Por Fabiana Bellentani

Para terminar nossa série de posts sobre viagem de avião com bebês, hoje falo um pouquinho sobre como coordenar alguns procedimentos com a criança durante o voo.

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Troca de fraldas

Quase todas as aeronaves possuem espaço para troca de fraldas nos banheiros. Não é nenhum espaço gigante, mas dá tranquilamente para fazer todo o trabalho sem muita dificuldade.

Nos voos que fizemos com a Carolina, tivemos algumas trocas de fraldas e todas foram sempre muito tranquilas. Como comentei anteriormente, deixo as coisinhas dela organizadas em nécessaires e, quando houve necessidade, puxei a de fraldas e o trocador portátil e segui para o banheiro.

Algo que acho péssimo, mas que, se o avião não tiver o trocador, não há outra alternativa, é fazer a troca na própria poltrona. Antes da Carol nascer, tivemos essa experiência umas duas fileiras antes da nossa e não foi nada agradável. E olha que, nesse caso, não foi porque o avião não estava equipado, mas simplesmente porque a mãe teve preguiça de fazer o procedimento no lugar adequado. O cheiro de cocô se espalhou por toda aeronave e eu prometi que nunca faria o mesmo quando tivesse filhos!

Amamentação e/ou Alimentação

Também já comentei anteriormente que é possível levar mamadeiras e papinhas na bagagem de mão (mochilas, no meu caso), mesmo que seu conteúdo ultrapasse 100ml, que é o limite de líquido permitido por passageiro.

Se o bebê não está acostumado a tomar o leite ou comer a papinha em temperatura ambiente, é possível pedir aos comissários que os esquentem. Se a aeronave permitir, ninguém vai se recusar a fazer o favor. Só não peçam durante o serviço de bordo.

Existem aviões que não têm condições de aquecimento de líquidos e refeições. Se quiser se precaver, neste caso, pense em levar as papinhas em potes térmicos já pré-aquecidas.

Distração e entretenimento

Manter um bebê ou criança pequena sentada por muito tempo em um bebê conforto, cadeirinha ou poltrona de avião é muito difícil. Não é impossível, mas tem que ter algum tipo de distração ou entretenimento. Por isso, leve sempre alguns brinquedinhos adequados a cada idade.

Nos voos que fizemos com a Carol, levamos uns dois ou três dos seus brinquedos preferidos, aqueles com os quais ela se sente confortável, que são seu “porto-seguro”. Deixamos que ela os escolhesse antes das viagens, perguntando quais que ela gostaria de levar para passear em um ou outro lugar. Claro que as opções disponibilizadas também sempre foram pré-selecionadas, para que não houvesse risco dela escolher algo muito grande.

Além dos brinquedos, o que sempre funcionou bem com a Carolina foi a revista do avião ou o cartão de procedimentos de segurança. As imagens e desenhos distraem bastante e servem de ponto de partida para uma história ou atividade de “Olha, o que tem nessa página de legal?”.

A única coisa que sugiro é evitar ao máximo ficar andando pelo corredor ou indo pra lá e pra cá na área dos comissários. Isso atrapalha a rotina interna da aeronave, além dos demais passageiros.

Por Fabiana Bellentani

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Eu e meu marido sempre fomos da política de carregar o menos possível de coisas na mão para não tumultuar o procedimento de embarque e desembarque, que já é naturalmente conturbado.

Já comentei que fizemos, até agora, três viagens aéreas com a Carol e, com exceção de Buenos Aires, que foi um trecho mais curto e ela já estava maiorzinha, nas duas outras ocasiões, não levamos em nenhum voo a bolsa de fraldas como normalmente fazemos para um passeio comum. Quer dizer, levamos, mas na mala, para usarmos nos passeios de cada destino. Para o embarque, carregamos apenas duas mochilas com tudo que precisamos, e as coisas da Carol eu acondicionei em nécessaires, para ajudar na organização e facilitar o acesso.

Nos voos em que a Carolina teve assento próprio, deixamos a mochila com as coisas dela embaixo da poltrona à nossa frente (o que é permitido), sem atrapalhar ninguém ou infringir qualquer norma de segurança. O acesso a tudo sempre foi fácil e rápido desse jeito. E mesmo que os comissários peçam que a mochila seja colocada no compartimento de bagagens, as nécessaires separadas ajudam bastante a puxar apenas o necessário.

