Por Fabiana Bellentani

Já cometei com vocês que ficamos um total de 7 dias em Orlando, divididos entre os parques do complexo da Disney, além do Sea World. Nós tínhamos ingressos comprados para o Universal Studios, mas cancelamos depois dos dois primeiros dias de viagem, pois percebemos que a Carol aproveitaria pouco por causa do limite de altura das atrações.

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_19

Mas como aproveitar os parques, onde ficar, pegar mais dicas legais, etc.? Bom, vamos por partes!

Pesquisas prévias

Um site bem legal de onde peguei muita informação foi o Vai pra Disney?. Lá tem dica de tudo: como usar o aplicativo da Disney, como fazer reservas de alguns restaurantes mais concorridos, hotéis, horários, alturas, onde encontrar os personagens, tudo!

Usei muito este blog e super recomendo!

Outro lugar básico para se pegar informações é o site oficial da Disney, mas indico o americano que é mais completo que o brasileiro.

Onde ficar

Para a primeira experiência da Carol na Disney, eu queria muito ficar num dos hotéis do complexo. Na verdade, eu já tinha me “apaixonado” por um hotel específico, o Animal Kingdom Lodge, depois de ter visto num documentário há algum tempo atrás.

Nesta viagem, estávamos com meus sogros, que ficaram conosco nos primeiros e últimos dias. Depois de 5 noites, eles seguiram para Sanibel, também na Flórida, e nos encontraram mais tarde em Miami.

Para curtirmos os parques juntos, então, considerando que o Animal Kingdom Lodge é um hotel categoria luxo, resolvemos ficar essas 5 primeiras noites no Disney All-Star Sports Resort, mais econômico, que serviria apenas para tomarmos banho e dormirmos.

Quando meus sogros seguiram viagem, mudamos para o Animal Kingdom Lodge, que supostamente ofereceria melhor estrutura para ser aproveitada.

O Disney All-Star Sports Resort é um hotel mais antigo, com piscina e uma área de recreação, além de uma praça de alimentação (não tem restaurantes mais elaborados) e um lojinha com produtos Disney (todos têm, claro). É limpo, sem cheiros estranhos, com cofre, frigobar, ferro e tábua de passar, além de ser abastecido com sabonetes e shampoos oficiais da Disney. O único porém (que não é nenhum problema) é que tudo mais “velho”, desde o interruptor da luz à decoração do quarto. Mas é temático, com desenhos dos personagens espalhados pelos quartos.

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_01

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_02

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_03

O Animal Kingdom Lodge é um hotel quatro estrelas, com temática africana. Também tem cofre, frigobar, tábua e ferro de passar nos quartos e amenidades exclusivas. Mas eu fui com uma super expectativa, achando que teria uma estrutura super mais legal que o outro, com mil outras coisas para se fazer no hotel, e me enganei. Ele é, sim, um hotel mais novo, mais bonito, super bem decorado, com detalhes únicos, opção de refeições à la carte, mas em termos de entretenimento, tem praticamente as mesmas coisas que o outro: piscina, uma área para as crianças brincarem e os restaurantes.

O diferencial deste hotel é uma savana que fica no fundo, de onde se consegue observar alguns animais. Mas é o tipo de atrativo que dificilmente você vai ver mais que duas vezes e são os mesmos animais do safari do Animal Kingdom, inclusive, à mesma distância de observação.

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_04

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_05

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_05-1

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_06

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_08

Vale a pena ficar num hotel da Disney?

As vantagens de se ficar em um dos hotéis da Disney são que você recebe, no check-in a Magic Band, que é uma pulseira que você usa para tudo: é chave do quarto, entrada nos parques, serve de “cartão de crédito” para pagar as compras feitas no parque e para te identificar no estacionamento do hotel e nas fotos tiradas nas atrações. Nós tivemos alguns problemas com o funcionamento da Magic Band, pois aparentemente nem todas as nossas informações de ticket foram transferidas para a pulseira quando entramos no parque pela primeira vez. Por causa disso, os Fast Passes que reservávamos pelo aplicativo não eram registrados na Magic Band e toda hora tínhamos dificuldades para comprovar a reserva da fila. Tudo foi resolvido depois, mas passamos alguns “perrengues” nos primeiros dias até descobrirmos o que havia acontecido.

