Por Fabiana Bellentani

Como viram no post anterior, fiz questão de lançar o 4 MAMMIES no aniversário da Carol, minha filha. Hoje ela faz 2 anos, mas  lembro do seu nascimento como se fosse ontem.

Fui para o hospital sem mala de maternidade, sem lembrancinhas, enfeite de porta, sem fotógrafo profissional e sem imaginar que na madrugada do dia 18 de janeiro, ela chegaria com tudo!

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Minhas 40 semanas de gestação se completariam no dia 06 de fevereiro de 2014. Eu já havia decidido que teria parto cesárea (falarei sobre minha decisão em outro post), e, portanto, fomos orientados a planejar o nascimento da Carolina para uma data a partir do dia 28 de janeiro.

Escolhemos, então, o dia 29 e começamos a nos organizar para que tudo ficasse pronto antes do final do mês: todos os trabalhos estavam sendo antecipados, o enfeite da maternidade seria concluído poucos dias antes, os pães de mel de lembrancinha seriam encomendados para o dia 27, e meus cuidados pessoais, como unha e depilação, também já estavam agendados para as vésperas do nascimento.

Só que nem tudo acontece do jeito que a gente planeja.

O dia 17, uma sexta-feira, foi um dia bastante corrido para mim e meu marido. Fomos para o escritório de manhã (sim, trabalhamos juntos), levamos meus pais ao médico (no final da gravidez, meu marido ia para todos os lugares comigo, pois dirigir já estava mais difícil) e fechamos a noite num restaurante perto de casa que adoramos.

Chegamos em casa já meio tarde, eu estava cansada, mas tinha o sentimento de que deveria terminar de arrumar a mala da maternidade naquela noite. Estava com 37 semanas, já tinha algumas coisas separadas, mas ainda faltava organizar as coisas da Carolina.

Passei, então, algumas últimas roupinhas, montei todos os kits pedidos pelo hospital, arrumei umas duas nécessaires e organizei tudo. Poucas coisas ficaram para fora, mas tudo bem. Eu ainda tinha até o dia 29… A prioridade era ela.

E aí, naquela madrugada, por volta das 00:30, levantei para ir ao banheiro e percebi um sangramento. Percebi que havia também uma secreção espessa, que, na hora, não dei importância, mas depois dos acontecimentos, me dei conta de que já era o tampão mucoso.

Essa não era a primeira vez que eu tinha um sangramento, já havia sido surpreendida outras duas vezes durante a gravidez, mas em ambas, apesar do susto e de ter corrido para o pronto-socorro, não houve nada sério. Achei que naquele dia seria a mesma coisa.

Saí do banheiro, acordei o marido e lembro que ainda analisamos se seria caso de irmos para o hospital ou não. Nos vestimos com calma e seguimos tranquilos, apenas por precaução. Estava certa que seria examinada e mandada de volta, como nas vezes anteriores.

Depois de passar pelo pronto-atendimento, fui encaminhada à consulta obstétrica. Fiz o exame e ouvi o seguinte: “Você está com 5cm de dilatação, seu bebê vai nascer. Não está sentindo dor?”. Nessa hora, comecei a tremer e não parei mais. Como assim a Carol ia nascer? E as 40 semanas? Minha primeira reação foi pensar se não havia problemas num nascimento “antecipado”, se ficaria tudo bem. Me explicaram que com 37 semanas, o nascimento já é considerado a termo.

Minhas contrações foram medidas e subi para o quarto. Engraçado como as coisas parecem acontecer em uma dimensão diferente quando a expectativa é muito grande. Eu tentava me acalmar, parar de tremer, mas não conseguia.

Deitei na cama hospitalar e acompanhei as luzes dos corredores passando sobre minha cabeça. Estava de lado e aí comecei a sentir um pouco de contração. Entrei no centro cirúrgico. Sentei sobre a maca, recebi a anestesia e desabei a chorar! Estava ansiosa, nervosa, curiosa, tudo ao mesmo tempo! Eu sempre fui muito racional, mas naquele momento era diferente. Estava a minutos de conhecer minha filha, de ver e sentir o bebê que até então eu conhecia com meu coração.

As lágrimas rolavam e meu marido me confortava com um lencinho na mão. “Por que está chorando desse jeito?”, perguntou a médica. Eu não consegui responder. Passaram-se alguns minutos e então a Carol nasceu! Com 48cm e 2,935Kg, às 3h01 da manhã do dia 18 de janeiro de 2014.