Eu monto as nécessaires da Carol assim:

  • Uma com umas seis fraldas, pomada de assadura, lencinhos umedecidos e saquinhos para fraldas sujas.
  • Outra com a(s) mamadeira(s) e o dispenser de leite, ou a mamadeira já com a quantidade certa de leite dentro. Nas viagens curtas, levei apenas uma. Nas mais longas, levei duas, uma já cheia de água e outra vazia, pois água a gente consegue no avião. Se preferir, é possível levar as duas já cheias, pois quando se viaja com crianças o limite de 100ml de líquido por passageiro é liberado em função das necessidades do bebê. E, se precisar, dá para pedir que os comissários aqueçam um pouco a mamadeira. Só evite fazer isso durante o serviço de bordo. Eu particularmente nunca precisei, pois a Carol sempre tomou o leite à temperatura ambiente.
  • Em outra coloco (quer dizer, colocava porque agora não preciso mais) um ou dois potinhos de papinhas, além do babador e talher (esses continuam).

Além das nécessaires, levo também:

  • Uma troca de roupa;
  • Um agasalho;
  • O trocador portátil da bolsa de fraldas;
  • Um potinho pequeno com alguns biscoitos;
  • Umas duas ou três chupetas, acompanhadas de uma naninha (aquele paninho ou fraldinha de pano que as crianças adoram segurar para dormir).
  • Uns dois ou três brinquedos pequenos e leves.

Sempre levei comigo também alguns medicamentos. Na verdade, quando fomos para Gramado, por ser a primeira viagem de avião, e Estados Unidos, por ser um destino internacional com duração de 15 dias, tomamos o cuidado de marcar uma consulta pediátrica prévia para que tivéssemos orientação correta quanto aos remédios que precisaríamos levar em cada um dos casos.

A orientação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) é de que haja sempre a prescrição médica acompanhando os medicamentos levados a bordo, mas eu nunca levei e não tive problemas.

De qualquer forma, como cada um tem uma dosagem específica, ao invés da prescrição, fiz pequenas etiquetas com tudo que precisávamos saber para ministrar cada remédio: nome do medicamento, dosagem e aplicação. Por exemplo: Alivium | […] gotas | dor ou febre ou Dramin B6 | […] gotas de 6h/6h | vômito. Colei essas etiquetinhas em cada frasco e ficou tudo à mão para uma eventual emergência ou necessidade.

O que levei nas mochilas foi o seguinte:

  • um analgésico/antitérmico (como a Novalgina, Tylenol, ou Alivium, por exemplo) para uma febre inesperada;
  • um fluidificante nasal (como o Rinosoro Infantil, por exemplo) para umidificar o nariz da Carol, já que o ar do avião é bastante seco;
  • e um medicamento para vômito, o famoso DraminB6.

Aqui vale um parênteses honesto e sincero sobre o DraminB6. Na viagem para Gramado não me preocupei com isso, mas, quando fomos para os Estados Unidos, tive o receio da Carol ficar muito agitada, de não dormir (o voo foi noturno) e esgotar a si mesma, a nós e aos demais passageiros.

Já tinha tido relatos de casais amigos, cujos filhos, com a mesma idade da Carol na época, haviam “virado do avesso” no avião e deixado a todos de cabelos em pé! “Tive que me trancar no banheiro com ele!” um amigo comentou uma vez. “Cheguei em São Paulo com dor em todos os músculos do corpo de tentar segurá-la.” comentou outra. Fiquei com receio do mesmo acontecer com a Carol, pois estaríamos em um voo de quase 10 horas.

Na tal consulta pediátrica prévia, perguntei se havia algo que pudéssemos dar em uma situação dessas e, sim, existe: o famoso DraminB6! Ele é efetivamente um medicamento para vômito, mas que dá sono como efeito colateral. Em uma situação de “terror a bordo”, eu poderia dá-lo sem maiores complicações, respeitando, é óbvio, a dosagem certa e o intervalo entre uma e outra.

Se eu usei? Sim, usei! No voo de ida para os Estados Unidos. A Carol não estava fazendo bagunça, ou chorando, nada disso. Mas já era mais de 2:00 da manhã e ela nada de dormir. Dei a quantidade de gotinhas recomendada pela pediatra e depois de mais uma hora ela pegou no sono. Dei para que ela descansasse e chegasse bem no destino final, sem sentir o desgaste do voo noturno e funcionou bem.

