Por Fabiana Bellentani

E já que estamos em período de festinhas (a Carol tem três comemorações de amiguinhos pela frente), que tal eu contar todos os detalhes do aniversário de 3 anos dela?

Como fiz com a festinha de 1 ano e cuidei pessoalmente de cada detalhe, vou dividir tudo que tenho para contar em três ou quatro posts, ok? Hoje começo explicando a escolha do tema, elaboração da arte, save the date, convite e lembrete virtual.

Tema

Esse ano foi ela quem já escolheu o tema! Meses antes do aniversário, a Carolina estava vidrada na Branca de Neve por causa de uma fantasia da Disney que ganhou de presente. Sempre que perguntava qual tema queria para sua festinha, era essa princesa que ela indicava.

Lá fui eu, então, pesquisar referências, me inspirar para criar uma decoração que não fosse óbvia, mas que criasse todo um clima característico. Eu já tinha tudo esquematizado, avisado os designers que poderiam iniciar a arte dos convites e aí viajamos para a Disney e a Carol conheceu a Cinderela… E todo meu trabalho foi por água abaixo!

De Branca de Neve passamos para Cinderela bailarina. Não, não bastava ser apenas a princesa, ela tinha que vir com sapatilhas! A partir deste conceito, então, comecei nova pesquisa, busca por novas inspirações. E confesso que são dois temas que eu particularmente não curto. Tudo muito rosa, muito cheio de frufrus e esse não é meu estilo. Mas trabalhei bastante para fazer algo diferente, sem usar a imagem da personagem (pois acho que limita nossa criatividade) e dando o toque rústico-chique que eu tanto amo.

A festa foi em casa, para aproximadamente 25 pessoas apenas, algo bem família, bem pessoal. Nada de mega produção, apenas muito carinho e atenção em cada detalhe, para que todos, principalmente a Carol, se encantassem com o resultado e tivessem uma comemoração muito feliz!

Arte

Toda arte da festa foi criada pelos designers Mariana Valente e Victor Pagani da 2gents. Passei meu estilo (que o Victor já conhece há algum tempo), as referências que tinha e, num passe de mágica, tudo surgiu!

Os desenhos foram feitos em aquarela, à mão, super delicados e simples. O ponto de partida foi a imagem da princesa bailarina, que não seria uma réplica da Cinderela, mas sim uma princesa que faria referências à personagem. Usamos a mesma cor de vestido, posição dos bracinhos no momento em que a Cinderela é transformada, abóboras encantadas e passarinhos dispostos a ajudar.

O cabelo da princesa foi loiro, assim como os da Carol. O resultado foi uma menininha simpática, feminina, sem exageros e rococós.

Save the date

Com pouco menos de um mês de antecedência, mandamos um save the date para os convidados por celular, apenas com um teaser do tema: a sapatilha na cor azul, algumas estrelinhas, indicação do evento, a data e local.

Convites

Na impressão do convite, fiz questão de usar papel vergê que tem uma textura ondulada, para dar o ar rústico que eu desejava. Os envelopes, a princípio, eram para ser kraft, mas, no final, optei por azul marinho, que acabou fazendo parte do restante da decoração.

A maioria foi entregue em mãos. Por esta razão, não houve etiqueta de remetente. Um tag foi criado para “abraçar” o convite e abrir o tema para os convidados. No lado que seria do remetente, estava escrito “A princesinha bailarina convida…” e, do outro, o nome do destinatário.

Para completar, fiz um laço com fita kraft amarela na parte inferior do envelope, reforçando a feminilidade e rusticidade.

A Carol gostou tanto dos convitinhos que me ajudou a fazer os laços (ela colocava o dedinho para eu amarrar) e fez questão de entregar para cada convidado pessoalmente.

Ah! Nos enviados por correio (foram apenas cinco), usei um envelope bolha kraft, comprados no Kalunga, na medida exata do convite de 15cm x 15cm. Estes sim, na parte externa, receberam uma etiqueta de remetente e destinatário.

Lembrete virtual

E na quinta-feira anterior à festinha, enviamos um lembrete virtual, também por celular, com a imagem da abóbora encantada. Nada de muito complexo, apenas lembrando que a comemoração seria naquele sábado. O lembrete levou o nome da Carolina e o horário.

Simples assim!

Relação de profissionais deste post

Arte: Mariana Valente (SP) e 2gents (SP)

Envelopes: Operação Papel (SP)

Gráfica: Aro Print (SP)

Fita kraft: Rizzo Embalagens (SP)

Por Fabiana Bellentani

Antes de ser mãe, sempre que precisava presentear uma criança, procurava o maior presente que pudesse comprar. Achava que seria o máximo chegar com um pacotão gigante, que a criança certamente iria amar e brincar até o brinquedo se desmantelar de tanto uso.

