Por Fabiana Bellentani

Uma mala de maternidade é muito mais que apenas kits de roupinhas do bebê, roupas para a mãe e para o pai. Descrever o básico seria apenas “chover no molhado”, repetir o que todo mundo fala e o objetivo do blog não é esse!

Uma mala de maternidade inclui documentos, alguns equipamentos eletrônicos, carrinho de bebê, e outros lembretes básicos que ajudam os recém-nascidos-mamãe-e-papai a se virarem bem nos dias de internação.

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O que sugiro e indico sempre é levar apenas o necessário. No meu caso, respeitei a orientação do hospital, mas imaginei o que precisaria naqueles dias e tentei levar o mínimo possível de coisas, começando pela mala.

Existem no mercado inúmeras malas de maternidade para bebês, algumas, inclusive, combinando com a mala da mamãe. Antes da Carol nascer, no entanto, pesquisei alguns modelos, mas a maioria era muito pequena para acomodar os seis kits de roupinhas que a maternidade pede.

A maternidade que escolhemos para o nascimento da Carol pratica a coabitação integral do bebê com a mãe. Isso significa que o bebê fica no quarto com os pais desde que nasce. Não é levado para troca de enfermagem, banho, fraldas, nada. Isso foi uma vantagem enorme, pois não tivemos que deixar “mala do bebê” com ninguém, ou entregar diariamente os kits de roupinhas. Com isso, minha organização foi muito facilitada, pois pude levar tudo em uma única mala de viagem média. Nela foram os kits da Carol, as minhas roupas e nécessaires e as do meu marido.

Se o hospital, no entanto, leva o bebê para alguns procedimentos, principalmente para troca de fraldas e banho, então indico uma mala para o bebê e uma para a mamãe e o papai.

Vou deixar para outro post as orientações de como montar os kits das roupinhas do bebê e de como organizar esses kits dentro da mala, ok? A intenção da publicação de hoje é disponibilizar um checklist completinho de tudo que precisamos levar para a maternidade. Se quiser, você pode imprimir o arquivo em nossa página de downloads ou clicar aqui.

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Por Fabiana Bellentani

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Muitos casais já sabem desde o início em qual maternidade terão seu bebê. Para outros, no entanto, a escolha não é tão fácil. Para o nascimento da Carolina eu já tinha uma maternidade específica em mente, mas nossa decisão foi tomada depois de algumas considerações. O que avaliamos foi o seguinte:

Estrutura hospitalar

A estrutura hospitalar foi um dos principais critérios que consideramos para a escolha da maternidade. A primeira preocupação que nos vinha à cabeça era: se a Carol precisar de uma UTI neonatal, qual hospital poderia proporcionar uma excelente estrutura para um atendimento e/ou procedimento de emergência? E se eu precisasse de uma UTI ou um procedimento?

Buscamos, portanto, hospitais que fossem muito bem equipados e, nesse ponto, o que contou muito a favor do que escolhemos foi a pouca quantidade de quartos reservada à maternidade.

Você pode achar que isso é uma desvantagem, mas, na verdade, não é. Pelo menos, para nós, não foi. Nosso hospital tinha em torno de 8 quartos apenas reservados à maternidade. Isso significa que, mesmo trabalhando com lotação, a atenção da equipe de enfermagem seria maior às mães e aos bebês internados.

Além disso, menos quartos também significam menor rotatividade de bebês no berçário e na UTI neonatal, o que, por consequência, também representa menos chances de uma infecção hospitalar.

Experiência profissional dos médicos

Junto com a estrutura hospitalar, buscamos também conhecer um pouco das equipes médicas dos hospitais que eram opção, principalmente dos médicos chefes das UTIs. O que nos ajudou muito foi a opinião da minha médica obstetra.

Além das pesquisas que fizemos por nossa conta, tivemos uma excelente recomendação sobre a médica pediátrica chefe da UTI neonatal do hospital que escolhemos. Uma profissional super engajada em pesquisas, com muita experiência na área e também chefe pediátrica de outros hospitais referência em pesquisas infantis.

Filosofia do hospital

O hospital que escolhemos tem como principal valor a humanização do atendimento, o que representa profissionais dedicados a observar não só o quadro clínico do paciente, mas também seu aspecto emocional. E vocês hão de convir que para uma mãe de primeira viagem, com os hormônios à todo vapor, isso é bem importante!

