12 jan 2017

Como o tipo de brinquedo afeta a qualidade e quantidade da fala das crianças

Por Fabiana Bellentani

Com tantos brinquedos espalhados pela casa (acúmulo dos presentes de Natal somados aos recebidos ao longo do ano por aniversário e outras comemorações), este é um ótimo momento para sabermos que, sim, o tipo de brinquedo como os quais nossos filhos brincam importa, e muito, e que quanto mais simples eles forem, melhor!

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Um recente artigo publicado pela JAMA Pediatrics (que é um periódico mensal publicado pela Associação Médica Americana) divulgou que crianças que brincam com brinquedos eletrônicos – qualquer coisa que produza luz, músicas e palavras – demonstram menor qualidade e quantidade de fala se comparadas com crianças que se divertem com livros ou brinquedos mais tradicionais, sem bateria, como blocos, quebra-cabeças e outros.

Os pesquisadores explicam que não são os brinquedos em si que são bons ou ruins, mas que o problema é o efeito que eles têm na interação pais e filhos.

Para conduzir os estudos, os pesquisadores usaram equipamentos de áudio para monitorar 26 diferentes interações entre pais e filhos entre 10 e 16 meses de idade. Os brinquedos eletrônicos incluíram laptops para bebês, celulares para bebês e uma fazendinha com emissão de sons. Dentre os brinquedos tradicionais estavam quebra-cabeças de madeira, brinquedos de encaixe de peças e blocos de borracha. E os livros incluíram cinco livros cartonados com animais de fazenda, formas e cores.

O que observaram é que brinquedos eletrônicos dão pouca abertura para os pais se comunicarem com seus filhos, pois o brinquedo toma conta da interação por si só. Como resultado, as crianças ficam menos propensas a vocalizarem respostas. Livros, por outro lado, obviamente estimulam a vocalização e aumentam a quantidade de palavras vocalizadas tanto pelos adultos, como pela criança, na medida em que ela tem o exemplo da fala dos pais na contação da história. Os brinquedos tradicionais estão num meio termo, estimulando mais o diálogo que os brinquedos eletrônicos, mas não tanto como os livros.

Diante disso, gente, vamos aproveitar ao máximo o tempo que temos com nossas crianças, realmente interagindo e brincando! Especialmente para pais que trabalham foram, para quem o tempo para brincar e interagir com os pequenos é limitado, essencial usarmos as ferramentas certas!

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