15 fev 2016

Viagem de avião com bebês | Mala de mão e carrinho

Por Fabiana Bellentani

20160215_Viagem_de_avião_com_bebês_Mala_de_mão_e_carrinho

Eu e meu marido sempre fomos da política de carregar o menos possível de coisas na mão para não tumultuar o procedimento de embarque e desembarque, que já é naturalmente conturbado.

Já comentei que fizemos, até agora, três viagens aéreas com a Carol e, com exceção de Buenos Aires, que foi um trecho mais curto e ela já estava maiorzinha, nas duas outras ocasiões, não levamos em nenhum voo a bolsa de fraldas como normalmente fazemos para um passeio comum. Quer dizer, levamos, mas na mala, para usarmos nos passeios de cada destino. Para o embarque, carregamos apenas duas mochilas com tudo que precisamos, e as coisas da Carol eu acondicionei em nécessaires, para ajudar na organização e facilitar o acesso.

Nos voos em que a Carolina teve assento próprio, deixamos a mochila com as coisas dela embaixo da poltrona à nossa frente (o que é permitido), sem atrapalhar ninguém ou infringir qualquer norma de segurança. O acesso a tudo sempre foi fácil e rápido desse jeito. E mesmo que os comissários peçam que a mochila seja colocada no compartimento de bagagens, as nécessaires separadas ajudam bastante a puxar apenas o necessário.

Eu monto as nécessaires da Carol assim:

  • Uma com umas seis fraldas, pomada de assadura, lencinhos umedecidos e saquinhos para fraldas sujas.
  • Outra com a(s) mamadeira(s) e o dispenser de leite, ou a mamadeira já com a quantidade certa de leite dentro. Nas viagens curtas, levei apenas uma. Nas mais longas, levei duas, uma já cheia de água e outra vazia, pois água a gente consegue no avião. Se preferir, é possível levar as duas já cheias, pois quando se viaja com crianças o limite de 100ml de líquido por passageiro é liberado em função das necessidades do bebê. E, se precisar, dá para pedir que os comissários aqueçam um pouco a mamadeira. Só evite fazer isso durante o serviço de bordo. Eu particularmente nunca precisei, pois a Carol sempre tomou o leite à temperatura ambiente.
  • Em outra coloco (quer dizer, colocava porque agora não preciso mais) um ou dois potinhos de papinhas, além do babador e talher (esses continuam).

Além das nécessaires, levo também:

  • Uma troca de roupa;
  • Um agasalho;
  • O trocador portátil da bolsa de fraldas;
  • Um potinho pequeno com alguns biscoitos;
  • Umas duas ou três chupetas, acompanhadas de uma naninha (aquele paninho ou fraldinha de pano que as crianças adoram segurar para dormir).
  • Uns dois ou três brinquedos pequenos e leves.

Sempre levei comigo também alguns medicamentos. Na verdade, quando fomos para Gramado, por ser a primeira viagem de avião, e Estados Unidos, por ser um destino internacional com duração de 15 dias, tomamos o cuidado de marcar uma consulta pediátrica prévia para que tivéssemos orientação correta quanto aos remédios que precisaríamos levar em cada um dos casos.

A orientação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) é de que haja sempre a prescrição médica acompanhando os medicamentos levados a bordo, mas eu nunca levei e não tive problemas.

De qualquer forma, como cada um tem uma dosagem específica, ao invés da prescrição, fiz pequenas etiquetas com tudo que precisávamos saber para ministrar cada remédio: nome do medicamento, dosagem e aplicação. Por exemplo: Alivium | […] gotas | dor ou febre ou Dramin B6 | […] gotas de 6h/6h | vômito. Colei essas etiquetinhas em cada frasco e ficou tudo à mão para uma eventual emergência ou necessidade.

