Por Fabiana Bellentani

Estou numa fase super gostosa da gravidez do Felipe que é a de decorar o quartinho dele e o novo quarto da Carol. Amo cuidar de cada detalhe pessoalmente e minha busca, no momento, tem sido pela cadeira de amamentação.

A que usei com a Carol é ótima: bom suporte para os braços e para as costas, bem confortável. Usei e ainda uso demais! Mas como a decoração do quarto dele será diferente da do dela, estava analisando se valeria mais a pena trocar a poltrona ou reformá-la (reforçar espuma e tecido). Nesse contexto, acho legal passar umas dicas para quem está procurando uma boa poltrona de amamentação, pois, sem dúvida nenhuma, essa é uma das compras mais importantes para um quarto de bebê: ter um lugar confortável para sentar.

É na poltrona que embalamos nosso bebê, amamentamos, lemos historinhas, brincamos, abraçamos e até dividimos um eventual choro às 4:00 da manhã… Resumindo, é o lugar perfeito para muito amor, muita curtição, afeto e vínculo mãe/pai e filho. É por isso que escolher a poltrona como sabedoria é fundamental!

O que considerar?

  • Existem poltronas fixas e de balanço. O movimento das de balanço ajuda a acalmar e a fazer o bebê (e a gente) a pegar no sono. Cansei de dormir na poltrona de amamentação com a Carol no colo (com o suporte da almofada de amamentação, claro) e apenas do lado dela, na fase em que precisava que alguém ficasse no quarto até pegar no sono.
  • Procure por tecido que possa ser limpo com facilidade (preferencialmente os com tratamento de impermeabilização), que não esquente (como o couro, por exemplo) e aguente bastante uso. O tecido tem que ser resistente a leite, xixi, coco, etc.
  • O apoio de braço é muito importante. Ele deve ter uma altura que te permita apoiar os braços sem esforço e deve ser espaçoso o suficiente para caber você e seu filho, desde o tamanho de bebê até uns 2, 3 anos.
  • O encosto da poltrona deve ser confortável para você e seu bebê. Eu, por exemplo, optei por um encosto alto, que fosse até a altura do pescoço, exatamente para suportar minha cabeça, caso eu pegasse no sono ou simplesmente precisasse reclinar com mais tranquilidade. Poltronas com encosto baixo não fornecem este tipo de suporte.
  • Pufe para os pés ajudam bastante, pois nos deixam numa posição mais confortável e descansam as pernas. Mas escolha um que seja largo, sem que o pé fique caindo o tempo todo de cima.

  • Considere ter uma almofada extra, pode ser no mesmo tecido da poltrona ou outro decorativo, para suporte adicional à lombar.
  • Se for possível conciliar, invista em uma poltrona que depois possa ser utilizada em outro cômodo da casa como apoio. Na minha opinião pessoal, no entanto, se o conforto superar a estética, dê preferência a ele. Digo isso porque normalmente, poltronas para serem usadas numa sala, por exemplo, costumam ter encosto baixo. Neste caso, minha preferência ainda é priorizar meu bem-estar e do meu bebê, nem que eu tenha que vender a poltrona depois.
  • Por fim, escolha uma poltrona bonita, que reflita seu gosto e combine com o quarto do bebê. Minha sugestão é usar tecidos lisos que combinam melhor outras estampas de decoração.
Por Fabiana Bellentani

Já que a semana passada falei sobre berços, me inspirei a comentar sobre trocador, que, se for acertado na hora da compra, poderá ser usado por bastante tempo.

Para terem uma ideia, a Carol já está com 2 anos e 4 meses e nós ainda conseguimos troca-la na mesma peça, que fica sobre a cômoda do quarto. Daqui a pouco ela já não usará mais fraldas (já estamos no processo de desfralde), mas ainda assim é prático para vestir uma roupa, colocar um sapato, ou até pentear seu cabelinho, sem que precisemos nos agachar.

20160515_Trocador e capa de trocador_01

Quantos modelos de trocadores existem no mercado?

Basicamente existem dois tipos: o padrão, que, na verdade, é um colchãozinho encapado; e o anatômico, que é em formato de canaleta.

