Por Fabiana Bellentani

Quando comecei a analisar o que precisava comprar para o enxoval da Carolina, uma das coisas que tomou um pouco do meu tempo em pesquisas foi a babá eletrônica. Isso porque existem muitos modelos no mercado, alguns muito simples e outros com muito mais do que eu considerava realmente necessário.

Fiz minhas comparações, conversei com algumas amigas e optei por uma que, ao meu ver, é bastante completa e me atende muito bem até hoje. E, olha, que a Carol já está com 2 anos e ela continua sendo muito, mas muito útil por aqui!

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Pra que serve?

A babá eletrônica serve para observar ou escutar o bebê remotamente, sendo principalmente utilizada no quarto da criança durante suas horas de sono (sejam elas diurnas ou noturnas).

Quais atributos considero essenciais em uma babá eletrônica?

  • Bom alcance de sinal
  • Tamanho da tela da unidade dos pais
  • Possibilidade de controlar a câmera remotamente, propiciando ampla visão do quarto
  • Possibilidade de ter uma imagem clara do bebê durante a noite
  • Possibilidade de falar com o bebê através de intercomunicador

Qual modelo e marca comprei e por que?

O modelo que compramos propicia o seguinte:

  • Tecnologia wireless de 2,4 GHz, que oferece uma conexão mais confiável com menores chances de queda de sinal. Isso permite também que a unidade dos pais (monitor) não tenha que ficar o tempo todo conectada na tomada para permanecer funcionando.
  • Alcance de sinal de 180 metros, muito bom. Andamos com a babá pela casa inteira, em andares diferentes, e o sinal permanece inalterado.
  • Imagem noturna perfeita. O próprio sensor da câmera detecta a falta de luz e ativa automaticamente os LEDs infravermelhos. A imagem do monitor passa a ser “transmitida” em preto e branco, mas com excelente nível de detalhe.
  • Termômetro de ambiente bastante preciso. Se a temperatura passa de 29ºC ou fica abaixo de 14ºC, uma luzinha vermelha se acende na tela para indicar que o cômodo está muito quente ou muito frio.
  • Possibilidade de controlar volume e luminosidade da tela.
  • Músicas de ninar configuradas na câmera, que podem ser ativadas remotamente pela unidade dos pais. Usamos essas musiquinhas só agora que a Carol ficou mais velha. Não acho essencial.
  • Indicação de ruído, ou seja, mesmo que o volume esteja no mínimo, é possível identificar um choro mais intenso pela indicação das luzes do monitor.

Optamos pelo modelo MBP36 da Motorola, que hoje equivale ao MBP36S.

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Existe algum ponto ruim?

O único até agora é que o micro-ondas dá interferência no sinal quando ligado (rs!). Digo isso porque levamos a unidade dos pais todo dia para a cozinha de manhã e a babá fica apitando enquanto o micro-ondas está em uso.

Como usei e ainda uso a babá eletrônica?

Antes mesmo da Carol nascer, fixamos a câmera na parede, numa altura que permitisse uma visão completa do berço. Escolhemos também um ponto que ficasse longe do alcance, caso estivéssemos usando a babá com ela já maiorzinha.

Usar, usar mesmo, só começamos a partir do segundo mês da Carolina, quando ela passou a dormir no seu quarto sozinha.

Sempre deixei a unidade dos pais próximo à cabeceira da cama e, no início, deixávamos a tela acesa e o volume no máximo. Era como se tivéssemos um pequeno abajur ligado o tempo todo no cômodo. Além disso, o som era tão alto e claro que escutávamos o barulho do ar condicionado do quarto dela amplificado ao extremo no nosso!

Depois de alguns dias, percebemos que era perfeitamente possível escutar seu choro mesmo com um volume intermediário. Passamos também a desligar a tela, pois não havia a menor necessidade de deixá-la constantemente acesa.

Depois de nos acostumarmos com o som da babá e o hábito noturno da Carolina, vimos que o volume no mínimo é mais do que suficiente para acordarmos com qualquer reclamação.

Hoje ainda usamos a babá, pois, além de dormirmos com as portas fechadas, nossos quartos ficam em pontas opostas do corredor. Colocamos a Carol para dormir um pouco antes de nós e ainda usamos o monitor para acompanhar o momento em que ela pega no sono. Já percebemos ela passando mal de madrugada também com a ajuda da babá eletrônica, pois a ouvimos nos chamar claramente pelo aparelho.

Outras considerações

A babá eletrônica da Carolina foi comprada há 2 anos atrás. O modelo ainda existe e é bastante procurado, principalmente por quem monta o enxoval nos Estados Unidos. Atualmente, no entanto, existem modelos mais modernos que permitem, inclusive, que se visualize o quarto do bebê por um tablet, celular ou computador. Acho que vale a pena avaliar se essas características interessam e serão efetivamente utilizadas por vocês.