma das mais vendidas por lá.

Avaliamos, na sequencia, nossas prioridades: segurança, conforto, praticidade e preço, nessa ordem.

Segurança é algo que todos os carrinhos que havíamos selecionado ofereciam! Todos tinham freios, cinto de cinco pontas, rodinhas dianteiras com giro de 360º e tudo mais.

Em termos de conforto, os modelos eram muito parecidos, com um ou outro diferencial em linhas mais top, o que, em contrapartida, prejudicava a praticidade.

Chegamos, então, no B-Agile: um carrinho bem estruturado, estável, seguro, com a possibilidade de acoplagem do bebê-conforto e moisés, com um sistema de fechamento super, mega prático e muito leve. Lembro que quando voltamos de viagem, eu mostrava o fechamento e abertura do carrinho com uma única mão.

Conseguimos ajustar a altura do encosto na posição que queremos e usamos o carrinho com a Carol até hoje (ela está com 2 anos e 3 meses).

Na época em que ela era bem pequenininha, usávamos o bebê-conforto acoplado, o que proporcionava maior conforto e permitia que a tivéssemos sempre em boa altura, mesmo em restaurantes, algo que alguns carrinhos mais modernos oferecem como diferencial.

O moisés nós também usamos bastante e cheguei a emprestar para uma amiga que comprou o mesmo modelo de carrinho sete meses depois.

Com o bebê-conforto, ainda, também conseguíamos manter contato visual quando ela ficava virada para nós.

Hoje, mais velha, o carrinho continua atendendo perfeitamente às nossas necessidades. Por um pequeno período, usamos um protetor de assento acolchoado para deixar a parte interna um pouco mais macia, mas usamos muito pouco tempo.

Alguns acessórios da marca também nos ajudam bastante, como a capa de chuva, a tela mosquiteiro, a bandeja frontal de apoio e um organizador adicional que nos permite carregar garrafinhas de água, celular, etc.

Ah! E já ia esquecendo: não é um carrinho caro, principalmente para quem compra no exterior! Ao contrário, em termos de custo X benefício, o preço é excelente!

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Só mais um comentário:

Hoje em dia, o lugar onde mais vejo bebês e crianças é no clube que frequentamos de final de semana e vejo o B-Agile 3 / B-Safe 35 Travel System da Britax por todos os lados. Isso é muito legal, pois percebo que é um carrinho reconhecido por muitos outros casais (que provavelmente têm rotinas e lazer muito parecidos com os nossos aqui de casa) como um excelente produto, capaz de oferecer tudo que todos os pais procuram proporcionar aos seus filhos, por um preço justo e sem exageros.

Por Fabiana Bellentani

Já falei sobre os tipos de carrinhos existentes no mercado e também o que fazer para escolher um carrinho que atenda ao estilo de vida de cada casal, certo?

Acho que o post de hoje é o mais importante do meu “dossiê do carrinho do bebê”, pois é meio que um checklist de verificação do que um carrinho deve ou vale a pena ter para ser um bom produto:

Segurança

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Quando verificamos a segurança de um carrinho, precisamos nos certificar de que ele fica travado tanto quando aberto, quanto quando fechado. O mecanismo de abertura e fechamento deve ser fácil de usar e não deve colapsar quando estivermos carregando o bebê. Examine a estrutura do carrinho, veja se existe alguma extremidade com ponta ou alguma parte que possa se deslocar.

Não só os pequenos dedinhos de nossos filhos, mas os nossos também, podem ficar presos entre partes de metal, rodas ou serem beliscados por molas ou outras partes descobertas. Veja, portanto, se o carrinho tem a maioria das suas peças e partes encapadas e se as rodinhas ficam longe do assento.

Verifique se o carrinho possui o assento em posição que não permite à criança escorregar ou se deslocar e se é firme ao ser empurrado. Carrinhos muito “moles”, que dão a impressão de que vão desmontar enquanto empurramos, não são muito confiáveis.

Aqui no Brasil, o INMETRO é o órgão responsável por certificar e homologar os modelos de carrinhos. Nos Estados Unidos, para quem tem intenção de fazer o enxoval por lá, quem faz a certificação é o Juveline Products Manufacturers Association (JPMA).

Cinto de segurança

Cinto de segurança é também parte da segurança, mas vale a pena falar separadamente.

Num carrinho de bebê (e também no bebê-conforto, para quem usa o travel system), o cinto de segurança tem que ser de, no mínimo, três pontos: dois na lateral e um no centro das pernas do bebê. O ideal e mais seguro é o de cinco pontos: dois no ombro, dois nas laterais e um no meio das pernas.

