22 fev 2017

Como decidimos e descobrimos a gravidez da Carol

Por Fabiana Bellentani

Sei que este post está meio “fora de ordem”, mas escrevendo outros diários, me deu vontade de contar a história da gravidez da Carolina, já que, na época, eu ainda não tinha o blog.

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Quando contei sobre nossa decisão de ter o Felipe, comentei também que eu e meu marido sempre fomos muito discretos quanto à resolução de ter filhos. Por muitos anos, nosso discurso era de que não queríamos. E, no começo, não queríamos mesmo. Ficamos 9 anos casados até que o reloginho biológico bateu… em mim!

Começamos 2013 com o nascimento da filha de um amigo e a gravidez de outro casal muito próximo. Nesse contexto, papo vai, papo vem e logo aparece aquela famosa frase de que “mulher aos 35 está velha para ter filhos”.

Eu faria 35 em 2013 e resolvi tirar essa história a limpo com a minha médica. É óbvio que esse conceito já é ultrapassado, mas recebi algumas ponderações:

  • Minha menstruação não era nada regular, atrasava bastante. Isso significava que eu poderia ter alguma dificuldade de engravidar por não saber ao certo quando meus períodos férteis aconteceriam mensalmente.
  • O normal é que se demore até um ano para engravidar. Se eu tivesse algum tipo de dificuldade, talvez demorasse esse um ano e aí teria que partir, se quisesse, para algum tratamento de fertilização, o que também poderia levar mais um ano ou dois.
  • E aí, depois desse tempo todo, poderia acontecer de eventualmente eu já entrar em uma menopausa.

Bom, fazendo as contas de tudo, se esperasse muito tempo, passaria dos 35 para os 36, depois para os 37, 38, chegando quase nos 40. A recomendação da minha médica foi: “talvez fosse legal você começar a tentar com 35”. E saí do consultório já com a prescrição de dar início ao ácido fólico.

Comecei a tomar a vitamina sem qualquer pretensão. Até então, nada havia mudado em nosso conceito e a vida continuava da forma como estava. Na verdade, quase parei de tomar o ácido porque achava que não estava tendo propósito algum.

Chegou março e fizemos uma viagem super legal pela Itália. Nós sempre gostamos de viajar e a liberdade de poder sair sem ter que nos preocupar com época escolar, idade de filho e etc. sempre foi muito bom. E nessa toada, já em abril, estávamos no carro, coincidentemente passando em frente à uma loja de artigos para bebê, e o marido disse assim: “Acho que não quero ter filhos mesmo. A gente viaja quando quer, para onde quer, sem ter que se preocupar com o lado financeiro da história.”. Nessa hora, olhei para a loja de bebês, virei para ele e disse: “Mas eu quero!”. Não sei como ele não bateu o carro no meio da avenida! “Sério mesmo?”, ele perguntou. “Sim, sério mesmo!”. E do nada o discurso mudou: “Então, vamos nessa!”

E seguimos em frente com nossa decisão, mas mantivemos segredo da família e amigos. Na época, eu não fazia controle nenhum da minha menstruação. Nunca sabia qual tinha sido o primeiro dia do último ciclo, nem tampouco conseguia calcular quando o próximo teria início. Eu era muito desregulada!

No final de maio, mais especificamente no dia 30, feriado de Corpus Christi, eu achava que já tinha dado tempo para eu já ter menstruado de novo. E, por um acaso (para ser sincera, nem sei dizer porque razão, acho que só para um “imprevisto”), eu tinha um teste de gravidez guardado no armário há algum tempo.

No meio da manhã fiz o xixi no palitinho, fui resolver algumas coisas e quando voltei, tinham dois riscos completamente tortos no display do exame. Parecia que alguém tinha borrado um papel e colocado ali. Não era nem um negativo, nem um positivo. Não sei se o negócio já tinha perdido a validade, se o fato de eu ter guardado ele em pé alterou alguma coisa, só sei que aquele resultado não era nada.

Saímos para almoçar e compramos outro teste de farmácia. Naquele dia, receberíamos alguns amigos e, um pouco antes de começarmos com a organização a casa, fiz novo xixi no palitinho. Desci, esqueci o exame sobre a pia e voltei para ver mais tarde. Lá estavam os dois risquinhos! Eu estava grávida um mês depois de efetivamente termos começado a tentar.

Mas e aí, o que fazeríamos? Contaríamos já para os nossos amigos que nos visitariam aquele dia? Contaríamos para os nossos pais e irmãos?

Bem, resolvemos manter segredo por mais um tempo, mas essa história eu continuo depois! ; )

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