Por Fabiana Bellentani

Esses dias estava escrevendo sobre a gravidez do Felipe e não tenho como contar todas as histórias sem antes dividir com vocês nossa viagem para Orlando e Miami com a Carol.

Essa foi mais uma “aventura” em família, só que, dessa vez, além de nós três (quer dizer, quatro porque o Felipe já estava na barriga), minha sogra e sogro estavam juntos. ; )

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Como dividimos o tempo entre Orlando e Miami

Falar que fomos para Orlando é a mesma coisa que dizer que fomos para a Disney, certo? Está subentendido!

Quando começamos a planejar nossa viagem, tínhamos dois propósitos básicos: curtir os parques da região e fazer algumas compras e descansar em Miami. Ah! E o marido queria incluir a visita à área de paraquedismo DeLand, para fazer um salto em céus internacionais.

Sabemos que viajar com criança não é a mesma coisa que fazer uma viagem de adulto. Tudo é mais demorado: todo procedimento de acordar, café-da-manhã, organizar o que vai levar, o quarto e etc. é bem mais complexo e deve ser bem mais pensado do que simplesmente sair, comer qualquer coisa no caminho e seguir a programação de passeios do dia.

Nesse contexto, nos programamos para não fazer nada às pressas, nada correndo. Queríamos ter dias de sobra para repetirmos um parque, se quiséssemos, descansar no hotel, passear com tranquilidade e aproveitar a praia.

Reservamos, assim, 17 dias de viagem. Saímos de São Paulo no dia 01 de novembro de 2016 e voltamos no dia 19. Desses, o último dia a gente já desconsiderou, pois sabíamos que seria dedicado ao retorno. E o de ida e volta de Orlando também foram dias de estrada. Tivemos, então, na verdade, 15 dias cheios para aproveitar ao máximo e os dividimos pela metade: os 7 primeiros ficaram para Orlando e os 8 últimos para Miami.

E vale a pena ir com criança pequena para a Disney? Elas aproveitam?

Eu acho que depende. Se passar o dia todo nos parques já é cansativo para um adulto, imagine para uma criança. Eu li muito e pesquisei muito sobre o que realmente seria aproveitado pela Carol com 2 anos e 9 meses. Compreensão das coisas, entender o que estava fazendo e visitando, eu sei que ela teria. A Carol sempre se comunicou muito bem, já conhecia personagens, entendia que estávamos indo à Disney e já tinha um pique mais próximo do nosso.

Antes de viajarmos, ela já tinha a expectativa de “ir para a Disney” e hoje se recorda da viagem com muito carinho. Diz que quer voltar, não só para Orlando, como também para Miami, que ela chama de praia (humilde a menina, não?).

Então, minha opinião pessoal (e é só minha opinião pessoal mesmo) é de que vale a pena sim, mas com crianças a partir de 2 anos, 2 anos e meio e num ritmo mais leve, mais descontraído. Dá para fazer tudo ao seu tempo, sem se preocupar em estar na porta do parque na abertura ou de ficar até o fechamento.

Se quiser assistir aos shows noturnos, como do Castelo da Cinderela no Magic Kingdom ou o IllumiNations da Epcot, pegue mais leve ao longo do dia ou chegue, se for o caso, um pouco mais tarde. Permita que a criança descanse, tire suas sonecas, alimente-se bem e hidrate-se bem. Respeitar suas limitações é essencial!

Tendo tudo isso em mente, existem algumas características dos parques de Orlando que são super válidas e importantes todo mundo saber antes de ir:

  1. Crianças até 3 anos não pagam entrada, nem alimentação nos restaurantes estilo buffet. Por que isso? Muito simples: porque as atrações mais procuradas dos parques, aquelas que nós, adultos, adoramos, têm limitação de altura. Apenas crianças com mais de 1,02cm são permitidas e normalmente as com menos de 3 anos não a atingem.

Cada atração possui uma régua de altura no início da fila para que a criança seja medida. Um ou outro brinquedo possui uma restrição mais alta ou mais baixa, mas, no geral, tenha o 1,02cm na cabeça.

Isso, no entanto, não significa que você não vai se divertir. Ao contrário, vai muito! Os parques estão preparados para tudo!

  1. Todos os parques possuem o “rider switch, uma espécie de “passe livre” para casais que estão com os pequenos ou outro convidado impossibilitado de curtir a atração.

Primeira coisa a fazer é definir qual de vocês se divertirá primeiro, pois um precisará aguardar com a criança.

