18 mar 2017

Dicas de mãe para quem quer presentear com brinquedos

Por Fabiana Bellentani

Antes de ser mãe, sempre que precisava presentear uma criança, procurava o maior presente que pudesse comprar. Achava que seria o máximo chegar com um pacotão gigante, que a criança certamente iria amar e brincar até o brinquedo se desmantelar de tanto uso.

A realidade, no entanto, me mostrou que as coisas não funcionam desse jeito…

A Carol sempre teve muitos brinquedos, desde pequena, mas acaba sempre brincando com os mesmos. Isso quando as caixas e embalagens não são mais interessantes e o brinquedo em si acaba ficando em segundo plano.

Apesar de publicado agora, a ideia de escrever este post veio logo depois do final do ano passado, já que o Papai Noel foi suuuuper legal e “mandou”, pelos avós e tios, brinquedos que deixaram o papai e, principalmente, a mamãe de cabelos em pé: telas para pintar com guache, pia e cafeteira que só funcionam com água e mini fogãozinho que, agora, ocupa um novo espaço na outra lateral da sala. Desses, o único com o qual a Carol ainda brinca é o fogão. As telas, depois de pintadas, perderam a graça, e a pia e a cafeteira, ela mesma disse que queria guardar (talvez porque desse muito trabalho repor a água a cada 3 minutos (rs!). E, olha, que temos área externa e a Carol tem a iniciativa de secar o chão ou tudo mais que ficar molhado ou sujo com a diversão.

Sem dúvida, todos os presentes foram dados com muito amor, com claro propósito de agradar, mas depois dessa “leva”, além de tudo que eu já considerava importante num brinquedo, criei algumas regras para a família presentear a Carol (avisei todo mundo antes do aniversário dela (rs!)), que, na verdade, são os mesmos critérios que uso para presentear outra criança.

Começando pelas ponderações básicas:

  • Adequação do brinquedo à idade. É claro que às vezes vemos brinquedos que, apesar da classificação, julgamos ultrapassados para a capacidade da criança, mas se tiver peças muito pequenas ou partes que possam machucar, ou que exijam habilidades que a criança ainda não tem, respeite a faixa etária e não compre. O risco de acidentes pode ser grande nesses casos.
  • Facilidade de troca. Muitas vezes a criança já tem o brinquedo ou os pais julgam que não é adequado para o filho ou para o espaço que têm em casa (e aí vem abaixo as minhas “regrinhas”), ou simplesmente a criança prefere outro. Nós normalmente compramos brinquedos em lojas de rede ou que sejam facilmente encontradas.
  • Preferência por brinquedos que estimulam o raciocínio e a interação entre pais e filhos e entre as crianças entre si. Já comentei sobre isso em outro post.

Além dessas, para a galera aqui de casa, criei “vetos” para alguns tipos de brinquedos, pois envolvem disponibilidade de espaço e alguns cuidados adicionais na hora da diversão. Vejam, não estou sendo radical e dizendo que a Carol (e o Felipe no futuro) nunca poderão brincar com esses brinquedos, mas apenas que deve ser decisão dos pais comprá-los ou não, ou, ao menos, terem direito de concordar ou não com a compra.

Minhas dicas adicionais são:

  • Evite brinquedos que usem água ou questione os pais antes de comprar. Crianças não têm critério de julgamento para saberem onde e quando podem brincar com um determinado brinquedo. Nem todo mundo tem uma área externa onde o brinquedo possa ser montado, sem risco de molhar tapete e móveis. Além disso, brinquedos com água exigem uma atenção maior dos pais com reposição, cuidados para a criança não escorregar, ficar muito molhada em dias inadequados, etc… Não é à toa que se dermos uma busca no Google por “brinquedos com água” só aparecem imagens de crianças brincando em jardins, parques ou piscinas!
  • Evite brinquedos com tinta. Aqui serve o mesmo raciocínio da água. Normalmente, a tinta usada com crianças é guache, mas mesmo assim, ninguém quer um sofá ou uma parece pintados, certo?
  • Evite brinquedos grandes e volumosos. Nós mesmos já compramos brinquedos para a Carol, dos quais nos arrependemos. Pensem numa piscina de bolinhas e num carrinho de supermercado com mais de 100 mini produtos dentro. Agora pensem nessas bolinhas e produtos espalhados pela sala, todos misturados no momento da bagunça… Não dá! Ambos comprados por nós (quer dizer, o carrinho não, mas os produtinhos, sim), sem pararmos para pensar exatamente na consequência. Apenas como exemplo, até pouco tempo, tínhamos aqui em casa uma mesinha de atividades, um carrinho de boneca, um fogãozinho, um patinete, um triciclo, um cavalinho gangorra e uma barraca, além de uma caixa cheia de outros brinquedos menores. Desses, posso garantir que mais da metade está encostada e parte já ganhou outro destino.
  • Nunca dê animais de presente, nem mesmo um peixe! Os avós por aqui são loucos para inserirem um cachorro na família. Além de muitos cuidados extras, animais envolvem custos adicionais que nem todos estão a fim de ter.

Alguém tem mais alguma dica? ; )

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