Carrinho

Outro item indispensável para se levar no embarque e que NÃO conta como bagagem de mão é o carrinho. É possível levá-lo e, na maioria dos casos, também pegá-lo de volta na porta do avião. Eventualmente, ele é devolvido na esteira de bagagem.

Ao deixar com um dos comissários ou com a equipe de embarque, algumas companhias aéreas embalam o carrinho em um saco protetor, mas, se preferir, é possível levar seu próprio saco plástico ou a capa específica, se houver. Só tome o cuidado de retirar bandejas frontais, ganchos para bolsas ou qualquer outro acessório que possa se perder ou ser furtado. Nós sempre retiramos tudo, antes até de sairmos de casa para o aeroporto, levando esses itens dentro da mala.

Fica aqui uma dica para quem está lendo esse post e ainda não comprou o carrinho de bebê. Muita gente compra dois carrinhos, um principal, que normalmente é mais “trambolho”, e um segundo, mais simples, chamado de guarda-chuva por causa do seu sistema de fechamento. Esse segundo é o que as pessoas que fazem as duas aquisições levam para os embarques, por serem mais práticos. Alguns modelos, inclusive, quando fechados, ficam do tamanho de uma mala de mão.

Pois bem. Nós compramos apenas um carrinho de bebê para a Carolina, que é o que usamos com ela até hoje, desde o seu nascimento. O fechamento é super simples, sem necessidade de desmontar nenhuma peça. Basta apertar um botão e puxar uma alça. E mesmo com toda essa praticidade, continua sendo robusto, confortável e seguro.

Minha dica, portanto, é: diante de toda facilidade que as companhias aéreas fornecem para quem viaja com bebês, não vale a pena, na minha opinião, ter o gasto do segundo carrinho, principalmente se ele for ocupar o espaço de uma bagagem. Indico investir em um que tenha a mesma praticidade de um guarda-chuva, sem perder em conforto e segurança.

Ah! E detalhe: também nunca tivemos dificuldade em passar pelos sistemas de segurança de qualquer aeroporto com o carrinho que escolhemos!

Por Fabiana Bellentani

Como comentei no post anterior, as três viagens de avião que fizemos até agora com a Carolina foram para um destino nacional e dois internacionais. O horário e tempo de voo foram bastante diferentes em cada um dos casos e nossos cuidados e preparos também foram específicos para cada situação.

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Acho que o período de voo é sempre o mais “tenso” para os pais, pois é quando a criança tem mais tendência de ficar inquieta, de chorar e incomodar a todos. Nós sempre tivemos voos tranquilos, sem choro, sem bagunça ou correria pelo corredor, sem “senta e levanta”, sem stress. Nossas preocupações com relação ao voo foram as seguintes:

Voo diurno ou noturno?

Minha indicação é: para voos longos, opte por noturno, período natural de sono das crianças. Para curtos, tente ao menos coincidir com o horário de soneca, quando possível.

Nossa primeira viagem com a Carol foi para Gramado, no Rio Grande do Sul, Brasil, quando ela estava com um 1 ano e 5 meses (aliás, já tenho outro post pronto explicando do porque esperamos até essa idade para viajarmos com ela).

O voo era de aproximadamente 1 hora e 20 minutos, então deu tranquilamente para pegarmos um diurno. Tentamos apenas coincidir o tempo de avião com seu horário de soneca da tarde. Não era essencial, mas deu super certo! Tanto na ida, como na volta, ela dormiu praticamente o tempo todo, sem nenhuma dificuldade.

A segunda viagem foi em outubro de 2015 para os Estados Unidos, com a Carol com 1 ano e 9 meses. Saímos de São Paulo para Nova York, em um voo de 10 horas, e voltamos de Miami para São Paulo, em outro de 8. Lá dentro fizemos mais dois voos internos, um de Nova York para Las Vegas, com aproximadamente 6 horas, e outro de Las Vegas para Miami, com um pouco mais de 5.

Como o tempo de avião era bastante longo, optamos por voos noturnos, para coincidir com seu horário de sono. Além disso, havia uma diferença de fuso horário de 3 horas a menos. Por isso, na ida, escolhemos um voo com uma decolagem bem tarde (perto da meia-noite) para que chegássemos lá num horário que fosse cedo, mas não de madrugada. Isso permitiu que ela já fosse se acostumando com o local.

