Por Fabiana Bellentani

Já cometei com vocês que ficamos um total de 7 dias em Orlando, divididos entre os parques do complexo da Disney, além do Sea World. Nós tínhamos ingressos comprados para o Universal Studios, mas cancelamos depois dos dois primeiros dias de viagem, pois percebemos que a Carol aproveitaria pouco por causa do limite de altura das atrações.

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Mas como aproveitar os parques, onde ficar, pegar mais dicas legais, etc.? Bom, vamos por partes!

Pesquisas prévias

Um site bem legal de onde peguei muita informação foi o Vai pra Disney?. Lá tem dica de tudo: como usar o aplicativo da Disney, como fazer reservas de alguns restaurantes mais concorridos, hotéis, horários, alturas, onde encontrar os personagens, tudo!

Usei muito este blog e super recomendo!

Outro lugar básico para se pegar informações é o site oficial da Disney, mas indico o americano que é mais completo que o brasileiro.

Onde ficar

Para a primeira experiência da Carol na Disney, eu queria muito ficar num dos hotéis do complexo. Na verdade, eu já tinha me “apaixonado” por um hotel específico, o Animal Kingdom Lodge, depois de ter visto num documentário há algum tempo atrás.

Nesta viagem, estávamos com meus sogros, que ficaram conosco nos primeiros e últimos dias. Depois de 5 noites, eles seguiram para Sanibel, também na Flórida, e nos encontraram mais tarde em Miami.

Para curtirmos os parques juntos, então, considerando que o Animal Kingdom Lodge é um hotel categoria luxo, resolvemos ficar essas 5 primeiras noites no Disney All-Star Sports Resort, mais econômico, que serviria apenas para tomarmos banho e dormirmos.

Quando meus sogros seguiram viagem, mudamos para o Animal Kingdom Lodge, que supostamente ofereceria melhor estrutura para ser aproveitada.

O Disney All-Star Sports Resort é um hotel mais antigo, com piscina e uma área de recreação, além de uma praça de alimentação (não tem restaurantes mais elaborados) e um lojinha com produtos Disney (todos têm, claro). É limpo, sem cheiros estranhos, com cofre, frigobar, ferro e tábua de passar, além de ser abastecido com sabonetes e shampoos oficiais da Disney. O único porém (que não é nenhum problema) é que tudo mais “velho”, desde o interruptor da luz à decoração do quarto. Mas é temático, com desenhos dos personagens espalhados pelos quartos.

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O Animal Kingdom Lodge é um hotel quatro estrelas, com temática africana. Também tem cofre, frigobar, tábua e ferro de passar nos quartos e amenidades exclusivas. Mas eu fui com uma super expectativa, achando que teria uma estrutura super mais legal que o outro, com mil outras coisas para se fazer no hotel, e me enganei. Ele é, sim, um hotel mais novo, mais bonito, super bem decorado, com detalhes únicos, opção de refeições à la carte, mas em termos de entretenimento, tem praticamente as mesmas coisas que o outro: piscina, uma área para as crianças brincarem e os restaurantes.

O diferencial deste hotel é uma savana que fica no fundo, de onde se consegue observar alguns animais. Mas é o tipo de atrativo que dificilmente você vai ver mais que duas vezes e são os mesmos animais do safari do Animal Kingdom, inclusive, à mesma distância de observação.

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Vale a pena ficar num hotel da Disney?

As vantagens de se ficar em um dos hotéis da Disney são que você recebe, no check-in a Magic Band, que é uma pulseira que você usa para tudo: é chave do quarto, entrada nos parques, serve de “cartão de crédito” para pagar as compras feitas no parque e para te identificar no estacionamento do hotel e nas fotos tiradas nas atrações. Nós tivemos alguns problemas com o funcionamento da Magic Band, pois aparentemente nem todas as nossas informações de ticket foram transferidas para a pulseira quando entramos no parque pela primeira vez. Por causa disso, os Fast Passes que reservávamos pelo aplicativo não eram registrados na Magic Band e toda hora tínhamos dificuldades para comprovar a reserva da fila. Tudo foi resolvido depois, mas passamos alguns “perrengues” nos primeiros dias até descobrirmos o que havia acontecido.

Outra vantagem de se ficar nos hotéis da Disney é que se pode usar os ônibus dos próprios parques para ir e voltar daquele que quiser. Eles passam de 15 em 15 minutos. Para ir para o Magic Kingdom, por exemplo, vale a pena, só para não ter que pegar o Ferry Boat ou o trenzinho. O que li a respeito é que em época de temporada, as filas de espera dos ônibus costumam ser um pouco longas. Ou, se preferir usar o próprio carro, quem se hospeda num dos hotéis não paga estacionamento.

