20 abr 2016

Enxoval | Carrinho de bebê (stroller) | O que considerar para a escolha correta?

Por Fabiana Bellentani

Já falei sobre os tipos de carrinhos existentes no mercado e também o que fazer para escolher um carrinho que atenda ao estilo de vida de cada casal, certo?

Acho que o post de hoje é o mais importante do meu “dossiê do carrinho do bebê”, pois é meio que um checklist de verificação do que um carrinho deve ou vale a pena ter para ser um bom produto:

Segurança

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Quando verificamos a segurança de um carrinho, precisamos nos certificar de que ele fica travado tanto quando aberto, quanto quando fechado. O mecanismo de abertura e fechamento deve ser fácil de usar e não deve colapsar quando estivermos carregando o bebê. Examine a estrutura do carrinho, veja se existe alguma extremidade com ponta ou alguma parte que possa se deslocar.

Não só os pequenos dedinhos de nossos filhos, mas os nossos também, podem ficar presos entre partes de metal, rodas ou serem beliscados por molas ou outras partes descobertas. Veja, portanto, se o carrinho tem a maioria das suas peças e partes encapadas e se as rodinhas ficam longe do assento.

Verifique se o carrinho possui o assento em posição que não permite à criança escorregar ou se deslocar e se é firme ao ser empurrado. Carrinhos muito “moles”, que dão a impressão de que vão desmontar enquanto empurramos, não são muito confiáveis.

Aqui no Brasil, o INMETRO é o órgão responsável por certificar e homologar os modelos de carrinhos. Nos Estados Unidos, para quem tem intenção de fazer o enxoval por lá, quem faz a certificação é o Juveline Products Manufacturers Association (JPMA).

Cinto de segurança

Cinto de segurança é também parte da segurança, mas vale a pena falar separadamente.

Num carrinho de bebê (e também no bebê-conforto, para quem usa o travel system), o cinto de segurança tem que ser de, no mínimo, três pontos: dois na lateral e um no centro das pernas do bebê. O ideal e mais seguro é o de cinco pontos: dois no ombro, dois nas laterais e um no meio das pernas.

Apenas para ilustrar a importância do cinto: uma vez meu pai estava empurrando a Carol pequeninha, com o bebê-conforto acoplado ao carrinho, e ele passou mal. Teve uma tontura muito forte, perdeu o equilíbrio e começou a cair, levando o carrinho para o chão. Consegui segurar os dois, mas a Carolina só não caiu (aliás, nem percebeu o que aconteceu) porque estava presa pelo cinto de cinco pontas.

Ah! Ainda para o cinto, é muito importante verificar se a fivela é fácil de destravar, mas ao mesmo tempo impossível da criança se soltar sozinha e confortável, sem partes que incomodam.

Estabilidade

A estabilidade é também um ponto de segurança. Um carrinho estável é um que não pende para os lados, nem para trás quando penduramos alguma bolsa ou sacola nele. Aliás, um carrinho realmente estável oferece essa estabilidade mesmo quando a criança não está sentada para fazer o contrapeso.

Algo que ajuda na estabilidade é o tamanho da roda. Quanto maior o diâmetro das rodinhas, mais estável ele será.

Freios

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Outro item de segurança. Não estamos falando aqui do freio do carrinho de cooper, mas do pedal de freio, para travar o carrinho enquanto estiver parado.

O freio é importantíssimo para manter o carrinho estacionado uma superfície inclinada, por exemplo, ou para garantir que ele não se mova com um movimento mais brusco do bebê no assento.

Os freios devem ser fáceis de serem usados, ou seja, devemos conseguir travá-los e destravá-los com um simples toque. Normalmente são acionados nos pés, pois ficam presos às rodinhas. Alguns modelos têm esse acionamento na parte de cima, com a mão.

As rodinhas devem ficar total e completamente travadas quando os freios estiverem acionados, sempre!

Manobrabilidade

Um carrinho fácil de manobrar é aquele que conseguimos empurrar em linha reta, bem como fazer curvas, com apenas uma mão. Rodinhas com suporte giratório na parte da frente e atrás são mais fáceis de serem virados.

Algo que ajuda bastante na movimentação é ter rodas dianteiras que giram 360º. Elas permitem que o carrinho seja direcionado para todos os lados facilmente.

Altura da barra

A altura da barra do carrinho deve sempre estar na altura da cintura de quem empurra ou mínima coisa abaixo. A maioria dos carrinhos é feita para mulheres de altura mediana. Se esse, no entanto, não é o seu caso – e para a maioria dos papais não é – um carrinho com essa barra ajustável pode ser uma boa alternativa. Alguns modelos permitem a compra de um extensor.

Possibilidade de ajuste do assento

O assento reclina? Isso é algo muito importante, pois recém-nascidos precisam de assentos que fiquem totalmente ou quase totalmente deitados até que consigam sustentar a cabecinha e sentarem-se firminhos, o que acontece por volta dos 6 meses. Até para bebês ou crianças mais velhas, um assento reclinável é algo que faz diferença para sonecas mais confortáveis.

Alguns modelos possui pontos fixos de regulagem do encosto: alguns oferecem três opções, outros um pouco mais. Outros têm maior flexibilidade, na medida em que permitem que o ajuste seja feito com alças, como se fossem as de mochila, sabem?

Reversibilidade do assento

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Veja se a cadeira do carrinho pode ser utilizada nos dois sentidos: de frente para quem empurra, mantendo contato visual com a criança, ou de costas, deixando-a descobrir o mundo que a rodeia.

