24 jan 2017

Por que a Carol usa óculos? | O diagnóstico

Por Fabiana Bellentani

Muita gente me pergunta o porquê da Carol usar óculos. Bem, a Carolina tem hipermetropia e começou a usar óculos com 1 ano e 9 meses, depois de passar por dois oftalmologistas.

É normal que bebês em torno de 1 ano e meio, sejam hipermetropes em torno de 2 a 3 graus. Seus olhos ainda vão crescer até 7 anos, portanto, perfeitamente natural que a hipermetropia faça parte da vida da criança nessa fase.

O problema é que a Carol com 1 ano e 8 meses tinha em torno de 7 graus de hipermetropia em cada olho. Daí a necessidade dela começar a usar óculos desde pequenininha.

20170124_Por_que_a_Carol_usa_óculos_parte 1

Como percebemos que devíamos procurar um oftalmo

Na verdade, a Carol já havia passado por um oftalmo com aproximadamente 6 meses por causa de uma secreção nos olhos. Naquela época, não havia nada aparente que exigisse uma investigação. Aliás, até 6 meses, é comum os olhinhos do bebê tremerem e entortarem um pouco.

Mais tarde, quando começou a pegar os alimentos sozinha, notamos que seus olhinhos ficavam estrábicos ao acompanharem o movimento da mão à boca. Até aí tudo bem, porque se eu e você fizermos isso, nós também ficamos estrábicos, todos ficam. Na Carol, porém, depois de tirar a mão da boca, percebíamos que um dos olhos voltava ao normal, porém o outro, normalmente o esquerdo, permanecia com o desvio até que chamássemos sua atenção para algum objeto posicionado à sua frente.

O pediatra da ocasião dizia que aquilo era normal, que com o tempo sumiria, mas sempre ficamos com uma pulguinha atrás da orelha.

Quando a Carol completou 1 ano e 6 meses passamos a consulta-la com a Dra. Maria Fernanda Giacomin, que, inclusive, é colunista do blog. Foi ela, então, que ratificou nossa intenção de procurar um oftalmo.

Os exames e o diagnóstico da hipermetropia

Buscamos primeiramente um profissional de uma clínica já conhecida nossa. Fomos e voltamos para exames e dilatação de pupila umas três vezes. A Carol era pequena, fazer os exames era um sacrifício e, para ser sincera, não gostamos muito do atendimento. Acho que faltou um pouco de atenção ao fato de estarmos tratando de uma criança com menos de 2 anos e não de um adulto… Mas, enfim, na última consulta, tivemos o diagnóstico da hipermetropia.

Lembro que um pouco antes de entrarmos no consultório, meu marido, precisou sair. Eu estava sozinha com a Carol quando a médica me disse que ela tinha hipermetropia e que precisaria usar óculos provavelmente para o resto da vida. Seu grau era muito alto. Fiquei muito chateada, engoli seco para não começar a chorar. Minha voz saia trêmula cada vez que precisava fazer uma pergunta ou responder a algo…

Saímos da clínica e fomos direto à ótica para ver quais seriam as opções de óculos para uma bebê de 1 ano e 7 meses. Quando colocamos a primeira armação no rostinho da Carol, não aguentei: comecei a chorar descontroladamente. Meu marido também estava chateado, claro, mas foi mais consciente e me disse o óbvio: que uma hipermetropia não era nenhuma doença grave, que era super comum e que usar óculos não era nada demais! Ele tinha razão, mas toda mãe quer que seus filhos estejam e fiquem bem e, até processar a informação da hipermetropia, demorou um pouco.

Em seguida, conversamos com a pediatra e ela considerou razoável pegar uma segunda opinião. Trocamos de oftalmo, mais atencioso e cuidadoso com a Carol, mas que chegou ao mesmo diagnóstico, com diferença mínima de grau. Ele fez alguns outros exames e explicou ser fundamental a identificação de doenças oftalmológicas até os 6 anos, fase em que muitas delas conseguem ser revertidas. Com 7, os olhos da criança estão completamente formados e daí fica praticamente impossível reverter qualquer quadro.

No caso da Carol, existem chances da hipermetropia regredir um pouco, mas não 100%. Ela provavelmente dependerá de óculos ou lentes de contato para o resto da vida. Chegamos a questionar a possibilidade de uma cirurgia, mas atualmente não existe nenhuma que seja eficaz. Mas quem sabe no futuro, né?

Como tem muita coisa para falar sobre este assunto, dividi tudo que tenho para falar em dois posts diferentes. Então, amanhã continuo contando sobre a necessidade dos óculos, qual o melhor tipo de armação, como foi a adaptação da Carolina e o motivo para ela usar o tampão. ; )

Deixe um comentário