Conforto e hotelaria hospitalar

Já conhecíamos a estrutura, mas fizemos questão de conhecer previamente como seriam os quartos e o atendimento de hotelaria da maternidade. Vimos ambientes espaçosos, com boa estrutura para acomodar a mim, minha filha e meu marido, bem como para receber nossas visitas com tranquilidade. Quartos com varanda, mobiliário novo, banheiros grandes e com espaço suficiente para apoio de nécessaires e com as mesmas amenidades que encontramos em hotéis. Além disso, toda estrutura de corredores e salas de espera era super limpa e moderna, com serviço de recepção seguro e acolhedor.

Segurança

Além da preocupação em saber que todos os visitantes da maternidade seriam obrigatoriamente identificados na recepção, o que nos interessou foi o fato de haver um controle na liberação das visitas. Se, por exemplo, fosse hora de mamada, tínhamos condições de pedir que as visitas aguardassem um pouco para subir ou entrar na maternidade. E para esse controle, havia um segurança 24 horas na porta do acesso do andar.

Compartilhamento do bebê no quarto

Outros ponto de gostamos muito foi a forma de compartilhamento do bebê no quarto. Nossa maternidade adota a coabitação integral do bebê com a mãe, o que significa que o bebê fica no quarto 24 horas por dia. Não sai para troca de turno de enfermagem, para banho, troca de fraldas, nada.

O fato da Carol ficar conosco, aliado à “exclusividade” da equipe de enfermagem, permitiu que pudéssemos pôr a “mão na massa” logo de cara nos seus cuidados. Fizéssemos todas as trocas de fraldas, demos todos os banhos no hospital, vestimos e cuidamos dela já desde o início. Quando chegamos em casa, esses cuidados básicos não eram novidade, algo apenas treinado em bonecos.

Hospital indicado pelo médico

É claro que a questão financeira também deve ser levada em consideração e, para isso, também cogitamos outros hospitais em que nossa médica obstetra estava acostumada a atender e, dentro deles, quais eram atendidos pelo nosso plano de saúde.

Proximidade de nossa casa e de nossos pais

A proximidade também foi um fator que contribuiu para nossa decisão. Não foi o primordial, mas eu diria que foi um ponto a mais. A proximidade de nossa casa nos ajudou bastante nas idas e vindas para pegar mala, lembrancinhas, etc. (já contei para vocês que entrei no hospital sem nada).

Além disso, sabíamos que nossos pais seriam visita frequente e a proximidade ajudou muito até para uma ou outra coisa que eventualmente precisasse ser trazida ou levada por eles.

Certidão de Nascimento

Outra vantagem oferecida pela maternidade foi a obtenção da certidão de nascimento. A Carolina nasceu em um sábado e, na segunda-feira seguinte, estávamos com sua certidão de nascimento em mãos. Não precisamos nos preocupar com nada, a própria hotelaria do hospital chamou um representante do cartório, que foi até nosso quarto, pegou nossos documentos e providenciou o necessário. Levou tudo de manhã e no final da tarde já estava de volta.

Bom, diante de tudo isso vocês devem estar se perguntando qual hospital escolhemos, certo? Foi o Samaritano de São Paulo e divulgo sem interesse nenhum.

Nossa estadia foi perfeita, melhor impossível! Além de nós, havia apenas um outro casal no andar, o que significa que tivemos a equipe de enfermagem trabalhando quase que com exclusividade para nos atender.

Além disso, não tivemos nenhum incômodo com barulho de pessoas conversando nos corredores ou de visitas em horários inapropriados. E olha que esse tipo de reclamação ouvi de amigas que tiveram bebês em hospitais super renomados de São Paulo (SP). Uma delas tinha uma reforma a dois quartos do que ela estava, e outra precisou chamar segurança por causa de barulho nos corredores depois das 23:30.

E por falar em hospital renomado, digo com toda segurança que, em termos de qualidade de quarto, conforto, hotelaria e estrutura médico-hospitalar, o Samaritano não só não deixa nada a desejar, com bate de dez a zero nas tais maternidades “referência”.

Fiquei 100% satisfeita com nossa escolha e, se tivesse outro bebê, teria lá novamente!