Além de tudo isso, para quem é hóspede, um parque por dia abre mais cedo ou fecha mais tarde, oferecendo horário estendido.

Minha opinião pessoal é a seguinte: a tal Magic Band realmente facilita a vida (quando funciona bem), mas acho que vale a pena se hospedar no complexo apenas se quiser ter a experiência e curtição.

No final das contas, o que eu queria mesmo, que era ter um contato mais próximos com os personagens da Disney por estar em um dos hotéis, não aconteceu.

Nós sempre íamos de carro para os parques por causa do carrinho e para termos mais liberdade de locomoção. Não conseguimos chegar mais cedo, nem sair mais tarde de nenhum deles, porque o cansaço chegava antes em função de toda logística e também porque nosso perfil é aproveitar tudo com calma, sem stress.

Se for avaliar o lado financeiro, é possível encontrar hotel melhor pelo mesmo preço e ao do lado da Disney, sem estar dentro do complexo…

Aplicativo My Disney Experience

Esse aplicativo é tudo de bom, é o oficial da Disney. Através dele, conseguimos fazer tudo, ver tempo de espera nas filas, vincular ingressos, reservar Fast Pass e restaurantes, saber onde os personagens estão nos parques, onde encontrar banheiros, lojas, horários, fotos, tudo!

O aplicativo é autoexplicativo, mas o blog Vai pra Disney? que comentei acima dá váááárias dicas de como usá-lo.

Parques da Disney

Começamos nossas visitas pela Epcot, depois Magic Kingdom, Sea World (que não é da Disney, mas comento mais abaixo), Animal Kingdom e Typhoon Lagoon. Um outro dia aproveitamos no Disney Springs, que é um shopping da Disney com várias lojas e restaurantes, incluindo as grandes redes e as da própria Disney com os produtos oficiais.

  • Epcot

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  • Magic Kingdom

Sem dúvida nenhuma, o que tem mais atrativos para crianças pequenas é o Magic Kingdom (já comentei um pouquinho sobre isso num dos posts anteriores), seguido do Animal Kingdom. Mas é também o parque mais lotado, principalmente no horário do show noturno do castelo da Cinderela.

Aliás, a Carol simplesmente ficou sem saber o que fazer quando encontrou a Cinderela e a Elena de Avalor, que, apesar dela nunca ter visto nenhum desenho, passou a ser uma de suas princesas favoritas. A Cinderela perguntou de onde éramos e convidou a Carolina para um cheesecake. A Carol inocentemente respondeu: “Pode ser, mas não hoje!” (rs!). Afinal, ela tinha o parque todo para visitar (eu mereço!)!

Para quem tem filha menina entre 3 e 12 anos, no Castelo da Cinderela existe um salão de beleza, onde as pequenas se transformam em princesas, com direito a cabelo, maquiagem e vestido. É o Bibbidi Bobbidi Boutique, mas tem que fazer reserva. A Carol, além de não ter idade, olhou e não teve vontade. Mas agora, apenas quatro meses depois, quer voltar e ir de qualquer jeito!

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  • Animal Kingdom

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  • Typhoon Lagoon

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Quem ama Natal, saiba que no Magic Kingdom e no Disney Springs tem lojas que vendem SÓ enfeites temáticos da marca. Mas existem alguns que você só encontra no Magic Kingdom, apesar da loja do Disney Springs ser muito maior.

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Um restaurante que fomos duas vezes para jantar foi o Maya Grill que fica no Disney’s Coronado Springs Resort. A comida é estilo mexicana/americana, com carnes, frango e frutos do mar. Adoramos! A Carol comeu super bem lá! Só não esqueça de pedir tudo sem pimenta, caso contrário, vai suar bastante!

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Sea World

O Sea World foi um parque que valeu apenas pelas montanhas-russas para mim e o Eric. Os shows da baleia e dos golfinhos já não são como antigamente e num determinado momento, a Carol quis sair. A comida foi péssima e muito cara! Se a viagem fosse hoje, não voltaria!

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Amanhã vamos para Miami, com parada em DeLand, uma área de paraquedismo para quem curte esporte radicais e quer ter a experiência de um salto em céus americanos. ; )

Por Fabiana Bellentani

Em continuidade o post anterior sobre nossa viagem à Orlando e Miami, hoje o foco é primordialmente voo e locação de carro, pois também são dois assuntos que me questionam bastante.

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Voo

Saímos de São Paulo no dia 01 de novembro de 2016 e voltamos no dia 19. Tanto na ida, como na volta, optamos por voos noturnos. Já tive oportunidade de falar sobre cuidados com horários de voo em post anterior.