A diferença é que o anatômico é mais seguro para a criança, pois o bebê fica “encaixado” no centro da peça, sem risco de virar e cair. O formato em canaleta cria uma espécie de barreira que limita a movimentação lateral do bebê. Normalmente, na parte central, o trocador anatômico possui uma espessura de 3,5cm e nas laterais, de 7cm.

Quais medidas deve ter o trocador?

Para conforto dos adultos e proteção do bebê, o indicado é que o trocador tenha 70cm de comprimento e em torno de 40cm de largura. Dessa forma, conseguimos manter a criança acomodada de frente, facilitando as manobras de higiene.

Como posicionar o trocador na cômoda?

O ideal é que ele fique verticalmente para quem está trocando, mas isso exigiria uma cômoda com 70cm de profundidade, o que é praticamente impossível. Diante disso, temos duas opções:

  • Considerando que normalmente as cômodas infantis medem 110cm de largura e em torno de 50cm de profundidade, a primeira opção, mais prática e acessível financeiramente, é usar o trocador seguindo o formato do móvel. Neste caso, durante as trocas, ao invés do adulto se posicionar na parte da frente da cômoda, ele fica na lateral, priorizando o contato frontal com a criança.
  • Outra opção é utilizar extensores de cômodas ou de trocadores. Os extensores de cômoda são um novo tampo, que entra no lugar do original da cômoda, oferecendo uma profundidade de 75cm, compatível com o tamanho do trocador. Para quem olha o móvel de lado, haverá um vão no fundo da peça, correspondente a diferença de 25cm. Os extensores de trocador são uma estrutura em madeira encaixada à cômoda, com um avanço para a parte frontal do móvel, permitindo suporte completo aos 70cm do acolchoado. Nos dois casos, no entanto, os extensores devem ser do mesmo fabricante da cômoda (para que haja compatibilidade de montagem) ou devem ser peças sob encomenda.

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Para a Carolina, compramos um modelo anatômico e utilizamos um extensor de trocador que funciona super bem. Eu fui bebem chata na compra deste item, pois fazia questão de estar de frente para ela nas trocas, para facilitar todo o procedimento. O extensor não foi barato, mas valeu cada centavo, pois uso muito!

E se não houver espaço no quarto para tudo isso?

Se não houver espaço, invista na bandeirinha! Vários modelos de banheira possuem tampos acolchoados que, quando fechados, são trocadores perfeitos para o bebê, já na medida de 70cm de comprimento.

Vale a pena comprar o trocador no exterior?

Vejam, o trocador anatômico é o modelo mais comercializado nos Estados Unidos, sendo facilmente encontrado nas lojas de produtos para bebês e crianças por lá. Aqui no Brasil, é um pouco mais difícil de ser achado, mas nada impossível. Com internet, atualmente, resolvemos tudo!

Na época em que fizemos o enxoval da Carolina, pela facilidade de se encontrar o produto e pelo preço, valia, sim, muito a pena trazer este item do enxoval do exterior. Na ocasião, cheguei a indicar para duas amigas grávidas (como itens que elas “tinhas que trazer”) e ambas não se arrependem: compraram o trocador nos Estados Unidos e acham ótimo! Hoje, no entanto, por preço e qualidade, já não acho mais vantagem. O produto nacional é bastante equivalente ao do exterior.

E a capa do trocador?

Lembro que minha primeira dúvida quando vi esse item da lista do enxoval foi: “será que precisa?”. Sim, precisa, porque procuramos oferecer o máximo de conforto ao bebê e, por isso, é importante que sua pele esteja em contato com algo que não seja frio, nem que possa causar-lhe qualquer tipo de incômodo ou alergia. Por isso, ter uma proteção em tecido macio e antialérgico é essencial. Neste caso, no entanto, procure sempre por capas que sejam do mesmo fabricante do trocador ou que sejam indicadas pelo fabricante, para compatibilidade de tamanhos.

Muita gente utiliza os cueiros como protetores, o que é também perfeitamente possível. Lembrem-se, apenas, que, tanto num, como noutro caso, é necessário ter várias peças, pois as trocas são bastante frequentes.