Outra vantagem de se ficar nos hotéis da Disney é que se pode usar os ônibus dos próprios parques para ir e voltar daquele que quiser. Eles passam de 15 em 15 minutos. Para ir para o Magic Kingdom, por exemplo, vale a pena, só para não ter que pegar o Ferry Boat ou o trenzinho. O que li a respeito é que em época de temporada, as filas de espera dos ônibus costumam ser um pouco longas. Ou, se preferir usar o próprio carro, quem se hospeda num dos hotéis não paga estacionamento.

Além de tudo isso, para quem é hóspede, um parque por dia abre mais cedo ou fecha mais tarde, oferecendo horário estendido.

Minha opinião pessoal é a seguinte: a tal Magic Band realmente facilita a vida (quando funciona bem), mas acho que vale a pena se hospedar no complexo apenas se quiser ter a experiência e curtição.

No final das contas, o que eu queria mesmo, que era ter um contato mais próximos com os personagens da Disney por estar em um dos hotéis, não aconteceu.

Nós sempre íamos de carro para os parques por causa do carrinho e para termos mais liberdade de locomoção. Não conseguimos chegar mais cedo, nem sair mais tarde de nenhum deles, porque o cansaço chegava antes em função de toda logística e também porque nosso perfil é aproveitar tudo com calma, sem stress.

Se for avaliar o lado financeiro, é possível encontrar hotel melhor pelo mesmo preço e ao do lado da Disney, sem estar dentro do complexo…

Aplicativo My Disney Experience

Esse aplicativo é tudo de bom, é o oficial da Disney. Através dele, conseguimos fazer tudo, ver tempo de espera nas filas, vincular ingressos, reservar Fast Pass e restaurantes, saber onde os personagens estão nos parques, onde encontrar banheiros, lojas, horários, fotos, tudo!

O aplicativo é autoexplicativo, mas o blog Vai pra Disney? que comentei acima dá váááárias dicas de como usá-lo.

Parques da Disney

Começamos nossas visitas pela Epcot, depois Magic Kingdom, Sea World (que não é da Disney, mas comento mais abaixo), Animal Kingdom e Typhoon Lagoon. Um outro dia aproveitamos no Disney Springs, que é um shopping da Disney com várias lojas e restaurantes, incluindo as grandes redes e as da própria Disney com os produtos oficiais.

  • Epcot

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_09

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_10

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_11

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_13-a

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_13-b

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_13

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_14

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_16

  • Magic Kingdom

Sem dúvida nenhuma, o que tem mais atrativos para crianças pequenas é o Magic Kingdom (já comentei um pouquinho sobre isso num dos posts anteriores), seguido do Animal Kingdom. Mas é também o parque mais lotado, principalmente no horário do show noturno do castelo da Cinderela.

Aliás, a Carol simplesmente ficou sem saber o que fazer quando encontrou a Cinderela e a Elena de Avalor, que, apesar dela nunca ter visto nenhum desenho, passou a ser uma de suas princesas favoritas. A Cinderela perguntou de onde éramos e convidou a Carolina para um cheesecake. A Carol inocentemente respondeu: “Pode ser, mas não hoje!” (rs!). Afinal, ela tinha o parque todo para visitar (eu mereço!)!

Para quem tem filha menina entre 3 e 12 anos, no Castelo da Cinderela existe um salão de beleza, onde as pequenas se transformam em princesas, com direito a cabelo, maquiagem e vestido. É o Bibbidi Bobbidi Boutique, mas tem que fazer reserva. A Carol, além de não ter idade, olhou e não teve vontade. Mas agora, apenas quatro meses depois, quer voltar e ir de qualquer jeito!

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_17

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_17-a

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_18

  • Animal Kingdom

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_20

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_21

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_22

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_23

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_25

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_26

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_27

  • Typhoon Lagoon

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_28

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_29

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_30

Quem ama Natal, saiba que no Magic Kingdom e no Disney Springs tem lojas que vendem SÓ enfeites temáticos da marca. Mas existem alguns que você só encontra no Magic Kingdom, apesar da loja do Disney Springs ser muito maior.

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_31

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_32

Um restaurante que fomos duas vezes para jantar foi o Maya Grill que fica no Disney’s Coronado Springs Resort. A comida é estilo mexicana/americana, com carnes, frango e frutos do mar. Adoramos! A Carol comeu super bem lá! Só não esqueça de pedir tudo sem pimenta, caso contrário, vai suar bastante!