A realidade, no entanto, me mostrou que as coisas não funcionam desse jeito…

A Carol sempre teve muitos brinquedos, desde pequena, mas acaba sempre brincando com os mesmos. Isso quando as caixas e embalagens não são mais interessantes e o brinquedo em si acaba ficando em segundo plano.

Apesar de publicado agora, a ideia de escrever este post veio logo depois do final do ano passado, já que o Papai Noel foi suuuuper legal e “mandou”, pelos avós e tios, brinquedos que deixaram o papai e, principalmente, a mamãe de cabelos em pé: telas para pintar com guache, pia e cafeteira que só funcionam com água e mini fogãozinho que, agora, ocupa um novo espaço na outra lateral da sala. Desses, o único com o qual a Carol ainda brinca é o fogão. As telas, depois de pintadas, perderam a graça, e a pia e a cafeteira, ela mesma disse que queria guardar (talvez porque desse muito trabalho repor a água a cada 3 minutos (rs!). E, olha, que temos área externa e a Carol tem a iniciativa de secar o chão ou tudo mais que ficar molhado ou sujo com a diversão.

Sem dúvida, todos os presentes foram dados com muito amor, com claro propósito de agradar, mas depois dessa “leva”, além de tudo que eu já considerava importante num brinquedo, criei algumas regras para a família presentear a Carol (avisei todo mundo antes do aniversário dela (rs!)), que, na verdade, são os mesmos critérios que uso para presentear outra criança.

Começando pelas ponderações básicas:

  • Adequação do brinquedo à idade. É claro que às vezes vemos brinquedos que, apesar da classificação, julgamos ultrapassados para a capacidade da criança, mas se tiver peças muito pequenas ou partes que possam machucar, ou que exijam habilidades que a criança ainda não tem, respeite a faixa etária e não compre. O risco de acidentes pode ser grande nesses casos.
  • Facilidade de troca. Muitas vezes a criança já tem o brinquedo ou os pais julgam que não é adequado para o filho ou para o espaço que têm em casa (e aí vem abaixo as minhas “regrinhas”), ou simplesmente a criança prefere outro. Nós normalmente compramos brinquedos em lojas de rede ou que sejam facilmente encontradas.
  • Preferência por brinquedos que estimulam o raciocínio e a interação entre pais e filhos e entre as crianças entre si. Já comentei sobre isso em outro post.

Além dessas, para a galera aqui de casa, criei “vetos” para alguns tipos de brinquedos, pois envolvem disponibilidade de espaço e alguns cuidados adicionais na hora da diversão. Vejam, não estou sendo radical e dizendo que a Carol (e o Felipe no futuro) nunca poderão brincar com esses brinquedos, mas apenas que deve ser decisão dos pais comprá-los ou não, ou, ao menos, terem direito de concordar ou não com a compra.

Minhas dicas adicionais são:

  • Evite brinquedos que usem água ou questione os pais antes de comprar. Crianças não têm critério de julgamento para saberem onde e quando podem brincar com um determinado brinquedo. Nem todo mundo tem uma área externa onde o brinquedo possa ser montado, sem risco de molhar tapete e móveis. Além disso, brinquedos com água exigem uma atenção maior dos pais com reposição, cuidados para a criança não escorregar, ficar muito molhada em dias inadequados, etc… Não é à toa que se dermos uma busca no Google por “brinquedos com água” só aparecem imagens de crianças brincando em jardins, parques ou piscinas!
  • Evite brinquedos com tinta. Aqui serve o mesmo raciocínio da água. Normalmente, a tinta usada com crianças é guache, mas mesmo assim, ninguém quer um sofá ou uma parece pintados, certo?
  • Evite brinquedos grandes e volumosos. Nós mesmos já compramos brinquedos para a Carol, dos quais nos arrependemos. Pensem numa piscina de bolinhas e num carrinho de supermercado com mais de 100 mini produtos dentro. Agora pensem nessas bolinhas e produtos espalhados pela sala, todos misturados no momento da bagunça… Não dá! Ambos comprados por nós (quer dizer, o carrinho não, mas os produtinhos, sim), sem pararmos para pensar exatamente na consequência. Apenas como exemplo, até pouco tempo, tínhamos aqui em casa uma mesinha de atividades, um carrinho de boneca, um fogãozinho, um patinete, um triciclo, um cavalinho gangorra e uma barraca, além de uma caixa cheia de outros brinquedos menores. Desses, posso garantir que mais da metade está encostada e parte já ganhou outro destino.
  • Nunca dê animais de presente, nem mesmo um peixe! Os avós por aqui são loucos para inserirem um cachorro na família. Além de muitos cuidados extras, animais envolvem custos adicionais que nem todos estão a fim de ter.