Antes de entrar, procure o funcionário do parque que fica naquela determinada atração (eles estão sempre em todo início de fila) e diga que quer um “rider switch”. Ele te dará um papelzinho (sim, é um papel simples mesmo) que você deverá levar consigo e entregar para o papai ou mamãe, quando sair do brinquedo.

Quem for primeiro pegará a fila normalmente, demore ela 15 minutos ou 2 horas. O segundo convidado, no entanto, entrará pela saída da atração e não pegará fila alguma. Basta entregar o tal papelzinho para um dos funcionários internos do brinquedo, que ele te colocará num assento livre imediatamente. É o mesmo tratamento que os parques dão a deficientes físicos ou com necessidades especiais. Não pegam fila, são alocados sem espera.

  1. Os parques (pelo menos os da Disney) possuem serviço de locação de carrinho de bebê, se necessário. No entanto, a diária é de USD 15,00 (preço para novembro de 2016) e, dependendo da quantidade de dias que ficar, vale mais a pena comprar um carrinho guarda-chuva mais simples em alguma loja de artigos de bebê e descartar no final da viagem (eles podem custar até menos de USD 40,00).
  1. Os parques também possuem serviço de locação de cadeira de rodas simples e motorizadas (veículos elétricos (ECV)), caso haja necessidade. Se estiver viajando com um vovô ou uma vovó que tenha dificuldade de andar, a locação pode ajudar bastante a ele e a vocês que poderão usar a cadeira de “base operacional” (rs!).

Quais parques fazer em Orlando com uma criança pequena?

Diante de tudo que comentei e uma das coisas que mais me perguntam é se vale a pena se programar para ir a todos os parques de Orlando, considerando que uma criança pequena provavelmente não poderá curtir grande parte das atrações.

Na minha opinião, não vale. Para mim, o ideal é fazer os parques direcionados e com atrações mais adaptadas à idade delas.

Quando compramos os ingressos, tínhamos nos programado para fazer o Magic Kingdom, a Epcot, o Animal Kingdom e o Hollywood Studios, todos da Disney, os dois parques da Universal (o Islands of Adventure e a Universal Studios) e o Sea World.

Depois de Epcot, Magic Kingdom e Animal Kingdom, percebemos que não rolaria ir ao Hollywood Studios e à Universal, pois estes têm temática “para gente grande”. Acabamos cancelando parte dos nossos ingressos e optamos por um parque aquático (o Typhoon Lagoon) da Disney, muito mais divertido para a Carol.

Sem sombra de dúvidas, esses que mencionei são os que oferecerão maior número de atrações que poderão ser aproveitadas pelos pequenos.

Se, de qualquer forma, for decisão do casal ir a parques com mais montanhas-russas e experiências de fazer o coração sair pela boca (rs!), tenham em mente que, para a criança, será mais maçante e um de vocês deverá sempre estar com ela.

Como e onde comprar os ingressos

Outra coisa super importante é saber como comprar os ingressos, já que todos os parques oferecem alguns combos promocionais e preços diferenciados em função do número de dias adquiridos.

Disney: A Disney possui um site oficial americano e um site oficial brasileiro. É possível fazer a compra dos tickets, em dólares, pelo americano, mas não pelo nosso nacional. Aqui no Brasil, só através das agências de viagens indicadas (já explico isso melhor).

A Disney oferece desconto em função dos dias de ingressos comprados, além das opções dos parques aquáticos, do Park Hopper (que te dá direito a mudar de parque mais de uma vez por dia), do Park Hopper Plus (mesma coisa que o Park Hopper, só que com direito aos parques aquáticos) e uma ou outra promoção de horário estendido.

E não existe ingresso específico por parque, ou seja, ao comprar, você escolhe qual parque quer fazer, dentro dos quatro oferecidos pelo complexo (Magic Kingdom, Animal Kingdom, Epcot e Hollywood Studios), além dos aquáticos (Typhoon Lagoon e Blizzard Beach), se estes forem opção.

Universal: A Universal possui dois parques, o Universal Studios e o Islands of Adventure, além de um aquático, o Volcano Bay, menos procurado em relação aos da Disney. A atração do Harry Potter fica dentro dos parques temáticos e dá passagem do Studios para o Islands of Adventure.

Comprando online, é possível adquirir 2 ou 3 dias de acesso ilimitado ao Studios e o Island of Adventure, incluindo a City Walk, que é um “calçadão” com lojas, teatros e restaurantes na parte externa.