Apenas para ilustrar a importância do cinto: uma vez meu pai estava empurrando a Carol pequeninha, com o bebê-conforto acoplado ao carrinho, e ele passou mal. Teve uma tontura muito forte, perdeu o equilíbrio e começou a cair, levando o carrinho para o chão. Consegui segurar os dois, mas a Carolina só não caiu (aliás, nem percebeu o que aconteceu) porque estava presa pelo cinto de cinco pontas.

Ah! Ainda para o cinto, é muito importante verificar se a fivela é fácil de destravar, mas ao mesmo tempo impossível da criança se soltar sozinha e confortável, sem partes que incomodam.

Estabilidade

A estabilidade é também um ponto de segurança. Um carrinho estável é um que não pende para os lados, nem para trás quando penduramos alguma bolsa ou sacola nele. Aliás, um carrinho realmente estável oferece essa estabilidade mesmo quando a criança não está sentada para fazer o contrapeso.

Algo que ajuda na estabilidade é o tamanho da roda. Quanto maior o diâmetro das rodinhas, mais estável ele será.

Freios

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Outro item de segurança. Não estamos falando aqui do freio do carrinho de cooper, mas do pedal de freio, para travar o carrinho enquanto estiver parado.

O freio é importantíssimo para manter o carrinho estacionado uma superfície inclinada, por exemplo, ou para garantir que ele não se mova com um movimento mais brusco do bebê no assento.

Os freios devem ser fáceis de serem usados, ou seja, devemos conseguir travá-los e destravá-los com um simples toque. Normalmente são acionados nos pés, pois ficam presos às rodinhas. Alguns modelos têm esse acionamento na parte de cima, com a mão.

As rodinhas devem ficar total e completamente travadas quando os freios estiverem acionados, sempre!

Manobrabilidade

Um carrinho fácil de manobrar é aquele que conseguimos empurrar em linha reta, bem como fazer curvas, com apenas uma mão. Rodinhas com suporte giratório na parte da frente e atrás são mais fáceis de serem virados.

Algo que ajuda bastante na movimentação é ter rodas dianteiras que giram 360º. Elas permitem que o carrinho seja direcionado para todos os lados facilmente.

Altura da barra

A altura da barra do carrinho deve sempre estar na altura da cintura de quem empurra ou mínima coisa abaixo. A maioria dos carrinhos é feita para mulheres de altura mediana. Se esse, no entanto, não é o seu caso – e para a maioria dos papais não é – um carrinho com essa barra ajustável pode ser uma boa alternativa. Alguns modelos permitem a compra de um extensor.

Possibilidade de ajuste do assento

O assento reclina? Isso é algo muito importante, pois recém-nascidos precisam de assentos que fiquem totalmente ou quase totalmente deitados até que consigam sustentar a cabecinha e sentarem-se firminhos, o que acontece por volta dos 6 meses. Até para bebês ou crianças mais velhas, um assento reclinável é algo que faz diferença para sonecas mais confortáveis.

Alguns modelos possui pontos fixos de regulagem do encosto: alguns oferecem três opções, outros um pouco mais. Outros têm maior flexibilidade, na medida em que permitem que o ajuste seja feito com alças, como se fossem as de mochila, sabem?

Reversibilidade do assento

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Veja se a cadeira do carrinho pode ser utilizada nos dois sentidos: de frente para quem empurra, mantendo contato visual com a criança, ou de costas, deixando-a descobrir o mundo que a rodeia.

Normalmente, a necessidade de visualizar o bebê existe quando ele ainda é pequeninho. Na medida em que cresce, ele quer descobrir o mundo, ver tudo que está à sua volta. Alguns carrinhos permitem essa transformação.

Para quem opta pelo travel system (como foi meu caso), lembre-se que o bebê-conforto se acopla no carrinho e permite esse contato visual com a criança com muita tranquilidade.

Possibilidade de se acoplar o bebê-conforto ou moisés

Já falei sobre o s carrinhos travel systems, que são realmente muito práticos, mas algo também muito legal é a possibilidade de se acoplar um moisés na estrutura do carrinho. Eu usei muito o moisés com a Carolina e eu o prendia no próprio carrinho.

Capota

Uma capota ajustável também é algo que faz diferença, pois permite proteger o bebê do sol, chuva e vento, tornando o passeio mais confortável.

Espaços para guardar coisas

Ter um ou mais bolsões, ou espaço para guardar coisas é uma mão-na-roda, pois estamos sempre carregando sacolas, brinquedos, ou precisando de um lugar prático para colocar o sapato que a criança acabou de arrancar dos pés.

Tecido lavável

Não se iluda: com o tempo o carrinho vai ficar sujo, por mais que você passe o aspirador. Ter partes removíveis e tecido lavável é algo que faz toda diferença.

Para terem uma ideia, o carrinho da Carol foi lavado no começo do ano. O de uma amiga ganhou um banho de coco e xixi e foi facilmente lavado em casa.

