12 mar 2016

Natação para crianças

Por Dra. Geovana Hirata

Quem me segue no Instagram (@fabi_4mammies) viu que a Carolina começou com aulas de natação este ano, dias antes de completar 2 anos. Ela está em uma turminha com crianças de várias idades, incluindo um bebê de 11 meses.

As aulas são duas vezes por semana e duram 30 minutinhos. Nessa fase, ela não aprende efetivamente a nadar, mas apenas a se acostumar com o ambiente de piscina.

Ao som de músicas cantadas pela professora, ela faz bolhas, molha a cabeça e o rosto, bate perninhas, se equilibra e se movimenta com o apoio do papai. Aliás, é ele quem entra na piscina e a acompanha em todos os exercícios. Esse tipo de atividade é ótimo para reforçar os laços afetivos entre pais e filhos.

Depois que as aulas começaram, tivemos oportunidade de frequentar a piscina do clube apenas uma vez. E mesmo com pouco tempo de aula, a Carol se sentiu confiante de andar sozinha, com água na altura de seu pescoço e a arriscar um ou outro mergulho.

Atualmente nosso trabalho tem sido em acostumá-la a ter os olhos e orelhas molhadas. Quando era pequena, não ligava, mas depois que cresceu, passou a não gostar da água escorrendo pelo rosto… rs!

Hoje ela espera ansiosa pelo dia da natação e o legal é que almoça super bem!

20160314_Natação_para_crianças_01

Para explicar um pouco melhor sobre os benefícios da natação, a pediatra Geovana Hirata nos dá mais detalhes:

Benefícios da natação infantil

Crianças devem, desde cedo, ser incentivadas a exercer alguma atividade física, na medida em que a prática traz diversas melhorias para o corpo, podendo também ser uma boa maneira de trabalhar aspectos psicológicos.

A natação, por ser um esporte completo, é uma excelente dica para o público infantil. A criança pode experimentar movimentos novos, como rolar, movimentar perninhas e bracinhos, sem traumas de queda. É a única atividade que pode ser praticada sem contra-indicações, em todas as idades.

A natação infantil contribui de diversas maneiras para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança, trabalhando ainda seus aspectos emocionais e sociais. Além de melhorar o desenvolvimento psicomotor, como agilidade e velocidade, a coordenação, o equilíbrio e a força, ela fortalece a musculatura, melhora a capacidade cardiorrespiratória, ativa e dá mais mobilidade às articulações, desenvolve noções espaciais, temporais e de ritmo, estimula sono mais tranquilo, reforça apetite e desenvolve a sociabilidade, autoconfiança e disciplina.

É indicada para quem sofre com doenças respiratórias, como asma e bronquite, pois a umidade da água lubrifica as vias respiratórias, fazendo com que a criança respire melhor. Além disso, ajuda na recuperação e prevenção de problemas ortopédicos.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que o esporte seja inserido na rotina da criança a partir dos seis meses de vida, pois, nesta idade, o conduto auditivo (parte do ouvido), que até então era reto, forma uma curvatura, que dificulta a entrada da água, reduzindo as chances de infecção.

Além disso, o bebê também já estará imunizado contra algumas doenças.

É por meio da ludicidade que as crianças estimulam a espontaneidade, o prazer e a afetividade, construindo um relacionamento de segurança, conforto e confiança entre pai e filho, aluno e professor.

Divisão em fases

Para melhor aproveitamento e desenvolvimento da criança, a natação é dividida em fases.

Na primeira, de 6 meses a 2 anos, a criança aprende a se mexer na água e a brincar de forma lúdica. Isso ajuda no processo de adaptação ao meio líquido, que deve ser orientada para que a criança experimente e vivencie habilidades de estabilidade postural, proporcionando um domínio de movimentos corporais que levam a ótimas condições para uma boa respiração dentro da água.

Nessa fase é necessária a presença de um acompanhante nas aulas, alguém que a criança confie. Essa relação de confiança é fundamental para desenvolvimento afetivo do bebê. Além disso, a criança aprende com mais segurança, sem medo do desconhecido.

Já a segunda fase, de 3 a 4 anos de idade, é conhecida como a etapa da propulsão. É neste momento que ela aprende a se deslocar de um ponto a outro.

A fase seguinte envolve crianças na idade entre 5 e 6 anos. É neste momento que eles começam a trabalhar os estilos de nado, movimentação de braço e respiração lateral. Essas crianças têm um rendimento mais satisfatório em seu processo de alfabetização.

Por fim, vem a fase de 7 a 12 anos, quando é feito o aperfeiçoamento dos estilos, como crawl e costa.

A natação infantil tem papel fundamental na saúde das crianças, pois obesidade, sedentarismo e estresse são alguns dos problemas que podem acometer os pequenos que praticam pouca ou nenhuma atividade física.

Os pais não devem matricular seus bebês nas aulas de natação com objetivo de formarem campeões, mas sim pela formação de um hábito que lhes renderão boa saúde para sempre. A medalha de campeão em saúde ninguém tirará do seu filho.

Essa foto foi tirada no primeiro dia de aula da Carol e foi publicada no meu Instagram:

Essas já são mais recentes: ela está até com touca e óculos de mergulho! rs!

20160314_Natação_para_crianças_02

20160314_Natação_para_crianças_03

20160314_Natação_para_crianças_04

20160314_Natação_para_crianças_05

20160314_Natação_para_crianças_06

20160314_Natação_para_crianças_07

20160314_Natação_para_crianças_08

20160314_Natação_para_crianças_09

20160314_Natação_para_crianças_10

20160314_Natação_para_crianças_11

20160314_Natação_para_crianças_12

20160314_Natação_para_crianças_13

Deixe um comentário