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_33

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_34

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_35

Sea World

O Sea World foi um parque que valeu apenas pelas montanhas-russas para mim e o Eric. Os shows da baleia e dos golfinhos já não são como antigamente e num determinado momento, a Carol quis sair. A comida foi péssima e muito cara! Se a viagem fosse hoje, não voltaria!

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_38

20170227_Orlando_e_Miami_Disney_37

Amanhã vamos para Miami, com parada em DeLand, uma área de paraquedismo para quem curte esporte radicais e quer ter a experiência de um salto em céus americanos. ; )

Por Fabiana Bellentani

Em continuidade o post anterior sobre nossa viagem à Orlando e Miami, hoje o foco é primordialmente voo e locação de carro, pois também são dois assuntos que me questionam bastante.

20170227_Orlando_e_Miami_Voo_Locação_de_carro_Mala

Voo

Saímos de São Paulo no dia 01 de novembro de 2016 e voltamos no dia 19. Tanto na ida, como na volta, optamos por voos noturnos. Já tive oportunidade de falar sobre cuidados com horários de voo em post anterior.

Nosso aeroporto de destino foi o Internacional de Miami (MIA), já que a segunda metade da viagem seria aproveitada lá. Voamos American Airlines (AA), pois foi a companhia que melhor apresentou condições de preços na ocasião.

Nesta viagem a Carol já estava com 2 anos e 9 meses, então obrigatoriamente compramos um assento para ela.

Além disso, por já estar maior que em relação à viagem do ano anterior, queríamos tentar proporcionar a ela um pouco de mais espaço para dormir no avião. Então, tentamos, estrategicamente, reservar assentos com um intervalo entre nós nas fileiras centrais da aeronave. Assim, tínhamos marcações na seguinte sequencia: para mim, para a Carol, um assento vago e para o marido. Se a tal cadeira vaga fosse comprada por alguém, apenas pediríamos para trocar, para ficarmos todos juntos. Caso contrário, a Carol, que ficaria central, teria duas poltronas para se esticar. E deu certo. Tanto na ida, como na volta conseguimos que ela ficasse mais confortável, mais esticada. É claro que foi pura sorte, mas valeu a pena!

20170227_Orlando_e_Miami_Voo_Locação_de_carro_Mala_2

Ah! E tivemos mais um cuidado nesse voo: como a Carol tinha tido uma “regredida” no desfralde noturno (e se recusava a usar fraldas), além do básico da mala de mão, levamos também um lençol absorvente descartável (lençol de fralda ou lençol fralda) (já expliquei sobre ele aqui) para forrarmos o assento em que ela deitaria. E parece que adivinhamos porque quase chegando em Miami, ela acordou, olhou para mim e disse: “Ah não! Fiz xixi!”. Fiquei até com dó porque foi puro escape, mas o lençol protegeu não só o avião, como também a própria Carol que não ficou tão molhada. A urina foi absorvida pela fralda. Apenas fizemos uma limpeza com lenço umedecido e trocamos sua roupa na própria poltrona, sem grandes estresses.

Quanto à mamadeira, demos a ela uma antes de embarcarmos e outra, como de costume, quando acordou. A Carol já tomava leite de vaca, então, o que fizemos foi levar o antigo dispenser de formula com uma dose de leite em pó Ninho suficiente para duas mamadas.

No restante, ela comeu a comida que serviram no voo e dormiu o resto do tempo.

Nesta viagem específica, não levamos o carrinho de bebê, porque já tínhamos a intenção de comprar um que fosse para duas crianças, mas também já expliquei que o carrinho pode ser levado e retirado na porta da aeronave.

Locação de carro

Como estávamos em 4 adultos e 1 criança, alugamos uma Town and Country da Crysler que se encaixa na categoria Large SUV. Na verdade, temos o costume de sempre alugar um carro espaçoso por causa das malas.

A Town and Country foi ótima! Até trabalhar no carro eu consegui, no caminho de Orlando para Miami. Os bancos de trás têm tomadas e entradas para computador. E no último dia de viagem, todas as malas foram no nosso carro para o aeroporto, junto comigo, a Carol e o Eric. Estávamos com 7 volumes ao todo: 5 malas, 1 caixa com a cadeirinha e o novo carrinho e coube tranquilamente.