Nosso aeroporto de destino foi o Internacional de Miami (MIA), já que a segunda metade da viagem seria aproveitada lá. Voamos American Airlines (AA), pois foi a companhia que melhor apresentou condições de preços na ocasião.

Nesta viagem a Carol já estava com 2 anos e 9 meses, então obrigatoriamente compramos um assento para ela.

Além disso, por já estar maior que em relação à viagem do ano anterior, queríamos tentar proporcionar a ela um pouco de mais espaço para dormir no avião. Então, tentamos, estrategicamente, reservar assentos com um intervalo entre nós nas fileiras centrais da aeronave. Assim, tínhamos marcações na seguinte sequencia: para mim, para a Carol, um assento vago e para o marido. Se a tal cadeira vaga fosse comprada por alguém, apenas pediríamos para trocar, para ficarmos todos juntos. Caso contrário, a Carol, que ficaria central, teria duas poltronas para se esticar. E deu certo. Tanto na ida, como na volta conseguimos que ela ficasse mais confortável, mais esticada. É claro que foi pura sorte, mas valeu a pena!

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Ah! E tivemos mais um cuidado nesse voo: como a Carol tinha tido uma “regredida” no desfralde noturno (e se recusava a usar fraldas), além do básico da mala de mão, levamos também um lençol absorvente descartável (lençol de fralda ou lençol fralda) (já expliquei sobre ele aqui) para forrarmos o assento em que ela deitaria. E parece que adivinhamos porque quase chegando em Miami, ela acordou, olhou para mim e disse: “Ah não! Fiz xixi!”. Fiquei até com dó porque foi puro escape, mas o lençol protegeu não só o avião, como também a própria Carol que não ficou tão molhada. A urina foi absorvida pela fralda. Apenas fizemos uma limpeza com lenço umedecido e trocamos sua roupa na própria poltrona, sem grandes estresses.

Quanto à mamadeira, demos a ela uma antes de embarcarmos e outra, como de costume, quando acordou. A Carol já tomava leite de vaca, então, o que fizemos foi levar o antigo dispenser de formula com uma dose de leite em pó Ninho suficiente para duas mamadas.

No restante, ela comeu a comida que serviram no voo e dormiu o resto do tempo.

Nesta viagem específica, não levamos o carrinho de bebê, porque já tínhamos a intenção de comprar um que fosse para duas crianças, mas também já expliquei que o carrinho pode ser levado e retirado na porta da aeronave.

Locação de carro

Como estávamos em 4 adultos e 1 criança, alugamos uma Town and Country da Crysler que se encaixa na categoria Large SUV. Na verdade, temos o costume de sempre alugar um carro espaçoso por causa das malas.

A Town and Country foi ótima! Até trabalhar no carro eu consegui, no caminho de Orlando para Miami. Os bancos de trás têm tomadas e entradas para computador. E no último dia de viagem, todas as malas foram no nosso carro para o aeroporto, junto comigo, a Carol e o Eric. Estávamos com 7 volumes ao todo: 5 malas, 1 caixa com a cadeirinha e o novo carrinho e coube tranquilamente.

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Já saímos do Brasil com a locação reservada e paga, algo que fazemos sempre também. Não por termos que esperar na fila do balcão da empresa, porque esperamos de qualquer jeito e o tempo de atendimento, tendo ou não a locação já contratada, é quase o mesmo, mas principalmente para não correr o risco de não ter o carro que desejamos.

Nessa viagem, usamos o Decolar.com, que oferecia melhores condições de preço e pagamento. Contratamos todos os seguros, mesmo utilizando o cartão de crédito para compra (que normalmente já oferece o seguro). A diferença era muito pequena e não queríamos ter nenhuma dor de cabeça, já que estávamos com uma criança pequena.

Com relação à cadeirinha do carro, ao invés de alugarmos (o valor é em torno de US$ 8,00/US$ 10,00 por dia), assim que saímos da locadora, paramos em uma Babies R’Us e compramos uma que depois trouxemos para o Brasil, pois já era nossa intenção trocar a da Carol. Guardamos a caixa desmontada, para conseguirmos despachar no retorno.

Mala

Com relação à organização da mala, quem viaja com criança sabe que é super importante levar umas duas mamadeiras, além de lavador, uma escova e um pouco de detergente (que também pode ser comprado no destino).

Mas especificamente para essa viagem, além do lençol de fralda que levei na bagagem de mão, também levei alguns extras para forrar a cama do hotel. Usei em todos, apesar da Carol não ter feito mais xixi na cama depois do episódio avião que comentei acima.