Sea World: Aqui não tem muito segredo, é comprar ou não. O Sea World possui também outros parques, com os quais é possível se fazer combo de compra, mas aí vale a pena avaliar se é interesse da família, já que o complexo já não é tão mais procurado como antigamente.

Nós fomos porque achamos que seria interessante para a Carol conhecer e se divertir, mas nos arrependemos um pouco.

Onde comprar

Antes de comprar, vale a pena comparar preços, tanto em relação ao site americano da Disney, como às agências de viagem brasileiras indicadas na própria página nacional.

Se comprar pelo Brasil, paga-se em reais e com possibilidade de parcelamento, apesar de haver uma taxa adicional de serviço da agência. Normalmente, o valor em reais é mais caro que o em dólar convertido, mas aí indico prestar atenção nas promoções.

Em novembro do ano passado, o Decolar.com oferecia a compra de 4 dias de parques da Disney, ganhando o 5º e ainda um dia adicional de qualquer aquático. Ou seja, pagaríamos 4, pelo preço de 6 dias de ingressos.

Lembro que fazendo a compra desse pacote, mais os ingressos da Universal (que acabamos cancelando no meio da viagem e tivemos a facilidade de conseguir o reembolso sem qualquer transtorno) e o da Sea World, em reais, com a taxa adicional de serviço, saía mais barato e com opção de parcelamento, do que comprar a mesma quantidade de tickets pelos sites oficiais americanos, sendo que o da Disney não oferecia a mesma promoção.

O que comprar diante de tantas opções?

Bom, nós consideramos tudo que expus acima e foi o que realmente aconteceu: com uma criança pequena, sabíamos que dificilmente conseguiríamos fazer mais de um parque por dia, então a opção do Park Hopper da Disney já foi descartada.

Também sequer procuramos qualquer promoção com horário estendido porque também não era nossa intenção ficar da abertura ao fechamento. Além disso, ficamos em um dos hotéis da Disney, o que já proporcionaria, se quiséssemos, horário antecipado de entrada e saída em parques e dias determinados.

Compramos, então, pelo Decolar.com, o combo que comentei, mais o 2Park Explorer Ticket da Universal (que cancelamos) e o ingresso da Sea World.

Minha sugestão é ficar restrita ao Magic Kingdom, Animal Kingdom, Epcot, Typhoon Lagoon e Blizzard Beach e, eventualmente, ao Sea World, nem que seja para repetir os passeios mais atrativos para as crianças.

Nos próximos dias, conto mais sobre nosso planejamento de voo e locação de carro. ; )

Por Fabiana Bellentani

Quando engravidei da Carol, ainda não tinha o blog, então nunca relatei como tinha sido meu primeiro, segundo e terceiro trimestres.

Agora, com o Felipe, não só consigo contar sobre a gestação dele, como também comparar com a da Carolina.

Primeiro_trimestre_gravidez_Felipe

Enjoos

Quando descobri a gravidez do Felipe já estava com 6 semanas. Até então eu estava bem. Quer dizer, já tinha tido uma dor de cabeça muito forte e alguns enjoos esporádicos, mas como foram concomitantes ao mal estar da dor, ainda não os relacionava à gravidez.

Na 7ª semana comi um cachorro quente que preparamos em casa e, de lá pra cá, a coisa desandou. Na noite do “fatídico” hot-dog, tive vômito e diarreia. Depois disso, fiquei até a 16ª semana com enjoos diários. Passava a manhã bem, próximo à hora do almoço tinha dor de estômago, almoçava sem problemas, salivava durante a digestão e, em seguida, vinha o enjoo que se estendia até o final do dia. Escovar o dente ou passar fio dental era um martírio. Tinha que respirar fundo para passar a escova no fundo da boca, para não estimular o vômito.

E aí todo mundo me perguntava: “E na da Carol, também foi assim?”. Não, não foi. Eu tinha, sim, enjoos, mas eram poucos. Nunca cheguei a vomitar. Agora, em compensação, vomitei tudo que podia e não podia. A parte boa, pelo menos, é que, após um tempo, o vômito passou a vir sempre depois da digestão já ter sido feita, então, quando saía alguma coisa era só água, nada de comida. Risco zero de ficar com fraqueza ou desnutrida.