“Olha que bochechuda!”, disse a obstetra. Fiquei em silêncio por um momento para ouvir seu choro. Queria vê-la, saber se estava bem, se tinha nascido perfeita. Chamaram meu marido para conhecê-la. “Você quer que eu fique aqui ou posso ir lá?”, ele ainda perguntou na dúvida se me deixava chorando ou se corria para conhecer a filha (fofo!). Veio chorando para perto de mim, mas parou assim que colocaram seu rosto perto do meu. Ela mamou ainda no centro cirúrgico, uma das coisas que nunca vou esquecer!

A Carol escolheu seu momento, desafiando e contrariando toda falsa sensação de controle e organização que eu tinha para seu nascimento. Mas ela me avisou que estava chegando. Pediu que deixasse suas coisas prontas e eu deixei. Pediu que a recebêssemos com muito amor, que fôssemos pais presentes e carinhosos, que a inseríssemos em nossas vidas da forma mais bela e encantadora possível! Ela mudou nossa forma de ver o mundo, nossas prioridades e nossas preocupações.

Seja sempre bem-vinda, Carolina, junto com você nasceram uma mãe e um pai que te amarão sempre!

Por Fabiana Bellentani

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Hoje lanço o 4 MAMMIES com o objetivo de compartilhar minhas experiências como mãe da Carolina!

Quando a Carol nasceu, eu estava com 36 anos, 9 deles casada. Todos dizem que ter um bebê muda nossas vidas e é verdade. Muda mesmo! Eu nunca tinha tido muito contato com crianças, apenas com meu afilhado, que, na ocasião, tinha 7 meses. Ele era (é ainda) um anjinho, não teve cólicas, dormia bastante e eu pensava: “Se isso é ter um bebê, vou tirar de letra!”.

A Carol nasceu e meu mundo virou de pernas pro ar. Sou profissional autônoma e não tive licença maternidade, como a maioria da mães. Nem eu, nem meu marido paramos de trabalhar. Minha filha nasceu na madrugada de sexta para sábado e, na segunda seguinte (eu ainda estava no hospital), tinha cliente me ligando para pedir trabalho. Eu atendi, claro, não podia dizer não.

Levamos a Carol para a casa e no começo é tudo novidade. A gente tem que aprender muita coisa e se adaptar a muita coisa! Eu, que sempre adorei dormir, passei a acordar a cada 3 horas para amamentar. A gente faz com amor, claro, mas nem por isso deixa de ser cansativo. “Vou dar conta de tudo, vou me acostumar a dormir pouco”, pensava eu.

Meu marido sempre me ajudou demais e, nessa fase, passamos a trabalhar de casa e a cuidarmos dela juntos.

As duas primeiras semanas se passaram e a Carol começou com as cólicas. Como chorava, meu Deus, era desesperador! Fiquei tão estressada que passei a não ter leite no final do dia. Passaram mais poucas semanas e tive depressão pós-parto. Dias horríveis, sentimentos horríveis! Minha mãe já estava muito doente nessa época, então aquele suporte básico materno não aconteceu comigo. Minha sogra e cunhada foi quem me ajudaram e não foi pouco! Sou muito grata às duas por todo auxílio que me deram.

Quando melhorei, coincidentemente a Carol parou de chorar. Hoje penso se foram as cólicas que passaram ou se ela apenas refletia meu estado de espírito… Não sei, talvez as duas coisas. Nessa época, ela já estava com quase 4 meses.

Aos poucos ela foi crescendo, se desenvolvendo e cada descoberta foi encantadora!

O primeiro sorriso, entre o primeiro e o segundo mês, veio na hora certa, quando eu achava que não fosse dar mais conta. Ela passou a agarrar seus brinquedinhos, sua visão começou a focar em nossos rostos, passou a rolar de um lado para o outro e seus dentinhos começaram a nascer.

Ela quase não engatinhou, andou apoiada por alguns meses, até que caminhou sozinha com 1 ano e 2 semanas. Começou a falar, aprimorou sua coordenação, sociabilização e entendimento do mundo e de si própria.

Mas por que estou contando tudo isso? Por dois motivos:

Primeiro para mostrar que a maternidade é docemente difícil e encantadoramente cansativa. É um misto de sentimentos que efetivamente transforma nossas vidas, muda nossa visão de mundo e nos traz o amor incondicional. Parece frase pronta, né? Mas não é. É exatamente isso e o blog tem a intenção de compartilhar cada detalhe.

Segundo, porque hoje a Carol faz 2 anos! Fiz questão de que o 4 MAMMIES “nascesse” na mesma data em que ela nasceu!

Assim como disse no HOME 4 TWO, espero que curtam esse blog da mesma forma que eu!

Let the fun begin!