20170227_Orlando_e_Miami_Voo_Locação_de_carro_Mala_3

20170227_Orlando_e_Miami_Voo_Locação_de_carro_Mala_4

Já saímos do Brasil com a locação reservada e paga, algo que fazemos sempre também. Não por termos que esperar na fila do balcão da empresa, porque esperamos de qualquer jeito e o tempo de atendimento, tendo ou não a locação já contratada, é quase o mesmo, mas principalmente para não correr o risco de não ter o carro que desejamos.

Nessa viagem, usamos o Decolar.com, que oferecia melhores condições de preço e pagamento. Contratamos todos os seguros, mesmo utilizando o cartão de crédito para compra (que normalmente já oferece o seguro). A diferença era muito pequena e não queríamos ter nenhuma dor de cabeça, já que estávamos com uma criança pequena.

Com relação à cadeirinha do carro, ao invés de alugarmos (o valor é em torno de US$ 8,00/US$ 10,00 por dia), assim que saímos da locadora, paramos em uma Babies R’Us e compramos uma que depois trouxemos para o Brasil, pois já era nossa intenção trocar a da Carol. Guardamos a caixa desmontada, para conseguirmos despachar no retorno.

Mala

Com relação à organização da mala, quem viaja com criança sabe que é super importante levar umas duas mamadeiras, além de lavador, uma escova e um pouco de detergente (que também pode ser comprado no destino).

Mas especificamente para essa viagem, além do lençol de fralda que levei na bagagem de mão, também levei alguns extras para forrar a cama do hotel. Usei em todos, apesar da Carol não ter feito mais xixi na cama depois do episódio avião que comentei acima.

Com o planejamento e deslocamento concluídos, amanhã conto tudo sobre a Disney, se vale a pena ou não ficar em um dos hotéis do complexo, quais as vantagens e desvantagens! Te espero amanhã! ; )

Por Fabiana Bellentani

Esses dias estava escrevendo sobre a gravidez do Felipe e não tenho como contar todas as histórias sem antes dividir com vocês nossa viagem para Orlando e Miami com a Carol.

Essa foi mais uma “aventura” em família, só que, dessa vez, além de nós três (quer dizer, quatro porque o Felipe já estava na barriga), minha sogra e sogro estavam juntos. ; )

20170215_Orlando_e_Miami_Planejamentoo_parque_e_ingresso

Como dividimos o tempo entre Orlando e Miami

Falar que fomos para Orlando é a mesma coisa que dizer que fomos para a Disney, certo? Está subentendido!

Quando começamos a planejar nossa viagem, tínhamos dois propósitos básicos: curtir os parques da região e fazer algumas compras e descansar em Miami. Ah! E o marido queria incluir a visita à área de paraquedismo DeLand, para fazer um salto em céus internacionais.

Sabemos que viajar com criança não é a mesma coisa que fazer uma viagem de adulto. Tudo é mais demorado: todo procedimento de acordar, café-da-manhã, organizar o que vai levar, o quarto e etc. é bem mais complexo e deve ser bem mais pensado do que simplesmente sair, comer qualquer coisa no caminho e seguir a programação de passeios do dia.

Nesse contexto, nos programamos para não fazer nada às pressas, nada correndo. Queríamos ter dias de sobra para repetirmos um parque, se quiséssemos, descansar no hotel, passear com tranquilidade e aproveitar a praia.

Reservamos, assim, 17 dias de viagem. Saímos de São Paulo no dia 01 de novembro de 2016 e voltamos no dia 19. Desses, o último dia a gente já desconsiderou, pois sabíamos que seria dedicado ao retorno. E o de ida e volta de Orlando também foram dias de estrada. Tivemos, então, na verdade, 15 dias cheios para aproveitar ao máximo e os dividimos pela metade: os 7 primeiros ficaram para Orlando e os 8 últimos para Miami.

E vale a pena ir com criança pequena para a Disney? Elas aproveitam?

Eu acho que depende. Se passar o dia todo nos parques já é cansativo para um adulto, imagine para uma criança. Eu li muito e pesquisei muito sobre o que realmente seria aproveitado pela Carol com 2 anos e 9 meses. Compreensão das coisas, entender o que estava fazendo e visitando, eu sei que ela teria. A Carol sempre se comunicou muito bem, já conhecia personagens, entendia que estávamos indo à Disney e já tinha um pique mais próximo do nosso.

Antes de viajarmos, ela já tinha a expectativa de “ir para a Disney” e hoje se recorda da viagem com muito carinho. Diz que quer voltar, não só para Orlando, como também para Miami, que ela chama de praia (humilde a menina, não?).