Tamanho

O tamanho do carrinho, principalmente dos duplos, para duas crianças, tem que ser compatível com os ambientes de nossa casa, os lugares que frequentamos e porta-malas do carro. Não adianta nada comprar um mega carrinho gigante, se não for possível transportá-lo.

O carrinho tem que passar por portas, elevadores, cômodos, corredores, etc.

Peso

Um carrinho leve faz toda diferença, pois ninguém quer e gosta de ficar carregando coisa pesada para lá e para cá. Quando mais leve, mais fácil de empurrá-lo, de tirá-lo e colocá-lo no porta-malas do carro, de subir ou descer uma escada, de fazer tudo!

Normalmente, a estrutura dos carrinhos é feita de alumínio, o que, por si só, já traz leveza, mas o fato do carrinho ter suas partes em tecido também ajuda bastante.

Praticidade para abrir e fechar

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A praticidade para abrir e fechar foi, para mim e meu marido, um dos pontos de desempate na escolha do carrinho da Carolina. É óbvio que estaremos com o bebê sempre que usarmos o carrinho, então, quanto mais fácil for o sistema de abertura e fechamento, mais praticidade você terá em seus passeios. O nosso, por exemplo, conseguimos fechar com uma única mão, se necessário. Cansamos de pegar a Carol no colo, fechar o carrinho com uma única mão e subir ou descer uma escada rolante porque impraticável o uso dos elevadores.

Os carrinhos que exigem que o assento seja desmontado, para depois ter a base fechada ou dobrada são os famosos “carrinhos trambolhos”: aqueles que normalmente as mães compram porque são lindos, mas depois que o bebê cresce um pouquinho e os passeios passam a ser mais comuns, ficam encostados porque dá um mega trabalho para montar e desmontar.

Conforto

Todo mundo quer um carrinho confortável, certo? A maioria dos modelos já vêm com a parte interna do assento acolchoada, alguns mais, outros menos. Mas sinceramente, esse conforto é a coisa mais fácil de se conseguir, pois hoje existem muitos acolchoados próprios que podemos comprar, para oferecer um conforto adicional ao bebê. Eu mesma usei um com a Carolina por algum tempo.

Ainda como conforto, considero o tamanho do assento bastante importante. Veja se a criança terá espaço suficiente para ficar e tirar um cochilo mais longo, sem parecer uma sardinha enlatada.

Sistema de amortecimento

Sistemas de amortecimento são encontrados nos carrinhos de cooper. Sem dúvida, é algo que proporcionará caminhadas mais estáveis à criança, caso você tenha o costume de fazer muita coisa a pé.

Acessórios

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Veja quais acessórios você pretende usar com o carrinho e verifique se o modelo que escolheu possui os seus específicos.

Por exemplo, para o carrinho da Carolina, usamos uma bandeja frontal de apoio, para que ela coloque copinho de bebida ou apoie algo que esteja comendo, e um organizador, tipo “porta-treco”, preso na barra de empurrar. Além disso, temos uma capa de chuva, um mosquiteiro e, quando ela era recém-nascida, usávamos um suporte de assento para cabeça e corpo. Todos com encaixe perfeito no carrinho com e sem o bebê-conforto.

Ah! Também compramos da mesma marca o espelho e o protetor solar de janela de carro.

Assistência técnica

Ter uma assistência técnica no Brasil também é algo interessante, principalmente para quem faz a compra no exterior. Quando compramos o carrinho da Carol, a Britax não tinha assistência técnica no país. Isso ficou martelando um tempo na minha cabeça, pois era uma desvantagem da marca. No final das contas, os benefícios acabaram superando este inconveniente.

Amanhã falo com mais detalhes as razões que nos levaram a escolher o carrinho que usamos com a Carolina até hoje, explicando, inclusive, o que consideramos para decidir se teríamos um ou dois carrinhos.

Por Fabiana Bellentani

A escolha do carrinho é efetivamente um processo que envolve pesquisas, testes, conversas e planos para o futuro. Pensamos muito, colhemos um monte de informações, reunimos todo o material, associamos uma coisa à outra e, ao final, chegamos ao carrinho ideal! (Parece até programa de televisão, né? rs!)

Ontem falei um pouco sobre os tipos de carrinhos que o mercado nos oferece. Hoje dou continuidade ao meu “dossiê do carrinho de bebê” com algumas dicas sobre o que fazer durante o processo de escolha para uma compra consciente. Funcionou comigo e espero que funcione com vocês!

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Além de segurança, conforto, praticidade, etc. (pontos sobre os quais vou falar amanhã), o que é importante fazermos para a escolha do carrinho que melhor se adequa à nossa vida, rotina e estilo?

Reflita

Qual seu estilo de vida?

