8 jan 2017

Por que um segundo filho? Porque ter irmão é bom demais!

Por Fabiana Bellentani

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Sim, estamos grávidos do nosso segundo filho! É um menino e se chamará Felipe!

Eu e meu marido sempre fomos muito, mas muito discretos quanto à decisão de ter filhos. Antes de termos a Carolina, nosso discurso era de que não queríamos. E, no começo, não queríamos mesmo. Ficamos 9 anos casados até que resolvemos engravidar. E aí mantivemos segredo de todos, incluindo família.

A Carol nasceu e quando nos perguntavam se teríamos o segundo, nossa resposta era: “Não, chega, um está ótimo!”.

3 anos se passaram e cá estamos nós, grávidos de novo! E por que decidimos ter o segundo? Muito simples: porque ter irmão é uma das melhores coisas da vida!

Os seis primeiros meses de 2016 foram bastante estressantes. A Carol entrou na fase dos “terríveis dois anos” e, como cuidamos dela diretamente (já contei sobre nossa rotina antes), o cansaço mental de ter uma criança manhosa e chorona 24 horas por dia atrapalhou nosso relacionamento. Passamos a brigar com mais frequência, perder a paciência com mais frequência e a divergir opiniões com mais frequência. Eu tinha iniciado o ano com a vontade de ser mãe novamente, mas meu desejo ficou em segundo plano diante do tanto que nosso casamento estava sendo afetado pelo stress familiar. Nessa fase, ter um segundo filho estava fora de cogitação!

Procuramos ajuda (sim, fizemos terapia) e vimos que não nos faltava amor, que éramos um casal muito unido, mas que  precisávamos encarar aquele momento de uma forma diferente. Foi o que fizemos e voltamos a ser o casal de antes.

Aí em agosto, resolvemos efetivamente conversar sobre ter ou não um segundo filho. O assunto já tinha surgido antes, mas em momentos não muito adequados para se tomar a decisão, se é que me entendem… Tinha que ser algo consciente e não por impulso, precisávamos saber se realmente queríamos assumir a responsabilidade.

Sentamos e fizemos a famosa ponderação de prós e contras. É caro ter filho? Sim, é caro, mas sabemos que temos condições (graças a Deus) de prover o necessário para uma segunda criança.

E o trabalho? Nossa, não é fácil, principalmente nos primeiros meses. Ficar sem dormir, cuidar de alimentação, restrições de passeios, etc., passaríamos por tudo de novo. Hoje, com a Carol mais independente, temos boa parte da liberdade que tínhamos de quando éramos só eu e ele. É óbvio que os horários não são os mesmos, nossas escolhas ponderam outras coisa, nosso dia-a-dia é outro, mas já é uma rotina com criança. Além do mais, não podíamos deixar que essa dedicação inicial minasse tudo de bom que um filho nos trás: o amor sincero, as descobertas, o beijo despretensioso a inocência da infância, tudo muito gostoso de vivenciar!

E quanto ao nosso relacionamento? Bom, esse era o principal ponto. Mas vimos que não nos falta companheirismo e que somos capazes de superar as dificuldades que a maternidade/paternidade nos apresenta. Somos fortes, trabalhamos juntos! Aprendemos a relevar mais, a entender mais e a dar menos ou mais importância para as coisas.

Tá, mas e aí? Bom, acho que o que fechou com chave de ouro nossa decisão foi a consciência de que TER IRMÃO É ÓTIMO! Tanto eu, como o Eric temos irmãos (somos um casal nas duas famílias) e ambos são nossos amigos sinceros, pessoas com quem dividimos nossas conquistas, segredos e frustrações. São pessoas com quem podemos contar de olhos fechados, pois são nossos companheiros de coração! Temos memórias e histórias ótimas com nossos caçulas: brincadeiras, brigas, aprendizados, viagens, acontecimentos que fazem parte de nós! [Que besteira: estou chorando escrevendo isso! Devem ser os hormônios…] Amamos nossos irmãos e ficamos felizes em proporcionar à Carol tudo de bom que essa experiência nos trouxe e trás. O Felipe já é tão amado por ela que tenho certeza que serão super companheiros!

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