Existe alguma alternativa mais prática para as capas?

Sim, existe! O lençol absorvente descartável. É o que uso desde sempre no trocador da Carolina e que, por um tempo, usava na bolsa de passeio também.

Esses lençóis são uns retângulos de fralda, parecidos com aqueles tapetinhos higiênicos para animais domésticos fazerem xixi , sabe quais são? rs! Só que, claro, os para uso com crianças (e adultos) são produtos farmacêuticos, vendidos em lojas especializadas.

O trocador da Carolina possui uma capa em tecido macio e antialérgico (que eu lavo de vez em quando) e, sobre ela, uso o lençol absorvente descartável, enrolado ao acolchoado anatômico. É um material que não fica frio, é antialérgico, garante absorção no caso de um xixi ou cocô inesperado, e, se sujar, é só tirar, jogar fora e colocar outro no lugar. Perfeito!

E, detalhe: o fornecedor de quem eu compro, entrega em casa!

Por Fabiana Bellentani

Nos últimos tempos, tenho conversado bastante com algumas mães sobre a transição do berço para a cama e ouvi várias vezes alguns comentários direcionados a crianças em torno de 1 ano e 6 meses e 2 anos, que me chamaram atenção: “Passei minha filha para a cama porque ela começou a escalar as grades do berço” ou “Quando percebi que ele ia cair, passei para a caminha”.

O berço da Carolina sempre foi tão seguro e profundo, que fiquei sem entender muito bem como uma criança tão pequena conseguiria subir e pular uma grade. Até porque, ainda hoje, com 2 anos e quase 4 meses, mesmo que a Carol queira e se esforce bastante, ela não consegue, no bercinho dela, usar nenhuma de suas partes como escada.

Comecei a imaginar, então, que deveriam existir tipos diferentes de berços, talvez alguns mais compactos e com menor flexibilidade de altura e outros mais robustos, algo que, na época da nossa compra, eu sequer me atentei. Tivemos a sorte de gostar bastante da peça que usamos até hoje, pois, apesar de ter sido um pouco mais cara, é um berço com partes em madeira maciça, firme, resistente e bastante seguro.

Mas diante da minha dúvida, achei ser este um assunto bem importante para trazer ao blog, principalmente para quem está em vias de comprar o bercinho para o futuro bebê.

A legislação mudou bastante de quando montamos o quarto da Carolina, mas tudo que exponho abaixo está bem atualizado, inclusive com as alterações publicadas no início deste ano (2016). Aliás, para quem tiver interesse, a legislação que regula a matéria é a Portaria nº 53 de 1 de fevereiro de 2016 do Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia.

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Definições

Bom, para começar, existem, sim, tipos diferentes de berços, um para uso desde recém-nascidos até que a criança não seja capaz de escalá-lo, que são os berços tipo 1; e os tipo 2, construídos para crianças que ainda não se sentam, ajoelham ou levantam sozinhas (aqueles menores, usados quase que como um moisés, para facilitar a vida das mamães, sabem qual é?).

Além dessa classificação legal, desde que atendidos os requisitos mínimos exigidos, acredito que a profundidade e resistência do berço dependem do fabricante. Digo isso porque algumas amigas chegaram a comentar que, após um tempo de uso, o berço de seus bebês já estavam meio instáveis, com um pouco de jogo. Por isso que fizemos questão, aqui em casa, de comprar um móvel bebem forte mesmo.

Mas quais os principais requisitos de segurança de um berço?