O que levei nas mochilas foi o seguinte:

  • um analgésico/antitérmico (como a Novalgina, Tylenol, ou Alivium, por exemplo) para uma febre inesperada;
  • um fluidificante nasal (como o Rinosoro Infantil, por exemplo) para umidificar o nariz da Carol, já que o ar do avião é bastante seco;
  • e um medicamento para vômito, o famoso DraminB6.

Aqui vale um parênteses honesto e sincero sobre o DraminB6. Na viagem para Gramado não me preocupei com isso, mas, quando fomos para os Estados Unidos, tive o receio da Carol ficar muito agitada, de não dormir (o voo foi noturno) e esgotar a si mesma, a nós e aos demais passageiros.

Já tinha tido relatos de casais amigos, cujos filhos, com a mesma idade da Carol na época, haviam “virado do avesso” no avião e deixado a todos de cabelos em pé! “Tive que me trancar no banheiro com ele!” um amigo comentou uma vez. “Cheguei em São Paulo com dor em todos os músculos do corpo de tentar segurá-la.” comentou outra. Fiquei com receio do mesmo acontecer com a Carol, pois estaríamos em um voo de quase 10 horas.

Na tal consulta pediátrica prévia, perguntei se havia algo que pudéssemos dar em uma situação dessas e, sim, existe: o famoso DraminB6! Ele é efetivamente um medicamento para vômito, mas que dá sono como efeito colateral. Em uma situação de “terror a bordo”, eu poderia dá-lo sem maiores complicações, respeitando, é óbvio, a dosagem certa e o intervalo entre uma e outra.

Se eu usei? Sim, usei! No voo de ida para os Estados Unidos. A Carol não estava fazendo bagunça, ou chorando, nada disso. Mas já era mais de 2:00 da manhã e ela nada de dormir. Dei a quantidade de gotinhas recomendada pela pediatra e depois de mais uma hora ela pegou no sono. Dei para que ela descansasse e chegasse bem no destino final, sem sentir o desgaste do voo noturno e funcionou bem.

Carrinho

Outro item indispensável para se levar no embarque e que NÃO conta como bagagem de mão é o carrinho. É possível levá-lo e, na maioria dos casos, também pegá-lo de volta na porta do avião. Eventualmente, ele é devolvido na esteira de bagagem.

Ao deixar com um dos comissários ou com a equipe de embarque, algumas companhias aéreas embalam o carrinho em um saco protetor, mas, se preferir, é possível levar seu próprio saco plástico ou a capa específica, se houver. Só tome o cuidado de retirar bandejas frontais, ganchos para bolsas ou qualquer outro acessório que possa se perder ou ser furtado. Nós sempre retiramos tudo, antes até de sairmos de casa para o aeroporto, levando esses itens dentro da mala.

Fica aqui uma dica para quem está lendo esse post e ainda não comprou o carrinho de bebê. Muita gente compra dois carrinhos, um principal, que normalmente é mais “trambolho”, e um segundo, mais simples, chamado de guarda-chuva por causa do seu sistema de fechamento. Esse segundo é o que as pessoas que fazem as duas aquisições levam para os embarques, por serem mais práticos. Alguns modelos, inclusive, quando fechados, ficam do tamanho de uma mala de mão.

Pois bem. Nós compramos apenas um carrinho de bebê para a Carolina, que é o que usamos com ela até hoje, desde o seu nascimento. O fechamento é super simples, sem necessidade de desmontar nenhuma peça. Basta apertar um botão e puxar uma alça. E mesmo com toda essa praticidade, continua sendo robusto, confortável e seguro.

Minha dica, portanto, é: diante de toda facilidade que as companhias aéreas fornecem para quem viaja com bebês, não vale a pena, na minha opinião, ter o gasto do segundo carrinho, principalmente se ele for ocupar o espaço de uma bagagem. Indico investir em um que tenha a mesma praticidade de um guarda-chuva, sem perder em conforto e segurança.

Ah! E detalhe: também nunca tivemos dificuldade em passar pelos sistemas de segurança de qualquer aeroporto com o carrinho que escolhemos!

Deixe um comentário