Alguém tem mais alguma dica? ; )

Por Fabiana Bellentani

20170305_Minha_recuperação_da_cesárea_da_Carol

Já falei mil vezes aqui no blog, e acredito de coração, que não existe certo ou errado na maternidade, mas aquilo que deixa nosso coração de mãe e pai em paz. E isso se estende à opção de parto de cada mulher, desde que seja respeitada a saúde e segurança do bebê e da mãe.

O parto da Carol foi cesárea por escolha. Não sou contra parto normal, ao contrário, apoio tanto quanto a cesárea, tanto que o pretendo para o nascimento do Felipe. Mas sou contra, sim, quem defende um ou outro com unhas e dentes, como se tivéssemos cometendo o maior crime do mundo em fazer nossas escolhas, sem considerar as vantagens e desvantagens envolvidas em cada caso.

Vemos muitos relatos de que a recuperação da cesárea é horrível, dolorosa, demorada e limitadora, enquanto a do parto normal é maravilhosa, rápida, quase sem dor, te deixando pronta para passar por tudo de novo… Um cenário é sempre apresentado como o OPOSTO do outro.

Mas saibam que conheço histórias de recuperações muito boas de parto normal, como também de mulheres que sofreram bastante com a episiotomia (aquele corte feito no períneo para “abrir” espaço para a passagem do bebê), de não conseguirem sentar por mais de mês.

Da mesma forma, conheço histórias de recuperações mais demoradas de cesáreas e de outras ótimas, como a minha.

Antes da Carol nascer eu nunca tinha passada por qualquer tipo de cirurgia. Eu sempre era a pessoa que acompanhava familiares em procedimentos, mas nunca tinha sido eu a pessoa a passar por um.

Minha cesárea foi às 3:00 da manhã e demorou acho que meia hora, se tanto. Fiquei sob o efeito da anestesia por mais algum tempo, mas já fui para o quarto sentindo pés e pernas.

A primeira vez que levantei da cama foi no mesmo dia mais tarde, depois da visita da minha médica e de terem tirado a sonda urinária. É ÓBVIO que nessa primeira levantada senti uma dor muito forte. Pedi apoio do marido e, bem devagar, sob a observação da enfermagem, fiquei em pé e fui ao banheiro andando lentamente.

Depois desses primeiros passos, tudo ficou mais fácil e mais simples. No segundo dia, eu já sentava com uma das pernas cruzadas sobre a cama (para ser sincera, acho que nem podia ter feito isso…) e fazia tudo sozinha: ia ao banheiro, tomava banho, saía “correndo” atrás dos amigos no corredor do hospital para entregar a lembrancinha que eu esquecia de dar no quarto (rs!), praticamente tudo!

É claro que o contexto de uma cesárea é totalmente diferente de uma pessoa com cirurgia em função de doença ou acidente. A situação é alegre, feliz, é um momento de comemoração. Acho que por isso e também por não ter uma expectativa de dor (já que não sabia o que era passar por uma cirurgia), me permiti fazer tudo que conseguia.

Quando voltei pra casa foi a mesma coisa. Com poucas limitações, fazia aquilo que estava ao meu alcance: trabalhava (sou autônoma, não tive licença maternidade), cuidava da Carol, um pouco da casa, etc.

Depois de uma semana, voltei à minha médica para a primeira consulta pós-parto e fui sozinha porque o marido ficou em casa com a Carolina.

Quando cheguei, a Dra. Márcia perguntou: “Você veio sozinha?”. “Sim, vim, respondi. “Mas dirigindo?”, complementou ela. “É, vim dirigindo, por que? Não podia?”, perguntei. Ela arregalou os olhos e comentou “Depois dizem que a recuperação da cesárea é péssima…”. Fiquei feliz com o comentário, pois percebi que estava bem, além do esperado!

Com duas semanas, eu amamentava com as pernas cruzadas “de índio” sobre uma poltrona que tinha na sala e recebia amigos em casa para uma pizza!

Mas por que fiz questão de contar tudo isso?

Simples: primeiro para mostrar que, se tivermos informação (principalmente sobre as consequências de nossas escolhas), conseguimos tomar decisões conscientes e seguras, sem estigmas e independentemente do que os outros falam ou pensam. Segundo porque, seja parto normal ou cesárea, saiba que o nascimento do seu filho será o momento mais especial do mundo e, por ele(ela), tudo vale a pena!