19 jul 2016

O pré-natal

Por Dra. Marcia Maria Dias

Você estava querendo engravidar, a menstruação atrasou, fez um teste de gravidez e, bingo! Deu positivo. Agora é hora de procurar o médico de sua confiança para começar o pré-natal.

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A assitência pré-natal é um campo da medicina preventiva no qual a mulher será analisada do ponto de vista físico e laboratorial, num momento especial de sua vida, onde alterações emocionais e físicas vão progredir até o momento tão esperado do parto. A importância dessa assistência reside na oportunidade de se fazer prevenções, diagnósticos e intervenções que possam contribuir para o melhor resultado materno-fetal.

A progressão da gestação desencadeia manisfestações clínicas que podem ser decorrentes apenas de adaptações do organismo materno à gravidez normal ou de verdadeiras patologias que se iniciam no período gestacional ou doenças pré-existentes que se exacerbam neste período. E o médico obstetra deve estar atento a essas variáveis, para prevenir e corrigir distúrbios que possam provocar desfechos indesejados.

A assistência pré-natal deve se iniciar mesmo antes da gravidez, através dos cuidados de pré-concepção, como já discutido num artigo anterior. Nesse caso, o seu médico, já familiarizado com seu histórico de saúde geral e ginecológica, apenas dará sequência às avaliações necessárias durante a gravidez.

As consultas serão programadas em intervalos convenientes para cada período da gestação. Habitualmente serão consultas mensais com inserção de outras avaliações sempre que surgirem sintomas novos e anormais, até o 7º mês, e após, quinzenais e até mesmo semanais, no final da gestação. Nesse seguimento serão observados dados clínicos, físicos, bioquímicos e imagens de ultrassonografias e, excepcionalmente, de ressonância magnética. Também serão feitas intervenções em relação à nutrição e suplementos, atividade física, estilo de vida, atualização do calendário vacinal, além de tratamentos variados quando necessário.

Os exames bioquímicos e sorológicos que são realizados no início e ao longo da gestação têm o objetivo de diagnosticar doenças que podem comprometer os resultados da gravidez como anemia, diabetes, doenças da tireóide, infecção urinária, HIV, sífilis, toxoplasmose, rubéola, hepatites B e C, já existentes antes ou adquiridas durante a gestação.

As ultrassonografias obstétricas devem ser realizadas em momentos específicos ou, a qualquer momento, se houver suspeita de complicações. Os exames programados são: logo no início da gestação, entre 6 e 7 semanas, com o objetivo de confirmar a gestação, idade gestacional e saber o número de embriões. Depois vêm os exames morfológicos para detectar eventuais mal-formações e, no final da gestação para a programação do parto.

A gestação é também um momento oportuno e importante para fazer a atualização do calendário vacinal da mulher, objetivando a imunização da mulher grávida como também do seu bebê, através da transferência de anticorpos pela placenta. São recomendadas as seguintes vacinas durante a gravidez: tétano, gripe, hepatite B e tríplice bacteriana acelular, cada uma a seu tempo e de acordo com indicações e contra-indicações.

Por fim, durante a gestação, as mulheres devem ser orientadas sobre a prevenção de estrias, cloasma (manchas na pele do rosto), varizes e preparo das mamas para amamentação. Isso deve ser feito pelo médico obstetra de modo personalizado para cada mulher, de acordo com suas necessidades.

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