Para a volta, pegamos uma opção mais cedo (por volta das 20h00), pois teríamos a diferença inversa de fuso e precisaríamos nos adaptar novamente ao horário brasileiro.

Nessa ocasião, por causa da agitação de aeroporto, sala de espera, etc., a Carolina demorou um pouco para pegar no sono no voo de São Paulo a Nova York. Mas mesmo enquanto acordada, ficou tranquila, sentada, brincando com seus brinquedinhos, distraindo-se com a revista do avião.

Já os deslocamentos internos nos Estados Unidos foram em dias diferentes (claro!), mas todos diurnos, pois queríamos descansar bem em cada um dos destinos. Nos dois casos, a Carolina dormiu em torno de 2 horas durante o voo e brincou sentadinha no restante, sem andar pelo corredor, pular na poltrona ou dar qualquer tipo de escândalo ou choro. Credito esse comportamento novamente aos brinquedinhos e a todo nosso longo esforço (bastante suado, por sinal!) de ensiná-la a esperar sentada sempre que a situação pede (depois escrevo sobre isso também, ok?).

A terceira viagem foi para Buenos Aires, na Argentina, em janeiro de 2016, já com 2 anos. Nesta, o voo foi de quase 3 horas e nossa preocupação foi menor, pois a Carol já estava maiorzinha. Escolhemos voos diurnos, tomando apenas o cuidado de não quebrar muito sua rotina, tendo que acordar mais cedo do que ela está acostumada. Ambos, o de ida e volta, foram durante a tarde e, assim como aconteceu nos outros, ela dormiu em torno de 2 horas e brincou tranquila no tempo restante.

Ir no colo ou em assento próprio?

O assento próprio para crianças só é exigido a partir de 2 anos. Antes disso, o bebê pode viajar tranquilamente no colo dos pais, sem ter que pagar nada a mais por isso.

A viagem para Gramado foi um teste para a viagem dos Estados Unidos. Fomos com a Carolina no colo e sentimos o que é ficar 1 hora e 20 minutos direto com um bebê nos braços, em uma poltrona estreita, sem muita alternativa para mudar de posição.

Para os Estados Unidos, então, decidimos comprar um assento exclusivo para a Carol, mesmo sem ela ter 2 anos. Acreditamos que o conforto dos pais e principalmente a segurança da criança justificam o gasto, já que a passagem é em torno de 60% o preço da de um adulto. Com seu próprio assento, é possível levantar os braços das poltronas contíguas e colocar a criança deitada no seu espaço, com o cinto de segurança ao redor da cintura. Foi o que fizemos com a Carol, permitindo que nós também descansássemos durante o voo.

Nos deslocamentos internos dos Estados Unidos também compramos um assento específico, por comodidade, conforto e segurança.

Cadeirinha exigida pelas companhias aéreas para o bebê viajar em assento próprio

Fica aqui um alerta! Quando compramos um assento para o bebê, é norma que a companhia aérea exija uma cadeirinha ou bebê conforto que caiba na poltrona do avião e que seja certificada para uso aeronáutico por um país membro da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI).

No momento da reserva, achei que não seria problema usar a cadeirinha que já tinhamos, pois acreditei que essa certificação fosse algo padrão, que viesse de fábrica em todos os modelos. Quando fui pesquisar, no entanto, vi que esse certificado só existe em peças fabricadas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa. A cadeirinha que usamos atualmente com a Carol é fabricada no Brasil e não possui o tal certificado. Sinceramente, essa “história da cadeirinha” foi o maior transtorno da viagem!

Minha busca para saber como era esse certificado e em qual cadeirinha o encontraria começou com a própria companhia. Fiz várias ligações ao atendimento, cheguei à ouvidoria através de emails e ligações e ninguém soube dizer como tinha era a certificação, se era um selo grudado na peça, algo escrito no manual da cadeirinha ou um documento que o fabricante deveria enviar. Nem a ANAC soube informar! Se restringiam apenas a dizer que não forneciam a cadeirinha e que a criança não poderia embarcar se não tivesse com uma certificada, sendo a verificação feita na hora do check-in.

