Por Fabiana Bellentani

Contei no começo da semana que a decisão de batizar a Carolina levou em conta uma série de ponderações e convicções pessoais minhas e do Eric, meu marido. Mas uma vez tomada, demos início a alguns preparativos.

Convite

Além da escolha da Igreja e do local da comemoração posterior (assuntos para os quais reservarei posts específicos), fiz questão de preparar um convite para que nós, pais, e padrinhos tivéssemos uma recordação bonita e simples da data e Igreja do batizado.

Fizemos, então, um convite em pergaminho off-white, com envelope da mesma cor, em tamanho 13,5cm x 18,5cm, e pedi à mesma calígrafa que fez nossos convites de casamento, que redigisse o texto em tinta cinza.

Para que ficasse delicado e feminino, o mesmo fornecedor que fez as lembrancinhas, fez também uns laços chanel, que envolvemos no envelope, antes de fecharmos com o saquinho de celofane.

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Lembrancinhas

Como a comemoração foi um almoço no clube que frequentamos, sem mesa de doces, encomendei para cada convidado, uma caixinha em madeira forrada, preenchida com um mini-terço, um saquinho com amêndoas e dois pães de mel que fizeram as vezes do bolo. Na tampa, havia o mesmo laço cinza que acompanhou o envelope do convite.

Dentro da caixinha também foi um cartão de agradecimento, feito no mesmo pergaminho do convite, também redigido pela calígrafa.

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Vestimenta

Por ter sido batizada já com quase 2 anos, um vestido branco, longo, com pequenos detalhes, bem delicado, seria ideal para a ocasião. Como foi comprado com certa antecedência e crianças crescem como trepadeira nessa idade, escolhemos um modelo com um ajuste de fita acima da cintura, para que a peça pudesse vestir perfeitamente no dia.

O sapatinho também foi branco, de pelica, com um lacinho lateral no fechamento.

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Jóias

Logo pequenininha, a Carol ganhou vários brinquinhos e pulseiras. Os de pérola, dados pela avó paterna e avô materno, foram reservados para essa ocasião, pois são especiais.

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Toalha de batismo

A toalha de batismo é um item tradicional e, muitas vezes, é a única peça que a família guarda de recordação.

A que usamos com a Carolina foi de linho branco, com bordado do divino espírito santo também em branco, medindo 0,46cm x 1,10cm.

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Relação de profissionais deste post

Pergaminho e envelope dos convites: Operação Papel (SP)

Calígrafa: Rose Godoy (SP)

Laços dos convites e lembrancinhas: Dpresente (SP)

Fotografia: Carmen Fernandes (SP)

Vestido e toalha de batismo: Trousseau Petit

Sapatos: Rodalu (SP)

Brincos e pulseira em pérolas e ouro: Vivara

Por Fabiana Bellentani

A Carol foi batizada ano passado (2015), no dia 10 de outubro, depois de dias de debates familiares que foram desde a decisão de batizá-la ou não, ter padrinhos ou não, até número de convidados e tipo de comemoração que faríamos após a celebração.

E como acredito que esses (ou parte desses) dilemas não acontecem só na minha casa, quero dividir com vocês tim-tim por tim-tim como foi todo processo decisório e de planejamento do batizado.

Hoje começo do começo (rs!), ou seja, por tudo que ponderamos e discutimos antes de decidirmos pelo batismo.

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Normalmente bebês são batizados com menos de 1 ano; na maioria das vezes, com menos até de 6 meses, mas a Carol foi com 1 ano e quase 9 meses.

E por que demoramos tanto?

Porque não tínhamos um consenso quanto ao assunto. Na verdade, acho que empurrei a questão o máximo que pude, porque sabia que eu e meu marido teríamos opiniões muito diferentes. Sabia que a decisão de batizá-la ou não envolveria convicções pessoais e familiares, com eventual potencial de discussão entre nós.

Eu venho de família católica, fui batizada, fiz primeira comunhão, crisma, fiz questão de casar na Igreja e, apesar de não ser praticante, acredito em Deus e rezo sempre que o cansaço me permite, para agradecer e pedir proteção. Batizar a Carolina sempre foi importante para mim, pois significava seguir com ela os mesmos passos que foram tomados comigo.

O Eric, meu marido, também vem de família católica, também foi batizado, não é praticante, mas acredita em algo superior, em fazer o bem. Ao contrário de mim, para ele, o batismo não era necessário em função da liberdade de escolha de religião (o que, na minha opinião, ela continua tendo, mesmo sendo batizada).

Paralelamente, se batizássemos, meu desejo era fazer uma pequena celebração com família e amigos próximos, o que, para o Eric, era totalmente dispensável. Eu achava que o gasto seria por um motivo nobre.

Além disso, questionávamos a necessidade de padrinhos, apesar de termos nossos irmãos que assumiriam (como assumiram) muito bem os papéis. Não queríamos que os padrinhos nos fossem impostos, uma obrigação, pois a essência do sacramento não exige esses “personagens”. O batismo é conceitualmente um sacramento de iniciação e as figuras da madrinha e do padrinho foram criadas ao longo do tempo, passando por diversos significados, chegando atualmente à função de auxiliar a criança na educação religiosa.

E as famílias, o que achavam? Bom, nem uma, nem outra opinou em nada, até porque julgamos certo fazer aquilo que consideramos adequados para nós. Mas é claro que havia um certo questionamento “de quando a Carolina seria batizada”. De qualquer forma, o que decidíssemos seria respeitado pelos dois lados.

Diante de tantas variáveis, ponderamos muito, conversamos muito, até brigar, brigamos… E no final das contas, decidimos que faríamos o batizado, mas seria uma cerimônia pequena, íntima, apenas com familiares. E olha que temos uns 4, 5 amigos muito, mas muito próximos que são considerados família, mas nem esses entraram na lista. Foi a forma que encontramos de satisfazer a mim e ao Eric: celebramos o sacramento, porque era importante para mim, mas sem transformar a comemoração em algo grandioso, pois não era esse o intuito.

Tivemos a presença apenas dos avós, tios e bisavó. Meu irmão e cunhada foram padrinho e madrinha, pois sentimos que ambos faziam questão e são pessoas com os mesmos valores que os nossos.

Depois, comemoramos com um almoço no clube que frequentamos, o que rendeu um ensaio fotográfico lindo!

E querem saber um segredo? Quando tudo terminou, o marido se arrependeu de não ter chamado mais gente!

Relação de profissionais deste post

Fotografia: Carmen Fernandes (SP)