Paladar

Meu paladar mudou bastante também. Eu sempre adorei comida bem temperada, com bastante cebola e alho. Desde o primeiro trimestre, no entanto, se como, fico com uma sensação ruim de mal estar estomacal. E café também saiu da lista. Tomo de manhã, misturado no leite, mas, além disso, não desce nem o descafeinado. E fruta passou a ser minha preferência em relação ao doce. Na gravidez da Carol foi a mesma coisa. Acho que por isso, inclusive, que ela gosta das mesmas frutas que eu. Comi muito na gestação dela e estou repetindo a dose na do Felipe!

Dor no abdômen

Além dos enjoos, também senti um incômodo dolorido na parte baixa do abdômen. Minha médica explicou que meus músculos já têm o “histórico” de uma gravidez e, por isso, estão se “abrindo” mais rápido agora. A dor é perfeitamente normal, mas está diretamente associada ao esforço físico. Quando ando mais, ou faço mais esforço, dói mais. Mas já aprendi a me conter e saber até onde posso ir. Na gravidez da Carol também tive essa dor, mas bem pro final, quando a barriga já estava grandona.

Barriga

Bom, por falar em barriga. Agora ela apareceu mais cedo. Na gravidez da Carol, lembro de ter viajado com aproximadamente 5 meses e ainda com minhas roupas normais. Se eu não dissesse nada, ninguém sabia que tinha um bebê ali dentro.

Dessa vez, a barriga já estava inchada com 12 semanas. Tirei minhas roupas de grávida do armário assim que percebi que os vestidos ficavam com a calcinha marcada na cintura e que as calças estavam ficando com o botão de cima aberto.

Seios

Lógico que, junto com a barriga, os seios também cresceram! Eu nunca tive peitos avantajados, mas, neste primeiro trimestre acho que já aumentaram 1/3 do que eram. Ainda estou usando minha numeração costumeira de sutiã, mas acredito que mais um pouco terei que passar para um número maior.

Na gravidez da Carol, depois de um tempo, passei a usar top de ginástica e, quando meus ombros começaram a doer por causa da pressão, fui direto para os sutiãs que depois usaria na amamentação.

Sono

Em termos de sono, com a Carol foi demais. Por enquanto, com o Felipe, até que estou bem. Acho que tive tanta coisa para fazer neste primeiro trimestre que não tive tempo de ter sono… É claro que, no final do dia, estou sempre acabada e consequentemente, durmo melhor, mas me seguro bem nas “horas de expediente” (rs!).

Xixi

Se eu ganhasse R$ 1,00 para cada vez que vou ao banheiro, estaria rica! rs! Minha frequência de idas ao banheiro aumentou consideravelmente, tanto de dia, como de noite. Não passa uma madrugada sem que acorde para fazer xixi…

Na gravidez da Carol, a frequência urinária aumentou também da metade da gestação para a frente.

O mais gostoso!

Mas sabe qual a parte mais gostosa desse primeiro trimestre? Ter a participação da Carol no processo! Ela já assumiu o papel de irmã mais velha e cuida e conversa com o Felipe já na posição de protetora. Conta histórias, explica as coisas, oferece comida, pergunta se quer brincar, etc. Estou amando essa interação!

Por Fabiana Bellentani

“Nossa, tão pequenininha e já usando óculos?”, “Por que ela usa?”, “Como perceberam que ela precisaria dos óculos?”: essas são algumas das perguntas que ouço com bastante frequência (até em viagem ao exterior já fui questionada) e que tenho a maior atenção em responder e explicar.

Como muita gente tem curiosidade, às vezes até para tentar identificar uma eventual necessidade em seus próprios filhos, ontem comecei contando nossa história sobre a hipermetropia da Carolina. Hoje concluo o assunto explicando sua adaptação e a necessidade de usar o tampão complementar.

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Por que os óculos são necessários?

Para enxergar melhor, claro, mas, no caso da Carol, para muito mais que isso: para evitar que ela perca a visão! Se não usar os óculos, o cérebro da criança se acostuma com a visão distorcida e a assume como padrão.

O estrabismo que comentei no post anterior acontece por causa do esforço que a Carol faz para focar os objetos que enxerga. É como se um dos olhos fizesse tanta força para focar, que ultrapassa o centro do globo e desvia para o canto interno.

Antes dos óculos, o estrabismo era mais leve que agora. Explico: com os óculos, o desvio acontece muito pouco, apenas para enxergar de perto. Para longe, não acontece mais, porém, quando tira os óculos, o estrabismo é muito maior que antes e imediato, pois o olho já está acostumado com a posição correta.