Pesquisei também na internet alguma informação a respeito e todos os sites e matérias sobre o assunto apenas dizem que ela é necessária, mas também não dão maiores detalhes. E não adianta dizer que é a mesma que a gente usa no carro porque não é! As de carro normalmente não cabem na poltrona do avião, o que já é um primeiro empecilho.

Liguei na fabricante da cadeirinha da Carol  e explicaram que nenhuma feita no Brasil possui esse certificado, pois não é obrigatório. Nessa hora, pensei em usar o bebê conforto que comprei nos Estados Unidos. Fui ver a peça e lá está uma etiqueta na parte de trás do encosto com o aviso de adequação para aeronaves.

O que fizemos, então? Três semanas antes da viagem, pegamos esse bebê conforto e fomos até o balcão de check-in da companhia aérea para nos certificarmos de que poderíamos usá-lo, pois, mesmo enviando a foto do aviso por email para a ouvidoria da empresa, ninguém nos deu certeza do uso. Conversamos com o supervisor de check-in e fomos informados de que NÃO HAVIA NECESSIDADE DA CADEIRINHA!

Apesar de todo trabalho e transtorno, ficamos de certa forma aliviados, pois a Carol já estava muito grande para o bebê conforto e certamente, ao invés de deixá-la à vontade, a deixaria desconfortável.

Se a criança, portanto, tiver menos de 1 ano, acho válido levar o bebê conforto, desde que tenha a tal ceritificação, ou utilizar os bercinhos disponibilizados por algumas companhias. Esses berços ficam na primeira fila de poltronas da aeronave. Só verifiquem qual o procedimento de reserva solicitado, ok? Algumas companhias precisam ser avisadas com 3 horas de antecedência, outras com mais tempo.

Se o bebê for maior, como o caso da Carol, dá tranquilamente para viajar sem a cadeirinha. Nos pousos e decolagens, quando necessário, ela ficou no nosso colo, e foi tudo bem.

Assentos com mais espaços entre as pernas

Isso é algo que também é válido! No voo para os Estados Unidos, por ser mais longo, optamos também por assentos com mais espaços entre as pernas. São os que algumas companhias chamam de “assento conforto” ou “assento mais”.

Normalmente quem viaja com criança de colo já tem preferência nesses lugares, mas dificilmente temos a garantia de que os conseguiremos, sem pagarmos a mais por isso. Isso porque as companhias áreas deixam para disponibilizar 100% dessas poltronas apenas 24 horas antes do voo e elas acabam rapidinho.

Onde eles ficam? Normalmente nas primeiras fileiras da classe econômica, ou próximos aos banheiros. Os da saída de emergência também entram nessa classificação mas são proibidos para crianças.

Prioridade no check-in e embarque

Quem viaja com criança de colo tem prioridade no check-in e no embarque. Não se acanhe de fazer uso desse “privilégio”, pois viajar com criança é, sim, mais trabalhoso e vale a pena!

Normalmente, as companhias aérea tem um balcão de check-in exclusivo para idosos, gestantes, portadores de necessidades especiais e, sim, passageiros com crianças. Se o balcão não estiver lá, peça a um funcionário para serem atendidos sem entrar na fila.

Quanto ao embarque, apesar de não ser obrigação legal, as companhias tendem a dar prioridade a quem está com criança pequena. Nós normalmente embarcamos nos primeiros grupos de chamada da companhia.

Na hora do desembarque, deve acontecer o oposto: crianças de colo devem sair por último, até por questões de conforto e segurança, com exceção de quando o tempo disponível para a conexão for curto.

Early Check-in e late check-out

Uma dica que não tem a ver com o voo diretamente, mas que acho muito válida é procurar sempre ter a opção do early check-in ou late check-out no hotel do destino de chegada e saída.

Normalmente o horário de check-in dos hotéis é às 14:00 e os de check-out, às 11:00. Se o voo chega super cedo no destino, como aconteceu conosco em Nova York, por exemplo, você fica sem um lugar para descansar um pouco, tomar um banho ou usar um banheiro com calma e tranquilidade. E convenhamos, com bebês e crianças, isso ajuda muito! Se tiver a opção, utilize esse serviço, ou avalie se não é o caso de pagar uma diária a mais. Nós fizemos isso na viagem dos Estados Unidos e fez toda diferença em nossa organização pós e pré-voo.