Normalmente, a necessidade de visualizar o bebê existe quando ele ainda é pequeninho. Na medida em que cresce, ele quer descobrir o mundo, ver tudo que está à sua volta. Alguns carrinhos permitem essa transformação.

Para quem opta pelo travel system (como foi meu caso), lembre-se que o bebê-conforto se acopla no carrinho e permite esse contato visual com a criança com muita tranquilidade.

Possibilidade de se acoplar o bebê-conforto ou moisés

Já falei sobre o s carrinhos travel systems, que são realmente muito práticos, mas algo também muito legal é a possibilidade de se acoplar um moisés na estrutura do carrinho. Eu usei muito o moisés com a Carolina e eu o prendia no próprio carrinho.

Capota

Uma capota ajustável também é algo que faz diferença, pois permite proteger o bebê do sol, chuva e vento, tornando o passeio mais confortável.

Espaços para guardar coisas

Ter um ou mais bolsões, ou espaço para guardar coisas é uma mão-na-roda, pois estamos sempre carregando sacolas, brinquedos, ou precisando de um lugar prático para colocar o sapato que a criança acabou de arrancar dos pés.

Tecido lavável

Não se iluda: com o tempo o carrinho vai ficar sujo, por mais que você passe o aspirador. Ter partes removíveis e tecido lavável é algo que faz toda diferença.

Para terem uma ideia, o carrinho da Carol foi lavado no começo do ano. O de uma amiga ganhou um banho de coco e xixi e foi facilmente lavado em casa.

Tamanho

O tamanho do carrinho, principalmente dos duplos, para duas crianças, tem que ser compatível com os ambientes de nossa casa, os lugares que frequentamos e porta-malas do carro. Não adianta nada comprar um mega carrinho gigante, se não for possível transportá-lo.

O carrinho tem que passar por portas, elevadores, cômodos, corredores, etc.

Peso

Um carrinho leve faz toda diferença, pois ninguém quer e gosta de ficar carregando coisa pesada para lá e para cá. Quando mais leve, mais fácil de empurrá-lo, de tirá-lo e colocá-lo no porta-malas do carro, de subir ou descer uma escada, de fazer tudo!

Normalmente, a estrutura dos carrinhos é feita de alumínio, o que, por si só, já traz leveza, mas o fato do carrinho ter suas partes em tecido também ajuda bastante.

Praticidade para abrir e fechar

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A praticidade para abrir e fechar foi, para mim e meu marido, um dos pontos de desempate na escolha do carrinho da Carolina. É óbvio que estaremos com o bebê sempre que usarmos o carrinho, então, quanto mais fácil for o sistema de abertura e fechamento, mais praticidade você terá em seus passeios. O nosso, por exemplo, conseguimos fechar com uma única mão, se necessário. Cansamos de pegar a Carol no colo, fechar o carrinho com uma única mão e subir ou descer uma escada rolante porque impraticável o uso dos elevadores.

Os carrinhos que exigem que o assento seja desmontado, para depois ter a base fechada ou dobrada são os famosos “carrinhos trambolhos”: aqueles que normalmente as mães compram porque são lindos, mas depois que o bebê cresce um pouquinho e os passeios passam a ser mais comuns, ficam encostados porque dá um mega trabalho para montar e desmontar.

Conforto

Todo mundo quer um carrinho confortável, certo? A maioria dos modelos já vêm com a parte interna do assento acolchoada, alguns mais, outros menos. Mas sinceramente, esse conforto é a coisa mais fácil de se conseguir, pois hoje existem muitos acolchoados próprios que podemos comprar, para oferecer um conforto adicional ao bebê. Eu mesma usei um com a Carolina por algum tempo.

Ainda como conforto, considero o tamanho do assento bastante importante. Veja se a criança terá espaço suficiente para ficar e tirar um cochilo mais longo, sem parecer uma sardinha enlatada.

Sistema de amortecimento

Sistemas de amortecimento são encontrados nos carrinhos de cooper. Sem dúvida, é algo que proporcionará caminhadas mais estáveis à criança, caso você tenha o costume de fazer muita coisa a pé.

Acessórios

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Veja quais acessórios você pretende usar com o carrinho e verifique se o modelo que escolheu possui os seus específicos.

Por exemplo, para o carrinho da Carolina, usamos uma bandeja frontal de apoio, para que ela coloque copinho de bebida ou apoie algo que esteja comendo, e um organizador, tipo “porta-treco”, preso na barra de empurrar. Além disso, temos uma capa de chuva, um mosquiteiro e, quando ela era recém-nascida, usávamos um suporte de assento para cabeça e corpo. Todos com encaixe perfeito no carrinho com e sem o bebê-conforto.

Ah! Também compramos da mesma marca o espelho e o protetor solar de janela de carro.

Assistência técnica

Ter uma assistência técnica no Brasil também é algo interessante, principalmente para quem faz a compra no exterior. Quando compramos o carrinho da Carol, a Britax não tinha assistência técnica no país. Isso ficou martelando um tempo na minha cabeça, pois era uma desvantagem da marca. No final das contas, os benefícios acabaram superando este inconveniente.

Amanhã falo com mais detalhes as razões que nos levaram a escolher o carrinho que usamos com a Carolina até hoje, explicando, inclusive, o que consideramos para decidir se teríamos um ou dois carrinhos.

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