Você é uma pessoa que anda muito de carro? Usa muito transporte público? Ou faz tudo a pé? No primeiro caso, um carrinho que caiba no porta-malas e que seja prático para abrir e fechar é essencial. No segundo, talvez um mais compacto faça a diferença e facilite sua vida. Se anda muito, quem sabe um carrinho de cooper seja a sua solução?

Por quanto tempo e para qual faixa etária você deseja utilizar o carrinho?

Eu, por exemplo, quis um modelo que me permitisse usar com a Carolina desde recém-nascida até 3 anos. Algumas mães preferem ter um para usar apenas na fase de bebezinho, e depois outro, mais leve, tipo guarda-chuva, para quando a criança puder se sentar.

Apenas lembre-se de que carrinhos para uso desde recém-nascido devem ter um assento que reclina totalmente, ok?

O carrinho será usado por mais de uma criança?

Você pensa em ter mais de um filho? Deseja que o mesmo carrinho seja usado por ambos? Se sim, então invista em um modelo com uma boa estrutura, que dure por muitos e muitos anos.

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Quanto quer gastar?

Existem mil modelos, com preços muito diferentes. Saber o quanto quer investir é primordial!

Aqui, no entanto, vale uma ressalva: nunca, mas nunca compre um carrinho só porque viu a amiga usando, ou o famoso usando, ou sei lá quem usando! Isso não é compra consciente, normalmente te faz gastar mais do que pretende e quase nunca te deixa satisfeita!

Design é importante para você?

Algumas pessoas fazem questão de ter carrinhos com design mega moderno, de marcas conhecidamente mais caras, com acabamentos em materiais diferentes, etc., etc. Nada contra quem opte por esse estilo, afinal, cada pessoa tem suas prioridades, certo? Meu único conselho é: avalie se esses itens realmente fazem a diferença ou se são apenas pequenos luxos que não trarão nenhum benefício adicional para o bebê. Normalmente esses carrinhos são bem mais caros e acabam não sendo muito práticos, pois acabam não sendo compactos e o design “arrojado” nem sempre facilita um sistema rápido de abertura e fechamento.

Minha opinião pessoal? Para mim e para a maioria das mães com quem converso, design não é e nunca foi a principal preocupação. O importante, para nós, sempre foi segurança, conforto e praticidade. Se fosse possível aliar isso a um modelo com um design legal, ok. Caso contrário, também não seria um problema!

Observe

Observe todos os carrinhos em todos os lugares.

Sempre que estiver passeando, observe as pessoas com carrinhos à sua volta. Na época em que estava para decidir qual carrinho comprar, olhava a facilidade ou dificuldade que as pessoas tinham para empurrar, subir ou descer da calçada, tirar e colocar no porta-malas do carro, abrir e fechar o carrinho, tudo!

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Foi a partir dessas observações que comecei a refinar um pouco minhas escolhas.

Leia

Entre no site das principais marcas de carrinhos de bebê, veja o que cada um oferece de vantagem. Às vezes, existem modelos muito parecidos que têm uma ou outra coisinha de diferente.

Leia também as resenhas e comentários que as pessoas deixam nos sites de vendas online, principalmente nos americanos. Nós compramos o carrinho da Carolina pela Amazon.com (aliás, sempre compramos muita, mas muita coisa por lá) e lemos muito tudo que os consumidores falavam sobre o modelos que escolhemos. Para terem uma ideia, foi através desses comentários que descobri que seria possível acoplar o moisés à estrutura do carrinho, algo que usei demais!

Faça test-drive

Vá às lojas e teste os carrinhos que fazem parte da sua lista de opções. Empurre pelos corredores, veja a facilidade de virar, altura da barra, se é fácil de abrir e fechar, se é leve, etc.

Um casal de amigos desistiu da compra de um determinado modelo exatamente por causa do test-drive da loja. A vendedora ficou uns cinco minutos sacudindo o carrinho para cima e para baixo enquanto repetia: “Olha como é fácil fechar! É muito fácil! Olha como é fácil!”… Humpf!

Por último e mais importante: Converse

Converse com as amigas!

Serei muito, mas muito sincera neste ponto: já vi gente dizendo para não confiar em indicação de amigas, pois supostamente ninguém fala mal daquilo que compra…

Eu, particularmente, não concordo com esse raciocínio, pois foi exatamente a partir dos comentários, elogios e reclamações das minhas amigas que consegui montar minha lista de opções de carrinho. Todas, principalmente as que fizeram enxoval no exterior, sempre foram muito sinceras e honestas sobre o que seus carrinhos ofereciam de bom e ruim. Uma reclamou que seu modelo não era muito prático, outra que não era muito confortável, a outra que o fechamento era maravilhoso e assim por diante.

Por isso, acho essencial pegar, sim, o máximo de dicas possível! Quem já usa um determinado modelo, já conhece o seu diferencial e certamente conseguirá te passar uma posição mais confiável.