  • O berço deve ser resistente a possíveis impactos, ao peso da criança e a eventuais forças continuadas contra suas bases, laterais, extremidades e cantos, não podendo as ripas, as laterais, extremidades, cantos e os fios da tela e outros materiais flexíveis se romperem ou se separarem, nem a função do berço ficar prejudicada.
  • Arestas, bordas, cantos, componentes pequenos e partes salientes devem ser livres de rebarbas, devendo ser chanfradas ou arredondadas, de forma a impedir que a criança se exponha ao risco de cortes e outros ferimentos.
  • O berço, após montado, não pode possuir acessórios que contenham pontas perfurantes, partes cortantes, partes pequenas destacáveis, cordões com comprimento acima de 20cm, pontos de cisalhamento, pontos de compressão, ou outras características que possam colocar em risco a saúde ou a segurança da criança.
  • O berço deve estar livre de pontos de apoio, de forma a evitar que a criança transponha ou escale as barreiras do berço, entendo-se por barreiras tanto as grades, como a cabeceira e peseira.
  • Partes pequenas que constituem o berço, situadas na área acessível, agarráveis pela criança, inclusive por seus dentes, e que possam ser indevidamente ingeridas não podem ser removíveis ou se soltarem, de forma a prevenir o risco de engasgamento por ingestão ou inalação.
  • Rótulos, etiquetas e selos não podem ser fixados na área acessível do berço.
  • O berço deve ser equipado com barras (grades) ou algum outro tipo de barreira (telas, por exemplo) em todo o seu perímetro, não podendo possuir laterais ou extremidades móveis. Isso é algo que mudou da época que compramos o berço da Carolina, pois o dela ainda possui um sistema de deslizamento da grade lateral, para supostamente facilitar a retirada do bebê. Foi um diferencial apresentado no móvel na hora da compra, que, para ser sincera, nunca usamos!
  • Telas com trama devem ter furinho com até 0,7cm de abertura
  • A distância entre as ripas das grades laterais precisa ser de no máximo 6cm.
  • Rodízios e rodas só devem ser instalados com uma das seguintes configurações: dois ou mais rodízios ou rodas e, pelo menos, dois outros pontos de apoio; ou, quatro rodízios ou rodas, das quais, pelo menos, duas devem possuir sistema de travamento que impeçam os rodízios ou rodas de rodar ou se destravar.
  • Na regulagem mais baixa, a distância entre a parte de cima do estrado do berço e a parte mais baixa da travessa da madeira superior da grade lateral do berço (acreditem, essa foi a melhor forma que consegui explicar), bem como da cabeceira e peseira, tem que ter pelo menos 60cm para os berços tipo 1 (aqueles que servem até quando a criança for maiorzinha) e pelo menos 30cm para os berços tipo 2, mesmo quando o berço estiver sob carga. Eu medi o berço da Carolina e a distância entre a parte de cima do estrado até o final da parte de cima da grade lateral é de 65cm.
  • Na regulagem mais alta, essa distância tem que ser de pelo menos 30cm nos berços tipo 1. Os berços tipo 2 não permitem essa regulagem de altura do estrado.
  • Quando utilizado com o colchão, não deve haver espaço maior que 3cm entre a estrutura do berço (laterais ou cabeceiras e peseiras) e o colchão.
  • Recomenda-se o uso de colchão com espessura máxima de 12cm. Dessa forma, quando a regulagem do estrado estiver em sua altura mais elevada, ainda restarão 18 cm de proteção lateral. O colchão da Carol tem 10cm. Isso significa que do colchão ao limite da grade lateral, na regulagem mais baixa do estrado, sobram 55cm de distância.
  • O conjunto formado por berço e colchão deve estar livre de vãos que provoquem o encaixe da criança e sua consequente sufocação.

Outras observações

Essas regras são aplicáveis a:

  • berços dobráveis (que pode ser desmontado ou dobrado, para transporte, sem uso de uma ferramenta; não inclui os berços portáteis com alça);
  • conversíveis (que podem ser usados para outros fins, como unidades para troca, mini camas, cercados e cômodas);
  • pendulares (que permite movimento em qualquer direção);
  • de balanço (que imita o movimento de ninar); e
  • modelos com menos de 90 centímetros de comprimento.

Não se aplicam aos berços portáteis com alça, também chamados de moisés, os cercados, os berços utilizados para fins hospitalares, as cadeiras de descanso, os berços projetados para serem colocados ao lado da cama (do tipo bedsidesleepers ou co-sleepers) e os berços aquecidos, que estão sujeitos a regras da vigilância sanitária.

Todos os modelos devem trazer alertas quanto aos riscos e exibir a especificação das medidas adequadas do colchão a ser usado para respeitar as margens de segurança ou mesmo se o modelo não deve ser usado com colchão adicional em cima da base acolchoada, no caso dos dobráveis.