11 fev 2016

Viagem de avião com bebês | Documentos

Por Fabiana Bellentani

Nos dois anos da Carolina, tivemos a oportunidade de fazer três viagens com deslocamentos aéreos: a primeira para Gramado, no Rio Grande do Sul, quando ela estava com 1 ano e 5 meses; a segunda para os Estados Unidos, com dois voos internos de Nova York para Las Vegas e de Las Vegas para Miami, quando ela estava com 1 ano e 9 meses; e a terceira para Buenos Aires, Argentina, com a Carol com 2 anos.

Os três destinos foram ótimos e nos deram experiências diferentes em todos os aspectos, principalmente com relação ao avião. Nós sempre tivemos voos tranquilos com a Carolina, sem choradeira, sem “senta e levanta”, sem correria ou bagunça pelo corredor e sem incomodar os demais passageiros.

São essas experiências que quero compartilhar com vocês através de uma série de 4 posts, começando, hoje, pela parte documental.

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Nas três viagens acima, além do básico exigido para check-in em cada um dos casos, tivemos alguns cuidados adicionais que nos ajudaram bastante.

Documentos básicos para viagens nacionais

Assumindo que a criança está viajando com ambos os pais, os documentos básicos exigidos para check-in são o RG ou a certidão de nascimento originais. Cópias simples ou autenticadas não são aceitas. Quando fomos para Gramado, nós já tínhamos providenciado a cédula de identidade da Carolina, então foi esse o documento que apresentamos.

Documentos básico para viagens internacionais

Quando o destino é o exterior e também assumindo uma viagem com pai e mãe juntos, o documento exigido é o passaporte. Não há necessidade de levar RG ou certidão de nascimento, pois o passaporte já contém os dados de filiação, mas tanto para os Estados Unidos, como para a Argentina, levamos uma cópia autenticada da certidão de nascimento da Carolina apenas por precaução. Não usamos, mas estava lá conosco.

Uma dica que não está diretamente relacionada ao voo, mas que vale a pena dar aqui é: leve sempre uma cópia da página inicial do passaporte com você, em local separado do original. Em caso de perda ou roubo do documento, você tem pelo menos uma cópia para apresentar e, dependendo do lugar, como na Argentina, por exemplo, é possível deixar o passaporte guardado no cofre do hotel e caminhar tranquilamente apenas com a cópia.

Vale lembrar que para a Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, além do passaporte, é possível usar apenas o RG.

Vistos e vacinas

Algo super importante, que não custa nada lembrar, é o visto. A maioria dos países exige que o turista, independentemente da idade, obtenha visto prévio e específico. Por isso, verifique sempre se seu destino faz essa exigência. Quando fomos para os Estados Unidos, providenciamos o visto para a Carolina e o procedimento foi bem mais simples do que imaginávamos.

Além do visto, alguns países também exigem vacinas. Veja se esse é o caso e se a criança pode tomar a vacina solicitada. Se houver algum impedimento, infelizmente o jeito é escolher outro destino…

Documentos de segurança

Existem alguns documentos que não são os necessários para se viajar de avião, mas que facilitam bastante a vida, algo essencial quando estamos com crianças.

  • IDENTIFICADOR DE BAGAGEM: Quando o bebê viaja em assento próprio (falarei sobre isso em um dos próximos posts), ele tem direito a despachar o mesmo número de bagagens que um adulto. Neste caso, o ideal é que tais bagagens recebam um identificador, com os dados principais da criança e de contato dos pais, para eventual extravio.

Dica: Depois de inúmeras trocas de tags de mala, os identificadores daqui de casa foram criados por mim. Montei um arquivo no computador, com nome, endereço, telefone e email para contato de cada um de nós, imprimi em um papel de maior gramatura, cortei e plastifiquei em uma gráfica. Deixei as pontas arredondadas para não arranharem ninguém e pedi que a gráfica fizesse uma abertura, igual às de crachá, para que eu passasse por ali a fita de prender na mala. Aliás, a fita que eu uso é a abraçadeira de nylon, o famoso “estrangula-gato”, sabem qual é? Não arrebenta, não solta e ninguém consegue arrancar com facilidade. Funciona super bem!

  • CARTÃO DO PLANO DE SAÚDE E SEGURO VIAGEM: Para quem tem um produto com cobertura nacional e estiver viajando dentro do Brasil, não esqueça de levar o cartão do plano de saúde da criança para garantir um eventual atendimento médico. Quando o plano tem cobertura local e para viagens internacionais, o seguro viagem é essencial e é oferecido por bancos e seguradoras especializadas. Normalmente, nos são apresentadas três modalidades de seguro viagem, uma mais simples, uma intermediária e outra mais completa. Avalie o que cada uma oferece e veja a que melhor se adequa à sua família. Se for o caso e possível, contrate um mais completo para a criança e um mais simples ou intermediário para vocês, pais.
  • OUTROS DOCUMENTOS: Alguns outros documentos, que não têm relação direta com o voo, podem ser úteis assim que a gente chega no outro país. Logo que passamos pela alfândega, por exemplo, uma das coisas que nos perguntam é onde ficaremos hospedados. Se não souber de cabeça, é bom que o voucher do hotel esteja à mão para poder consultar. Saindo do aeroporto, outra coisa bastante comum é alugar ou retirar o carro alugado. Se o voucher estiver num lugar de fácil acesso, o procedimento fica bem mais simples. É por isso que indico sempre a ter uma pastinha com todos esses vouchers reunidos, assim como os e-tickets, códigos de reserva, etc.

Tenho outras dicas para viagens com bebês que não estão relacionadas ao voo especificamente e que, então, vou reunir em um post específico sobre mala de viagem de bebê, ok?

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