Então, minha opinião pessoal (e é só minha opinião pessoal mesmo) é de que vale a pena sim, mas com crianças a partir de 2 anos, 2 anos e meio e num ritmo mais leve, mais descontraído. Dá para fazer tudo ao seu tempo, sem se preocupar em estar na porta do parque na abertura ou de ficar até o fechamento.

Se quiser assistir aos shows noturnos, como do Castelo da Cinderela no Magic Kingdom ou o IllumiNations da Epcot, pegue mais leve ao longo do dia ou chegue, se for o caso, um pouco mais tarde. Permita que a criança descanse, tire suas sonecas, alimente-se bem e hidrate-se bem. Respeitar suas limitações é essencial!

Tendo tudo isso em mente, existem algumas características dos parques de Orlando que são super válidas e importantes todo mundo saber antes de ir:

  1. Crianças até 3 anos não pagam entrada, nem alimentação nos restaurantes estilo buffet. Por que isso? Muito simples: porque as atrações mais procuradas dos parques, aquelas que nós, adultos, adoramos, têm limitação de altura. Apenas crianças com mais de 1,02cm são permitidas e normalmente as com menos de 3 anos não a atingem.

Cada atração possui uma régua de altura no início da fila para que a criança seja medida. Um ou outro brinquedo possui uma restrição mais alta ou mais baixa, mas, no geral, tenha o 1,02cm na cabeça.

Isso, no entanto, não significa que você não vai se divertir. Ao contrário, vai muito! Os parques estão preparados para tudo!

  1. Todos os parques possuem o “rider switch, uma espécie de “passe livre” para casais que estão com os pequenos ou outro convidado impossibilitado de curtir a atração.

Primeira coisa a fazer é definir qual de vocês se divertirá primeiro, pois um precisará aguardar com a criança.

Antes de entrar, procure o funcionário do parque que fica naquela determinada atração (eles estão sempre em todo início de fila) e diga que quer um “rider switch”. Ele te dará um papelzinho (sim, é um papel simples mesmo) que você deverá levar consigo e entregar para o papai ou mamãe, quando sair do brinquedo.

Quem for primeiro pegará a fila normalmente, demore ela 15 minutos ou 2 horas. O segundo convidado, no entanto, entrará pela saída da atração e não pegará fila alguma. Basta entregar o tal papelzinho para um dos funcionários internos do brinquedo, que ele te colocará num assento livre imediatamente. É o mesmo tratamento que os parques dão a deficientes físicos ou com necessidades especiais. Não pegam fila, são alocados sem espera.

  1. Os parques (pelo menos os da Disney) possuem serviço de locação de carrinho de bebê, se necessário. No entanto, a diária é de USD 15,00 (preço para novembro de 2016) e, dependendo da quantidade de dias que ficar, vale mais a pena comprar um carrinho guarda-chuva mais simples em alguma loja de artigos de bebê e descartar no final da viagem (eles podem custar até menos de USD 40,00).
  1. Os parques também possuem serviço de locação de cadeira de rodas simples e motorizadas (veículos elétricos (ECV)), caso haja necessidade. Se estiver viajando com um vovô ou uma vovó que tenha dificuldade de andar, a locação pode ajudar bastante a ele e a vocês que poderão usar a cadeira de “base operacional” (rs!).

Quais parques fazer em Orlando com uma criança pequena?

Diante de tudo que comentei e uma das coisas que mais me perguntam é se vale a pena se programar para ir a todos os parques de Orlando, considerando que uma criança pequena provavelmente não poderá curtir grande parte das atrações.

Na minha opinião, não vale. Para mim, o ideal é fazer os parques direcionados e com atrações mais adaptadas à idade delas.

Quando compramos os ingressos, tínhamos nos programado para fazer o Magic Kingdom, a Epcot, o Animal Kingdom e o Hollywood Studios, todos da Disney, os dois parques da Universal (o Islands of Adventure e a Universal Studios) e o Sea World.

Depois de Epcot, Magic Kingdom e Animal Kingdom, percebemos que não rolaria ir ao Hollywood Studios e à Universal, pois estes têm temática “para gente grande”. Acabamos cancelando parte dos nossos ingressos e optamos por um parque aquático (o Typhoon Lagoon) da Disney, muito mais divertido para a Carol.

Sem sombra de dúvidas, esses que mencionei são os que oferecerão maior número de atrações que poderão ser aproveitadas pelos pequenos.