Com o planejamento e deslocamento concluídos, amanhã conto tudo sobre a Disney, se vale a pena ou não ficar em um dos hotéis do complexo, quais as vantagens e desvantagens! Te espero amanhã! ; )

Por Fabiana Bellentani

Sei que este post está meio “fora de ordem”, mas escrevendo outros diários, me deu vontade de contar a história da gravidez da Carolina, já que, na época, eu ainda não tinha o blog.

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Quando contei sobre nossa decisão de ter o Felipe, comentei também que eu e meu marido sempre fomos muito discretos quanto à resolução de ter filhos. Por muitos anos, nosso discurso era de que não queríamos. E, no começo, não queríamos mesmo. Ficamos 9 anos casados até que o reloginho biológico bateu… em mim!

Começamos 2013 com o nascimento da filha de um amigo e a gravidez de outro casal muito próximo. Nesse contexto, papo vai, papo vem e logo aparece aquela famosa frase de que “mulher aos 35 está velha para ter filhos”.

Eu faria 35 em 2013 e resolvi tirar essa história a limpo com a minha médica. É óbvio que esse conceito já é ultrapassado, mas recebi algumas ponderações:

  • Minha menstruação não era nada regular, atrasava bastante. Isso significava que eu poderia ter alguma dificuldade de engravidar por não saber ao certo quando meus períodos férteis aconteceriam mensalmente.
  • O normal é que se demore até um ano para engravidar. Se eu tivesse algum tipo de dificuldade, talvez demorasse esse um ano e aí teria que partir, se quisesse, para algum tratamento de fertilização, o que também poderia levar mais um ano ou dois.
  • E aí, depois desse tempo todo, poderia acontecer de eventualmente eu já entrar em uma menopausa.

Bom, fazendo as contas de tudo, se esperasse muito tempo, passaria dos 35 para os 36, depois para os 37, 38, chegando quase nos 40. A recomendação da minha médica foi: “talvez fosse legal você começar a tentar com 35”. E saí do consultório já com a prescrição de dar início ao ácido fólico.

Comecei a tomar a vitamina sem qualquer pretensão. Até então, nada havia mudado em nosso conceito e a vida continuava da forma como estava. Na verdade, quase parei de tomar o ácido porque achava que não estava tendo propósito algum.

Chegou março e fizemos uma viagem super legal pela Itália. Nós sempre gostamos de viajar e a liberdade de poder sair sem ter que nos preocupar com época escolar, idade de filho e etc. sempre foi muito bom. E nessa toada, já em abril, estávamos no carro, coincidentemente passando em frente à uma loja de artigos para bebê, e o marido disse assim: “Acho que não quero ter filhos mesmo. A gente viaja quando quer, para onde quer, sem ter que se preocupar com o lado financeiro da história.”. Nessa hora, olhei para a loja de bebês, virei para ele e disse: “Mas eu quero!”. Não sei como ele não bateu o carro no meio da avenida! “Sério mesmo?”, ele perguntou. “Sim, sério mesmo!”. E do nada o discurso mudou: “Então, vamos nessa!”

E seguimos em frente com nossa decisão, mas mantivemos segredo da família e amigos. Na época, eu não fazia controle nenhum da minha menstruação. Nunca sabia qual tinha sido o primeiro dia do último ciclo, nem tampouco conseguia calcular quando o próximo teria início. Eu era muito desregulada!

No final de maio, mais especificamente no dia 30, feriado de Corpus Christi, eu achava que já tinha dado tempo para eu já ter menstruado de novo. E, por um acaso (para ser sincera, nem sei dizer porque razão, acho que só para um “imprevisto”), eu tinha um teste de gravidez guardado no armário há algum tempo.

No meio da manhã fiz o xixi no palitinho, fui resolver algumas coisas e quando voltei, tinham dois riscos completamente tortos no display do exame. Parecia que alguém tinha borrado um papel e colocado ali. Não era nem um negativo, nem um positivo. Não sei se o negócio já tinha perdido a validade, se o fato de eu ter guardado ele em pé alterou alguma coisa, só sei que aquele resultado não era nada.

Saímos para almoçar e compramos outro teste de farmácia. Naquele dia, receberíamos alguns amigos e, um pouco antes de começarmos com a organização a casa, fiz novo xixi no palitinho. Desci, esqueci o exame sobre a pia e voltei para ver mais tarde. Lá estavam os dois risquinhos! Eu estava grávida um mês depois de efetivamente termos começado a tentar.

Mas e aí, o que fazeríamos? Contaríamos já para os nossos amigos que nos visitariam aquele dia? Contaríamos para os nossos pais e irmãos?

Bem, resolvemos manter segredo por mais um tempo, mas essa história eu continuo depois! ; )