Nesse período de um ano e três meses, a Carol já mudou as lentes duas vezes e agora mudará a terceira. Isso porque os exames em crianças não conseguem ser precisos como nos adultos, claro! Elas não têm capacidade de fazer os exames convencionais. Em função disso, normalmente iniciasse o uso dos óculos com meio grau a menos do encontrado pelo médico em consultório, para posterior ajuste, se necessário. Foi o que aconteceu com a Carol. Depois de seis meses usando as lentes iniciais, tivemos que ajustar o grau.

Agora ela passará a usar um bifocal, para tirar o desvio que acontece quando ela foca de perto.

O tipo de óculos

Os óculos da Carol são da marca Miraflex. Eles são totalmente flexíveis, de plástico, sem nenhuma parte em metal, sem BPA, sem borracha, sem látex e hipo-alergênico. São próprios para crianças.

Como ela era e ainda é muito pequena, o modelo apropriado para sua idade é um que possui um elástico preso à cada uma das hastes, passando pela nuca. Assim, ela pode pular e rolar, sem medo de caírem do rosto.

Além disso, as lentes são antirrisco, para garantir maior durabilidade.

Quanto ao modelo, a Miraflex possui vários, porém deve-se considerar o tipo e espessura das lentes.

O uso dos óculos e adaptação

A Carol já usava de vez em quando óculos de sol, mas era pontual e totalmente diferente dos óculos de grau.

Quando ficaram prontos, eu e meu marido passamos a usar os nossos o dia inteiro para ver se ela se empolgava. Não tivemos muito sucesso. Foi na escolinha que o negócio engrenou! Quando chegou no primeiro dia usando aquele acessório diferente e curioso, todos os amiguinhos se reuniram ao seu redor e queriam pegá-lo para usarem também. Ela se sentiu toda especial por ser a única a tê-los e não quis tirar mais.

Aliás, antes mesmo dela começar a usar, a escolinha fez todo um preparo com conversas, mostrando outras crianças mais velhas que já usavam óculos, além de historinhas e personagens que também usavam.

Hoje ela usa tranquilamente e quando fica sem, diz: “Cadê meus óculos? Está tudo embaçado!”, pega e coloca sozinha!

O tampão

Além dos óculos, a Carol também usa um tampão, cujo nome correto é oclusor ou protetor ocular. Começou usando 4 horas por dia, três no olho direito e um no esquerdo, e, agora, usa 3 horas por dia, dois no direito e um no esquerdo.

Nossa observação e os exames clínicos mostraram que a Carol usa mais a visão esquerda que a direita. Na verdade, o único olho que tem o desvio é o esquerdo. Em função disso, para que o cérebro não anule essa visão, dando preferência à direita, tivemos que usar o tampão.

Neste caso, a adaptação foi um pouco mais chata. A escola também foi fundamental no processo, mas mesmo assim demorou um pouco mais. Assim que soubemos da necessidade, informamos as professoras da Carol, que logo iniciaram um trabalho com brincadeiras de piratas e historinhas. A própria professora fez um tampão de EVA para ela e todos os alunos da sala para transformar o uso em algo divertido.

Eu também usava o tampão com a Carol para estimular. Saía na rua com o olho tapado, fosse onde fosse. É lógico que todo mundo me encarava, perguntava o motivo, mas, por ela, valeu a pena.

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A Nexcare e a Oftam fabricam os protetores oculares, daqueles que grudam na pele. Optamos pela marca Oftam, por indicação médica, pois são coloridos e aparentemente são os que incomodam menos na hora de tirar. O chato desses protetores é que a cola é muito resistente e realmente machuca quando puxamos, mesmo com o maior cuidado possível! Quando eu tirava do meu rosto, acabava arrancando a sombrancelha junto… Não era legal…

A solução (indicada por uma amiga cujo filho usa desde os seis meses) foi fazer um tampão de EVA. Quem me segue no Instagram (@fabi_4mammies), já viu várias fotos da Carol usando o nosso “improviso”. Compramos uma folha de EVA, cortamos no formato dos óculos, deixando uma aba lateral para bloquear toda visão. O objetivo é que não fique espaço para a criança enxergar por qualquer brecha. E deu tão certo que o tempo de uso diário já foi reduzido, como comentei acima.

A hipermetropia da Carolina é questão de grande importância para nós, como tenho certeza ser de vários pais e mães que também têm seus filhos com necessidade de uso de óculos. Então, fico à inteira disposição para qualquer dúvida, ok? ; )