Se, de qualquer forma, for decisão do casal ir a parques com mais montanhas-russas e experiências de fazer o coração sair pela boca (rs!), tenham em mente que, para a criança, será mais maçante e um de vocês deverá sempre estar com ela.

Como e onde comprar os ingressos

Outra coisa super importante é saber como comprar os ingressos, já que todos os parques oferecem alguns combos promocionais e preços diferenciados em função do número de dias adquiridos.

Disney: A Disney possui um site oficial americano e um site oficial brasileiro. É possível fazer a compra dos tickets, em dólares, pelo americano, mas não pelo nosso nacional. Aqui no Brasil, só através das agências de viagens indicadas (já explico isso melhor).

A Disney oferece desconto em função dos dias de ingressos comprados, além das opções dos parques aquáticos, do Park Hopper (que te dá direito a mudar de parque mais de uma vez por dia), do Park Hopper Plus (mesma coisa que o Park Hopper, só que com direito aos parques aquáticos) e uma ou outra promoção de horário estendido.

E não existe ingresso específico por parque, ou seja, ao comprar, você escolhe qual parque quer fazer, dentro dos quatro oferecidos pelo complexo (Magic Kingdom, Animal Kingdom, Epcot e Hollywood Studios), além dos aquáticos (Typhoon Lagoon e Blizzard Beach), se estes forem opção.

Universal: A Universal possui dois parques, o Universal Studios e o Islands of Adventure, além de um aquático, o Volcano Bay, menos procurado em relação aos da Disney. A atração do Harry Potter fica dentro dos parques temáticos e dá passagem do Studios para o Islands of Adventure.

Comprando online, é possível adquirir 2 ou 3 dias de acesso ilimitado ao Studios e o Island of Adventure, incluindo a City Walk, que é um “calçadão” com lojas, teatros e restaurantes na parte externa.

Sea World: Aqui não tem muito segredo, é comprar ou não. O Sea World possui também outros parques, com os quais é possível se fazer combo de compra, mas aí vale a pena avaliar se é interesse da família, já que o complexo já não é tão mais procurado como antigamente.

Nós fomos porque achamos que seria interessante para a Carol conhecer e se divertir, mas nos arrependemos um pouco.

Onde comprar

Antes de comprar, vale a pena comparar preços, tanto em relação ao site americano da Disney, como às agências de viagem brasileiras indicadas na própria página nacional.

Se comprar pelo Brasil, paga-se em reais e com possibilidade de parcelamento, apesar de haver uma taxa adicional de serviço da agência. Normalmente, o valor em reais é mais caro que o em dólar convertido, mas aí indico prestar atenção nas promoções.

Em novembro do ano passado, o Decolar.com oferecia a compra de 4 dias de parques da Disney, ganhando o 5º e ainda um dia adicional de qualquer aquático. Ou seja, pagaríamos 4, pelo preço de 6 dias de ingressos.

Lembro que fazendo a compra desse pacote, mais os ingressos da Universal (que acabamos cancelando no meio da viagem e tivemos a facilidade de conseguir o reembolso sem qualquer transtorno) e o da Sea World, em reais, com a taxa adicional de serviço, saía mais barato e com opção de parcelamento, do que comprar a mesma quantidade de tickets pelos sites oficiais americanos, sendo que o da Disney não oferecia a mesma promoção.

O que comprar diante de tantas opções?

Bom, nós consideramos tudo que expus acima e foi o que realmente aconteceu: com uma criança pequena, sabíamos que dificilmente conseguiríamos fazer mais de um parque por dia, então a opção do Park Hopper da Disney já foi descartada.

Também sequer procuramos qualquer promoção com horário estendido porque também não era nossa intenção ficar da abertura ao fechamento. Além disso, ficamos em um dos hotéis da Disney, o que já proporcionaria, se quiséssemos, horário antecipado de entrada e saída em parques e dias determinados.

Compramos, então, pelo Decolar.com, o combo que comentei, mais o 2Park Explorer Ticket da Universal (que cancelamos) e o ingresso da Sea World.

Minha sugestão é ficar restrita ao Magic Kingdom, Animal Kingdom, Epcot, Typhoon Lagoon e Blizzard Beach e, eventualmente, ao Sea World, nem que seja para repetir os passeios mais atrativos para as crianças.

Nos próximos dias, conto mais sobre nosso planejamento de voo e locação de carro. ; )